Definida pelo Sistema Internacional como:
Unidade de uma escala numérica, cujos valores são dados pelo logaritmo decimal da relação entre o valor considerado de uma potência e um valor de potência tomado como referência.
Observação:
Na prática é usado única e exclusivamente o submúltiplo
decibel (dB), com o qual se mede toda grandeza N que pode ser expressa por uma equação do tipo:
N = 10 k log (A2/A1) #A.1#. Onde:
• A
2 e A
1 são duas grandezas da mesma espécie (pressões, tensões elétricas, correntes, etc).
• k é um número determinado pela correlação matemática entre a grandeza A e a potência. Por exemplo, a atenuação e a amplificação de uma transmissão de energia eletromagnética, o nível de pressão sonora, etc.
Pela definição, pode-se notar que o decibel sozinho não é uma grandeza física absoluta, mas uma transformação de uma relação linear entre duas grandezas da mesma espécie em uma relação logarítmica.
Exemplo: seja um amplificador que tem um ganho de potência, expresso como relação linear, de 100 vezes. Isso não significa que a potência de saída seja 100
alguma coisa (watts, quilowatts ou qualquer outra unidade). Significa que a potência de saída é 100 vezes a de entrada. Se, por exemplo, esta última for 1 W, a de saída será 100 W. Se for 3 W, a de saída será 300 W e assim por diante.
É claro que, na prática, a potência de saída de um amplificador ou qualquer outro dispositivo é limitada pela capacidade dos seus componentes. Assim, essa relação é válida até a potência máxima que ele pode fornecer.
Se se deseja expressar o ganho do amplificador anterior em decibéis, basta usar a fórmula do tópico anterior:
(A
2/A
1) = 100 nesse caso e, desde que são unidades de potência, k = 1. Assim,
N = 10 log 100 = 20 dB.
Entretanto, o decibel pode ser usado para indicar uma grandeza absoluta. Basta considerar um valor de referência para A
1. Se, por exemplo, A
1 é igual a 1 miliwatt, o valor de A
2 pode ser calculado a partir do valor em decibéis. Essa especificação de potência como o valor em decibéis em relação a uma referência de 1 mW é denominada
dBm e é bastante usada em amplificadores de áudio.
Voltando ao amplificador anterior, se, por exemplo, ele tem uma potência máxima de saída de 100 W, pode-se especificá-la em dBm. Assim,
N = 10 log (100/0,001) = 50 dBm. Ou seja, no amplificador considerado, o
ganho de potência é
20 dB e a
potência máxima é
50 dBm.
E o fator k da fórmula do tópico anterior? Para que serve e como se determina?
Notar que, por definição, decibel se refere a
potências e, no uso de outras grandezas, deve ser aplicado um fator que as relacione com a potência. Exemplo:
Conforme fórmula da potência elétrica e a lei de Ohm, a relação entre a potência e a corrente que circula num resistor é dada por P = R I
2. E a relação entre duas potências P
2 e P
1, dissipadas por esse resistor na presença das correntes I
2 e I
1, é dada por:
P
2 / P
1 = R I
22 / R I
12 = = (I
2 / I
1)
2. E a relação logarítmica é:
log (P
2 / P
1) = log ( (I
2 / I
1)
2 ) = 2 log (I
2 / I
1).
Portanto, é lógico supor que k = 2 para corrente elétrica. Pode-se demonstrar que mesmo número vale para tensão elétrica e pressão mecânica.
A Figura 01 exibe o gráfico da função y = log x para o intervalo de x = 1 a x = 100.
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| Fig 01 |
Notar a pequena variação numérica de y em relação à variação de x (0 a 2 contra 1 a 100). E, se a variação de x fosse, por exemplo, 100 vezes (1 a 10000), a variação de y seria apenas de 0 a 4.
Portanto, o logaritmo é uma forma conveniente de expressar variáveis cujos valores numéricos se encontram em faixas bastante amplas. É comum o uso de escalas logarítmicas em gráficos com grandes variações de valores..
Outra conseqüência da função logarítmica é a ausência de proporcionalidade para variações conforme indicado na mesma figura:
Uma variação Δx
1 no início da faixa corresponde a uma variação de resposta Δy
1.
A mesma variação Δx
2 (= Δx
1) mais perto do final da faixa corresponde a uma variação de resposta Δy
2 < Δy
1.