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Pilhas e baterias I-10



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Introdução

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Pilhas e/ou baterias podem ser definidas como geradores químicos de energia elétrica. Tecnicamente, a unidade geradora básica é denominada célula. Em muitos casos práticos, a tensão fornecida por uma célula é insuficiente para operar os equipamentos, de forma que duas ou mais são associadas em série, formando conjuntos. Daí o nome pilha ou bateria. Na linguagem do dia-a-dia, o nome célula é pouco usado e esses termos são aplicados mesmo no caso de uma única célula, como as pilhas comuns de 1,5 volts.

As baterias, ou melhor, células podem ser classificadas em dois grandes grupos:

Não recarregáveis: as reações que geram a energia não podem ser revertidas pela aplicação de uma fonte externa e, portanto, precisam ser trocadas quando esgotadas.

Recarregáveis: as reações são reversíveis pela aplicação de uma fonte externa. Mas não duram para sempre. O número de ciclos de carga-descarga é limitado e depende do tipo. Alguns tipos, como as de automóveis, são também denominadas acumuladores.



Célula básica

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Conforme Figura 01, em um eletrólito aquoso de caráter ácido ou alcalino, encontram-se dois eletrodos de metais diferentes assim designados:

Anodo: onde ocorre uma reação de oxidação.

Catodo: onde ocorre uma reação de redução.

Célula básica de uma bateria
Figura 01
Na oxidação, o metal do anodo libera elétrons e íons positivos para o eletrólito. Esses elétrons seguem pelo caminho externo (carga) até o catodo, onde se combinam com o metal, liberando íons negativos, que é o processo de redução.

Na superfície do catodo os íons fazem as moléculas da água do eletrólito separarem-se em íons de hidrogênio (H+) e hidróxido (OH-).

Os íons positivos de hidrogênio combinam-se com os íons negativos do metal do catodo, tornando-os neutros.

Os íons negativos de hidróxido caminham pelo eletrólito até o anodo, onde encontram os íons positivos do seu metal. Eles se combinam, resultando em moléculas de água e de óxido do metal. Assim, o anodo é consumido.

Potenciais de oxidação para alguns elementos metálicos e hidrogênio
Al Al3+ + 3e  1,71 V
Zn Zn2+ + 2e  0,76 V
Fe Fe2+ + 2e  0,41 V
Pb Pb2+ + 2e  0,13 V
H2 2H+ + 2e  0,00 V
Cu Cu2+ + 2e −0,34 V
Ag Ag+ +  e −0,80 V
Os valores de tensões elétricas gerados pelas reações de oxidação e redução são características de cada metal e são obtidos experimentalmente, tomando-se como referência o hidrogênio, considerado de potencial nulo.

A tabela ao lado dá os valores para alguns metais. Valor negativo significa reação de redução.

Portanto, a tensão de uma célula é dada pela diferença dos potenciais de cada eletrodo:

V = Vanodo − Vcatodo  #A.1#

Desde que não há nenhum parâmetro de massa ou de volume, fica claro que a tensão gerada não depende do tamanho físico da célula.

Pode-se também notar que os níveis de tensões são baixos e, muitas vezes, associações em série são necessárias conforme já comentado.



Célula de Volta

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A invenção da primeira pilha elétrica coube ao físico italiano Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, em 1800. Em justa homenagem, a comunidade científica posteriormente adotou o nome volt para a unidade de tensão elétrica.

A pilha de Volta era formada por discos de cobre e zinco alternadamente empilhados e, entre eles, tecido embebido com ácido sulfúrico (Figura 01). Portanto, zinco é o anodo e cobre, o catodo.

Pilha de Volta
Figura 01
A tensão teórica de cada célula, conforme tabela e fórmula do tópico anterior, é

V = 0,76 − (−0,34) = 1,1 volts

E a reação global é a do zinco com o ácido sulfúrico:

Zn(s) + H2SO4(aq) ZnSO4(aq) + H2(g)


Considerando que compostos iônicos se dissociam em água, pode-se escrever essa equação na forma:

Zn(s) + 2H+(aq) + SO4−−(aq) Zn++(aq) + SO4−−(aq) + H2(g)

Removendo o íon SO4 comum em ambos os lados, obtém-se a equação iônica líquida:

Zn(s) + 2H+(aq) Zn++(aq) + H2(g)

Para que isso ocorra, é preciso uma troca de elétrons, de forma que a equação anterior pode ser dada pelas duas seguintes:

Zn(s)  Zn++(aq) + 2e   (Reação no anodo | Perda de elétrons | Oxidação)
2H+(aq) + 2e  H2(g)    (Reação no catodo | Ganho de elétrons | Redução)

Entretanto, a célula de Volta tem uma limitação prática: o hidrogênio formado no catodo cria uma barreira para a passagem dos elétrons. Isso se chama polarização. E a tensão da célula cai rapidamente com o uso. As células atuais (de outros tipos, naturalmente) contém substâncias que se combinam com o hidrogênio antes que ele consiga polarizar o eletrodo.


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