Condução em tubo e em esfera oca
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Para o cálculo da condução de calor através de paredes não planas, usa-se a forma diferencial da igualdade #A.3# do tópico
Condução:
#A.1#
Condução em tubo
Seja, conforme Figura 01, um tubo de comprimento ℓ, raio interno r
1 e raio externo r
2. As temperaturas nas superfícies interna e externa são supostamente T
1 e T
2.
Para uma camada cilíndrica fina de raio r, espessura dr e comprimento ℓ:
Área
S = 2πrℓ
Espessura
dx = dr
|
| Figura 01 |
Substituindo em #A.1# e reagrupando,
#B.1#
Integrando dr de r
1 a r
2 e dT de T
1 a T
2, chega-se ao resultado:
#B.2#
Notar que Φ = dQ/dt não faz parte da integração porque é o mesmo valor para todas as superfícies.
Condução em uma esfera oca
Seja, conforme Figura 02, uma esfera oca de raio interno r
1 e raio externo r
2. As temperaturas das superfícies interna e externa são respectivamente T
1 e T
2.
Para uma casca esférica fina de raio r e espessura dr,
S = 4πr2
dx = dr
|
| Figura 02 |
Substituindo em #A.1# e reagrupando,
#C.1#
De forma similar à anterior, integrando dr de r
1 a r
2 e dT de T
1 a T
2, chega-se ao resultado:
#C.2#
Exemplo: um reservatório metálico de processo tem forma esférica com diâmetro 2 metros e uma camada de isolamento térmico de 10 cm de espessura e condutividade térmica 0,1 W/(m K). Determinar a perda de calor, sabendo que as temperaturas das superfícies externas do metal e do isolamento são respectivamente 200°C e 50°C.
Os dados são:
r1 = 1 m
r2 = 1 + 0,1 = 1,1 m
k = 0,1 W/(m K)
T1 = 200
T2 = 50
Calculando,
T1 − T2 = 150
1/r1 − 1/r2 = 1/1 − 1/1,1 ≈ 0,091
Substituindo em #C.2#,
Φ = 4 π 0,1 150 / 0,091 ≈ 2,1 kW
Naturalmente, esse cálculo não considera as perdas de calor através de outros elementos em contato com o reservatório, como suportes e tubulações.
Condução em camadas
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A condução de calor através de camadas de materiais de diferentes condutividades térmicas é uma situação comum na prática. Exemplo: paredes de construções, tubos com isolamento térmico, etc.
No exemplo da Figura 01, uma parede plana de área S é formada por três camadas com espessuras e condutividades térmicas distintas.
Usando o conceito de resistência térmica conforme #D.2# e #D.3# do tópico
Condução,
#B.1#
|
| Figura 01 |
Onde R
t é a resistência térmica do conjunto das três camadas.
Desde que a mesma quantidade de calor por unidade de tempo Φ passa por cada camada, as relações individuais são:
#B.2#
#B.3#
#B.4#
Considera-se agora a igualdade:
#B.5#
Substituindo em #B.1#, usando #B.2#, #B.3#, #B.4# e simplificando, o resultado é:
#B.6#
Ou seja, a resistência térmica total de camadas sobrepostas é igual à soma das resistências individuais, de forma análoga à resistências elétricas em série.
A resistência térmica de cada camada é calculada segundo #D.2# do tópico citado anteriormente:
#B.7#
O procedimento acima pode ser estendido para camadas cilíndricas e esféricas, chegando-se ao mesmo resultado de #B.6#. As resistências térmicas dessas camadas podem ser deduzidas a partir das fórmulas do tópico anterior:
Camada cilíndrica:
#C.1#
Camada esférica:
#C.2#
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Última revisão ou atualização: Ago/2008