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Eletrônica Digital XXXIV

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Tópicos: Memórias ROM | Memórias PROM |

1) Memórias ROM

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A sigla ROM (Read Only Memory, memória de somente leitura) indica o comportamento: os dados são gravados no processo de fabricação e não podem ser posteriormente alterados. Podem ser apenas lidos. Desde que o conteúdo não muda, a cada combinação de valores das variáveis de endereço corresponde sempre um mesmo valor (ou combinação de valores) da saída (ou saídas). Na realidade, as memórias ROM são circuitos combinatórios cujas entradas são as entradas de endereço.

Circuitos combinatórios podem ser implementados com portas lógicas conforme visto em páginas anteriores desta série. No caso de memórias, os fabricantes procuram sempre os meios mais simples para maximizar a capacidade e minimizar espaço e custos. Também já visto nessas páginas que a organização em forma de matriz é mais adequada para circuitos integrados.


Fig 1-I

A Figura 1-I dá o esquema de uma ROM simples de 16 posições e 1 bit por posição, que usa componentes simples (diodos e resistores) para armazenar os valores em disposição de matriz 4×4. Para análise do circuito, considera-se nível lógico 1 uma tensão positiva superior à mínima tensão de condução na polarização direta dos diodos (aproximadamente 0,6 V para diodos de silício).

Tab 1-I
A0A1A2A3Saída
00001
00010
00101
00110
01001
01011
01100
01111
10000
10011
10101
10110
11001
11010
11101
11110

Se, por exemplo, o gerador de produtos canônicos seleciona a linha 1, somente essa tem potencial positivo. As demais linhas têm potencial zero. E se, nessa condição, o multiplexador seleciona a coluna 2, o valor na saída será zero porque não há nenhuma ligação entre essa coluna e a linha 1. Se a coluna selecionada é 3 por exemplo, o valor na saída do multiplexador é 1, porque o diodo entre linha 1 e coluna 3 conduz. Pode-se dizer, portanto, que os valores são 1 para as interseções com diodos e 0 para as interseções sem diodos.

Para o circuito da Figura 1-I, os valores da saída para cada posição de endereço é dado na Tabela 1-I. Observa-se que é basicamente a tabela de verdade de um circuito combinatório.

Pela natureza do circuito, deduz-se que as memórias ROM são confiáveis, consomem pouca energia e, uma vez criadas a matrizes de produção, têm baixo custo se fabricadas em quantidades. Encontram uma variedade de aplicações, algumas das quais serão vistas em próximas páginas desta série.


2) Memórias PROM

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Em pequenas quantidades, as memórias ROM têm custo apreciável e, portanto, não são adequadas para aplicações não definitivas como protótipos. As memórias PROM (Programable Read Only Memory - memória programável de somente leitura) foram desenvolvidas para formar uma ROM com valores definidos pelo usuário.

Pode-se considerar o mesmo circuito do tópico anterior com diodos em todas as interseções. E cada diodo tem em série um pequeno elemento fusível, fabricado no próprio circuito integrado (Figura 2-I). Portanto, os valores iniciais (saídos de fábrica) são 1 para todas as posições.


Fig 2-I

Supõe-se agora que o multiplexador, além da sua função normal, tem outra que conecta a coluna selecionada diretamente com a massa. Se uma tensão maior que a normal é aplicada na linha selecionada pelo gerador de produtos canônicos, uma corrente maior circula pelo conjunto diodo-fusível da interseção, provocando a abertura deste último e, assim, definindo bit zero para a posição (na Figura 2-I estão representados dados idênticos aos da Figura 1-I do tópico anterior). Conclui-se que o processo de gravação só pode ser executado uma única vez.

As memórias PROM não são tão confiáveis quanto as ROM. Surtos de tensão podem abrir os fusíveis, alterando os dados gravados. Mas são soluções de baixo custo para aplicações temporárias conforme já mencionado.
Referências
Brophy, James J. Basic Electronics for Scientists. USA: McGraw-Hill, 1977.
U. S. Navy. Basic Electronics. Hemus, 1976.

Topo | Rev: Dez/2007