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Tópicos diversos I-20


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Fechadura

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Uma fechadura é um mecanismo simples e eficiente para dar uma boa segurança na proteção de patrimônios. Neste tópico descrevemos o princípio básico de funcionamento de uma fechadura comum.

Tambor e pino de fechadura
Fig 01
Sejam, conforme figura ao lado, um cilindro oco C com um tambor cilíndrico maciço T. Um furo redondo atravessa radialmente toda a espessura do cilindro e, no tambor, até determinada profundidade.

Nesse furo estão inseridos um pino inferior PI, um pino superior PS e uma mola M com uma tampa encaixada na extremidade, mantendo o conjunto pressionado.

Na situação A, um calço (indicado em cor preta) é colocado no conjunto e este calço tem uma espessura tal que a superfície de contato dos pinos inferior e superior coincide com a superfície de contato do tambor e cilindro. Assim, o tambor gira em relação ao cilindro. Se o calço for removido (ou inserido outro com espessura diferente), como em B, as superfícies de contato não mais coincidem e o tambor não gira.

Encaixe da chave
Fig 02
Numa fechadura real, o calço é uma ranhura da chave e existe mais de um conjunto de pinos para dificultar a violação.

Na figura ao lado, um exemplo com 3 conjuntos (a maioria das fechaduras têm mais).

Em A, temos uma chave com ranhuras tais que todas as superfícies coincidem e o tambor gira. Em B, o conjunto do centro não coincide e o tambor não gira.

É claro que aqui está representado apenas o mecanismo de acionamento da chave. O giro do tambor aciona mecanismos de lingüetas ou travas que trancam ou abrem aquilo que se deseja proteger.

O nível de segurança de uma fechadura aumenta com o aumento do número de conjuntos de pinos. Fechaduras mais seguras podem ter, por exemplo, duas linhas de conjuntos de pinos (para ambos os "lados" da chave) como as de automóveis.

Um conjunto de fechaduras (ex: todas as portas de um determinado prédio) pode ter uma chave mestra, isto é, uma única chave que abre todas, além das chaves individuais. Nesse caso, cada conjunto de pinos é formado por três e não dois pinos.


Garrafa térmica

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Tecnicamente chamada vaso de Dewar em homenagem ao seu inventor. É simplesmente um vaso de vidro de paredes duplas. O espaço entre as mesmas é fechado e está sob vácuo. As paredes recebem um fino revestimento metálico, formando superfícies espelhadas.

Garrafa térmica - Vaso de Dewar
Fig 01
O vácuo bloqueia a transferência de calor por convecção e condução e o espelhamento reflete o calor que se transmitiria por radiação.

Portanto, ela pode conservar líquidos com temperatura acima do ambiente (quentes) ou abaixo (frios).

É evidente que o tempo de conservação não é ilimitado. Sempre há alguma troca de calor, pois não se consegue vácuo absoluto nem espelhos 100% refletores e também ocorre condução pela tampa.

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