Introdução
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Pilhas e/ou baterias podem ser definidas como geradores químicos de energia elétrica. Tecnicamente, a unidade geradora básica é denominada
célula. Em muitos casos práticos, a tensão fornecida por uma célula é insuficiente para operar os equipamentos, de forma que duas ou mais são associadas em série, formando conjuntos. Daí o nome pilha ou bateria. Na linguagem do dia-a-dia, o nome célula é pouco usado e esses termos são aplicados mesmo no caso de uma única célula, como as
pilhas comuns de 1,5 volts.
As baterias, ou melhor,
células podem ser classificadas em dois grandes grupos:
Não recarregáveis: as reações que geram a energia não podem ser revertidas pela aplicação de uma fonte externa e, portanto, precisam ser trocadas quando esgotadas.
Recarregáveis: as reações são reversíveis pela aplicação de uma fonte externa. Mas não duram para sempre. O número de ciclos de carga-descarga é limitado e depende do tipo. Alguns tipos, como as de automóveis, são também denominadas
acumuladores.
Célula básica
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Conforme Figura 01, em um
eletrólito aquoso de caráter ácido ou alcalino, encontram-se dois
eletrodos de metais diferentes assim designados:
Anodo: onde ocorre uma reação de
oxidação.
Catodo: onde ocorre uma reação de
redução.
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| Figura 01 |
Na oxidação, o metal do anodo libera elétrons e íons positivos para o eletrólito. Esses elétrons seguem pelo caminho externo (carga) até o catodo, onde se combinam com o metal, liberando íons negativos, que é o processo de redução.
Na superfície do catodo os íons fazem as moléculas da água do eletrólito separarem-se em íons de hidrogênio (H
+) e hidróxido (OH
-).
Os íons positivos de hidrogênio combinam-se com os íons negativos do metal do catodo, tornando-os neutros.
Os íons negativos de hidróxido caminham pelo eletrólito até o anodo, onde encontram os íons positivos do seu metal. Eles se combinam, resultando em moléculas de água e de óxido do metal. Assim, o anodo é consumido.
| Potenciais de oxidação para alguns elementos metálicos e hidrogênio |
| Al |
→ |
Al3+ |
+ |
3e− |
1,71 V |
| Zn |
→ |
Zn2+ |
+ |
2e− |
0,76 V |
| Fe |
→ |
Fe2+ |
+ |
2e− |
0,41 V |
| Pb |
→ |
Pb2+ |
+ |
2e− |
0,13 V |
| H2 |
→ |
2H+ |
+ |
2e− |
0,00 V |
| Cu |
→ |
Cu2+ |
+ |
2e− |
−0,34 V |
| Ag |
→ |
Ag+ |
+ |
e− |
−0,80 V |
Os valores de tensões elétricas gerados pelas reações de oxidação e redução são características de cada metal e são obtidos experimentalmente, tomando-se como referência o hidrogênio, considerado de potencial nulo.
A tabela ao lado dá os valores para alguns metais. Valor negativo significa reação de redução.
Portanto, a tensão de uma célula é dada pela diferença dos potenciais de cada eletrodo:
V = Vanodo − Vcatodo #A.1#
Desde que não há nenhum parâmetro de massa ou de volume, fica claro que a tensão gerada não depende do tamanho físico da célula.
Pode-se também notar que os níveis de tensões são baixos e, muitas vezes, associações em série são necessárias conforme já comentado.
Célula de Volta
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A invenção da primeira pilha elétrica coube ao físico italiano Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, em 1800. Em justa homenagem, a comunidade científica posteriormente adotou o nome
volt para a unidade de tensão elétrica.
A pilha de Volta era formada por discos de cobre e zinco alternadamente empilhados e, entre eles, tecido embebido com ácido sulfúrico (Figura 01). Portanto, zinco é o anodo e cobre, o catodo.
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| Figura 01 |
A tensão teórica de cada célula, conforme tabela e fórmula do tópico anterior, é
V = 0,76 − (−0,34) = 1,1 volts
E a reação global é a do zinco com o ácido sulfúrico:
Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g)
Considerando que compostos iônicos se dissociam em água, pode-se escrever essa equação na forma:
Zn(s) + 2H+(aq) + SO4−−(aq) → Zn++(aq) + SO4−−(aq) + H2(g)
Removendo o íon SO
4 comum em ambos os lados, obtém-se a equação iônica líquida:
Zn(s) + 2H+(aq) → Zn++(aq) + H2(g)
Para que isso ocorra, é preciso uma troca de elétrons, de forma que a equação anterior pode ser dada pelas duas seguintes:
Zn(s) → Zn++(aq) + 2e− (Reação no anodo | Perda de elétrons | Oxidação)
2H+(aq) + 2e− → H2(g) (Reação no catodo | Ganho de elétrons | Redução)
Entretanto, a célula de Volta tem uma limitação prática: o hidrogênio formado no catodo cria uma barreira para a passagem dos elétrons. Isso se chama polarização. E a tensão da célula cai rapidamente com o uso. As células atuais (de outros tipos, naturalmente) contém substâncias que se combinam com o hidrogênio antes que ele consiga polarizar o eletrodo.
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Última revisão ou atualização: Jul/2008