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Medidores Comuns de Vazão IV

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Tópicos: Medidor de Efeito Doppler | Medidor de Coriolis | Tabela Comparativa |


1) Medidor de Efeito Doppler

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Esses medidores podem ser classificados na categoria dos ultrassônicos, pois usam ondas nessa faixa de frequências. Só devem ser usados com fluidos que tenham partículas em suspensão. A Figura 1-I mostra um esquema simplificado.

Medidor de Efeito Doppler
Fig 1-I

Um elemento transmissor emite um sinal de ultrassom de frequência conhecida e constante. As partículas em suspensão no fluido refletem parte das ondas emitidas. Desde que as partículas se movimentam com o fluido, o efeito Doppler faz com que as ondas sejam captadas pelo elemento receptor em frequência diferente da transmitida e a diferença será tanto maior quanto maior a velocidade, ou seja, há relação com a vazão do fluxo.


2) Medidor de Coriolis

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No arranjo da Figura 2-I, o fluido passa por um tubo em forma de U dotado de uma certa flexibilidade. Um dispositivo eletromagnético na extremidade e não mostrado na figura faz o tubo vibrar com pequena amplitude na sua frequência natural e na direção indicada. O resultado é exibido na figura. Há esforços em sentidos contrários nas laterais do U, devido à oposição dos sentidos do fluxo.

Medidor de Coriolis
Fig 2-I

Visto de frente, o tubo é deformado conforme parte direita da figura e essa deformação pode ser captada por sensores magnéticos ou óticos. O destaque desse tipo é ser um medidor de fluxo de massa e não de volume. Assim, não há necessidade de compensações para mudanças de condições de temperatura e pressão. Pode ser usado com uma ampla variedade de fluidos. Desde tintas, adesivos até líquidos criogênicos.


3) Tabela Comparativa

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A tabela a seguir dá algumas informações comparativas da utilização em líquidos de alguns dos medidores mencionados nesta página. Não deve ser considerada uma referência absoluta. São apenas informações auxiliares obtidas de fabricantes.

Tipo Utilização Faixa Perda de pressão Precisão aprox % Comprim prévio diam Sensib à viscosid Custo relativo
Bocal Líquidos comuns 4:1 Média ±1/±2 da escala 10 a 30 Alta Médio
Coriolis Líquidos comuns, viscosos, alguma suspensão 10:1 Baixa ±0,4 da proporção Não há Desprezível Alto
Deslocamento positivo Líquidos viscosos sem suspensões 10:1 Alta ±0,5 da proporção Não há Baixa Médio
Eletromagnético Líquidos condutivos com suspensões 40:1 Desprezível ±0,5 da proporção 5 Desprezível Alto
Joelho Líquidos comuns. Alguma suspensão 3:1 Baixa ±5/±10 da escala 30 Baixa Baixo
Placa de orifício Líquidos comuns. Alguma suspensão 4:1 Média ±2/±4 da escala 10 a 30 Alta Baixo
Rotâmetro Líquidos comuns 10:1 Média ±1/±10 da escala Nenhum Média Baixo
Tubo de Pitot Líquidos sem impurezas 3:1 Muito baixa ±3/±5 da escala 20 a 30 Baixa Baixo
Tubo de Venturi Líquidos comuns. Alguma suspensão 4:1 Baixa ±1 da escala 5 a 20 Alta Médio
Turbina Líquidos comuns. Pouca suspensão 20:1 Alta ±0,25 da proporção 5 a 10 Alta Alto
Ultrassônico (Doppler) Líquidos viscosos com suspensões 10:1 Desprezível ±5 da escala 5 a 30 Desprezível Alto
Referências
Bar–Meir, G. Fundamentals of Compressible Fluid Mechanics. Boston: 2002
Bouché, Ch. Leitner, A. Sans, F. Dubbel - Manual da Construção de Máquinas. São Paulo, Hemus, 1979.
Costa, E. C. Mecânica dos Fluidos. Porto Alegre: Globo, 1967.
Giek, Kurt. Manual de Fórmulas Técnicas. São Paulo, Hemus.
Macintyre, Archibald J. Instalações Hidráulicas. Rio: Guanabara, 1988.
Pesquisa na Internet em 07/2006 (fontes não anotadas).

Topo | Rev: Mai/2018