Condensação pelicular (cont)
| Topo pág | Fim pág |
Resolvendo a integral da relação #7.4# da página anterior, chega-se à fórmula para a convecção com condensação em uma parede vertical:
#A.1#
Onde:
| α |
coeficiente de convecção |
| g |
aceleração da gravidade |
| H |
altura da parede |
| k |
condutividade térmica do líquido condensado na temperatura média (Tv − Tw)/2 |
| ν |
viscosidade cinemática do líquido condensado na temperatura média (Tv − Tw)/2 |
| r |
calor de condensação do vapor |
| ρ |
massa específica do líquido condensado na temperatura média (Tv − Tw)/2 |
| Tv |
temperatura do vapor |
| Tw |
temperatura da parede |
Essa fórmula pode ser usada também para tubo vertical de diâmetro relativamente grande.
As hipóteses consideradas para a fórmula anterior supõem escoamento laminar da película. Entretanto, ele se torna turbulento a partir de determinada altura. A fórmula a seguir permite calcular a altura máxima para escoamento laminar:
#B.1#
Para uma altura maior que a calculada por essa fórmula, deve ser usado um coeficiente médio dos dois regimes (laminar e turbulento) dado por:
#C.1#
No caso de condensação interna ou externa em um tubo horizontal, usa-se uma adaptação da fórmula #A.1#:
|
| Figura 01 |
#D.1#
Onde d é o diâmetro do tubo.
Para condensação externa em feixe de tubos horizontais vale:
#E.1#
Onde F é um fator que depende do arranjo físico. Se há m tubos alinhados na vertical, isto é, uma coluna de m tubos,
F = m #E.2#.
Se há n colunas de m
i tubos (1 ≤ i ≤ n) cada, vale:
#E.3#
No exemplo da Figura 01,
n = 4 e
m1 = m2 = m3 = m4 = 3
|
| Figura 02 |
Se os tubos estão inclinados de um ângulo φ em relação à horizontal, vale a aproximação:
αφ ≈ α (sen φ)1/4 #F.1#.
No caso de vapor superaquecido, a fórmula básica #A.1# pode ser usada, mas o calor de condensação r é aproximado para
r = hv − hc #G.1#.
Onde h
v e h
c são respectivamente as entalpias do vapor e do líquido condensado.
Se o vapor está misturado com gases não condensáveis, há uma significativa redução da capacidade de condensação. O gráfico da Figura 02 dá idéia da variação do coeficiente α (h, no gráfico) para uma mistura de ar e vapor d'água. Os valores do eixo horizontal são relações entre pressões parciais de ambos os fluidos.
Evaporação
| Topo pág | Fim pág |
O mecanismo de evaporação é um tanto complexo e não há modelos matemáticos simples. A maioria das fórmulas disponíveis são empíricas.
No gráfico da Figura 01, ΔT é a diferença entre a temperatura de uma superfície e a temperatura de saturação de um líquido sobre a mesma. O eixo vertical dá o fluxo de calor que evapora o líquido conforme curva exibida.
De 0 a A o líquido é aquecido apenas por convecção natural e ocorre uma evaporação superficial.
|
| Figura 01 |
Na região AC há formação de bolhas, de forma isolada na primeira parte (AB) e de forma abundante, com jatos e outras perturbações, na região BC.
O fluxo de calor atinge o valor máximo no ponto C e, a partir deste, há formação de uma película instável de vapor entre a superfície e o líquido, o que reduz a vaporização.
No ponto D, denominado
ponto de Leidenfrost, há uma reversão da curva porque a transmissão por radiação torna-se predominante e a vaporização aumenta apesar da existência do filme.
Na maioria dos casos práticos, a evaporação ocorre antes do ponto C e fórmulas empíricas são dadas para as regiões de convecção livre e de nucleação.
Tabela 01 - Evaporação da água por convecção livre:
| Fluido |
Pressão |
Convecção |
Superfície |
Condição |
Fórmula |
| Água |
Atmosférica |
Livre |
Horizontal |
q/S ≤ 23 kW/m2 |
α = 1,04 ΔT1/3 |
|
|
|
|
23 < q/S ≤ 500 kW/m2 |
α = 5,57 10−3 ΔT3 |
| Água |
Atmosférica |
Livre |
Vertical |
q/S ≤ 6 kW/m2 |
α = 0,537 ΔT1/7 |
|
|
|
|
6 < q/S ≤ 1200 kW/m2 |
α = 8,05 10−3 ΔT3 |
Topo |
Índice do grupo |
Página anterior |
Próxima página |
Última revisão ou atualização: Ago/2008