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Alguns Dados Técnicos II

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Tópicos: Construção: Algumas Relações Práticas | Graus Baumé | Graus de Proteção IP |


1) Construção: Algumas Relações Práticas

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Concreto armado: para cada metro cúbico, são usados de 80 a 100 kg de aço estrutural. Para cada kg de aço, são usados cerca de 10 g de arame para amarração. Nas construções, são usados, em média, 12 m2 de forma para cada m3 de concreto. E, para cada m2 de forma, 180 g de pregos.
Paredes: para tijolos comuns (5 x 10 x 20 cm), correspondem as seguintes quantidades por m2: 42 unidades para espessura 5 cm, 76 unidades para espessura 10 cm e 148 unidades para espessura 20 cm. Argamassa para fixar azulejos e cerâmicas: consumo de 1,5 a 2,5 kg/m3.
Pinturas: massa corrida para madeira ou parede apresenta consumo na faixa de 5 a 8 m2 por galão. Tintas e vernizes, de 30 a 35 m2 por galão.
Telhados: telhas cerâmicas comuns (francesa, colonial, etc) têm consumo na faixa de 16 a 25 unidades por m2. Consumo de madeira para estrutura de 0,030 a 0,040 m3 por m2 de telhado.


2) Graus Baumé

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É uma escala antiga para densidade de soluções criada pelo químico francês Antoine Baumé (1728-1804). Ele usou água pura e soluções de cloreto de sódio para definir os pontos da escala e a relação entre grau Baumé(°Bé) e densidade (d) foi estabelecida:

Para soluções mais leves que a água °Bé = (140 / d) − 130
Para soluções mais pesadas que a água °Bé = 145 − (145 / d)

A temperatura de referência é 60F (≈ 15,6°C). Nota-se que é uma medida de densidade, não de concentração de soluções. Entretanto, se o outro componente tem densidade diferente da água, existe uma correspondência entre as duas medidas. Por isso, foi usada por indústrias de vinhos, cervejas, ácidos, etc para indiretamente especificar ou controlar concentrações (observar também que a relação depende da solução. Não há uma relação genérica).

Observação: aqui densidade é definida pela relação entre a massa de uma substância e a massa de igual volume de água a 4°C. É, portanto, um número adimensional. Algumas publicações em inglês chamam isso de "relative density" ou "specific gravity". E usam a palavra "density" para a relação entre massa e volume (massa específica).


3) Graus de Proteção IP

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As especificações técnicas de equipamentos elétricos como motores contêm muitas vezes um grau de proteção IP (exemplo IP 55). IP significa "Ingress Protection" e é uma norma que define os níveis de proteção contra objetos intrusos e outros. Na forma genérica, é escrito IP xxx, onde x são dígitos (frequentemente o terceiro dígito é omitido).

1º dígito Proteção contra objetos sólidos
0 Sem proteção.
1 Proteção contra objetos maiores que 50 mm (exemplo: toque com a mão).
2 Idem, maiores que 12 mm (exemplo: toque com dedos).
3 Idem, maiores que 2,5 mm (exemplo: fios e ferramentas).
4 Idem, maiores que 1 mm (exemplo: fios e ferramentas finos).
5 Proteção limitada contra poeiras (sem depósitos prejudiciais).
6 Totalmente protegido contra poeiras.
2º dígito Proteção contra líquidos
0 Sem proteção.
1 Proteção contra pingos de água verticais.
2 Proteção contra pingos de água na direção de 15º a partir da vertical.
3 Idem, na direção de 60º
4 Idem, em qualquer direção. Alguma (pequena) entrada é permitida.
5 Proteção contra jatos de água em qualquer direção. Pequena entrada permitida.
6 Idem, para uso em conveses de embarcações.
7 Proteção contra imersão até 1 m de profundidade.
8 Proteção contra submersão (> 1 m) por longos períodos.
3º dígito Proteção contra impactos (muitas vezes omitida)
0 Sem proteção.
1 Proteção contra impacto de 0,225 J.
2 Proteção contra impacto de 0,375 J.
3 Proteção contra impacto de 0,500 J.
4 Proteção contra impacto de 2,000 J.
5 Proteção contra impacto de 6,000 J.
6 Proteção contra impacto de 20,00 J.
Referências
Bouché, Ch. Leitner, A. Sans, F. Dubbel - Manual da Construção de Máquinas. São Paulo: Hemus, 1979.
Giek, Kurt. Manual de Fórmulas Técnicas. São Paulo: Hemus.
Macintyre, Archibald J. Instalações Hidráulicas. Rio: Guanabara, 1988.
Neto, José M. A. Manual de Hidráulica. São Paulo: Edgard Blücher, 1977.
Shell Brasil SA Petróleo. Tabelas Técnicas.

Topo | Rev: Nov/2006