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Eletrônica para Hobby - Alguns Circuitos III

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Tópicos: Receptor Regenerativo I | Receptor Regenerativo II | Receptor Simples de AM | Tentando Recuperar uma Célula de Níquel-Cádmio

1) Receptor Regenerativo I

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Usado até os primeiros anos da década de 1930, o receptor regenerativo se destaca pela simplicidade. Naquela época, os elementos ativos eram válvulas termiônicas. Mas hoje são difíceis de achar. E o circuito pode ser implementado com transistores. No circuito da Figura 1-I, as funções de sintonia e detecção são todas feitas no transistor Q1. Q2 é apenas um amplificador de áudio, pois o nível de saída do sinal é bastante baixo.

A operação requer um pouco de paciência com os ajustes. A sintonia pelo capacitor variável CV e o ajuste da regeneração devem ser feitas conjuntamente para obter a melhor recepção.

Os componentes não são muito críticos e deverá operar com valores próximos dos indicados. Para Q1 e Q2, BC548, mas provavelmente poderá ser qualquer transistor NPN de baixa potência para uso geral.

Receptor Regenerativo I
Fig 1-I

Talvez os maiores problemas de aquisição sejam a bobina L e o capacitor variável CV. Este último, possivelmente, não é mais encontrado em lojas. Pode ser de um rádio antigo, inclusive a bobina (aquela com núcleo de ferrita). Em ondas médias, opera sem problemas.

Para sintonizar faixas mais altas (ondas curtas) fica a sugestão de uma bobina de 25-30 espiras de diâmetro 30 mm, com derivações para se chegar à faixa desejada. Para um ajuste fino de regeneração, por exemplo, é possível usar um potenciômetro de baixo valor em série com o de 100 K. E, se o capacitor variável não for encontrado, uma adaptação para um conjunto potenciômetro-varicap pode ser tentada. A saída de áudio deverá ser ligada a um amplificador.


2) Receptor Regenerativo II

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Com os valores dados, deverá operar na faixa de 50 MHz e, possivelmente, poderá trabalhar em frequências superiores se modificados o capacitor de 66 pF e a bobina L1.

Receptor Regenerativo II
Fig 2-I

A saída de áudio está ligada a um fone de cristal P1, mas poderá ser um amplificador conforme tópico anterior. D1 é um varicap 1S553 ou similar. Q1 é um MOSFET duplo de canal N para VHF (3SK60 ou similar). L1 é confeccionada sobre um núcleo toroidal T68/6 (diâmetro externo 17,5 mm, diâmetro interno 9,4 mm, altura 4,83 mm).


3) Receptor Simples de AM

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No diagrama da figura, Q é um transistor NPN de baixa potência para uso geral (BC547 ou similar) e D um diodo comum, de baixa potência.

Receptor Simples de AM
Fig 3-I

L é confeccionada com fio 28 AWG em tubo de papel ou plástico com cerca de 32 mm de diâmetro. C1 é um capacitor variável de aproximadamente 15 a 300 pF. C2 é um capacitor ajustável de aproximadamente 5 a 50 pF.


4) Tentando Recuperar uma Célula de Níquel-Cádmio

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Se uma célula de Ni-Cd não aceita nenhuma carga, o problema pode ser um curto interno. E, se o curto for apenas em um ponto, talvez seja possível recuperar com o circuito da Figura 4-I.

Recuperar uma Célula de Níquel-Cádmio
Fig 4-I

Uma vez carregado o capacitor de 6000 µF, o botão S2 é usado para aplicar um pico de tensão na célula para tentar romper o ponto em curto. Feito isso, deixar a chave S1 fechada por algum tempo e, depois de aberta, verificar pelo voltímetro se aceitou carga. Tentativas repetidas podem ser feitas se a primeira não obteve sucesso. Deve ser usada apenas uma célula e não uma série.
Referências
Brophy, James J. Basic Electronics for Scientists. McGraw-Hill, 1977.
Pesquisa na Internet em Abr/2006.
US Navy. Basic Electronics. Hemus, 1976.

Topo | Rev: Jun/2018