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Estequiometria: alguns conceitos básicos
Índice do grupo | Anterior | Próxima |
Número de massa | Isótopos |
Massa atômica | Mol | Constante
de Avogadro |
Massa molecular | Equações químicas |
Exemplo I | Exemplo II |
Soluções | Concentração |
Pode-se definir estequiometria como a parte da química que estuda e analisa as relações quantitativas entre os elementos que se combinam para formar uma substância composta. Nesta página, algumas informações e exemplos.
Número de massa
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A característica fundamental que define um elemento químico é o número de prótons (Z) no núcleo. Se N é o número de nêutrons no núcleo, o número de massa A é dado por:
A = Z + N
Ou seja, a soma do número de prótons com o de nêutrons.
Isótopos
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São átomos do mesmo elemento (isto é, com os mesmos números de prótons), mas com diferentes números de nêutrons. Assim, têm diferentes números de massa. Para a sua notação, escreve-se o número de massa como expoente antes do símbolo do elemento. Exemplos:
12C é o isótopo do elemento carbono com 6 prótons e 6 nêutrons.
13C é o isótopo do carbono com 6 prótons e 7 nêutrons.
Alguns isótopos são estáveis. Outros são radioativos e emitem partículas e energia para se transformarem em uma forma mais estável.
| Elemento |
Isótopo |
Proporção (%) |
| Hidrogênio |
1H |
99,985 |
| |
2H |
0,015 |
| Carbono |
12C |
98,89 |
| |
13C |
1,11 |
| Nitrogênio |
14N |
99,63 |
| |
15N |
0,37 |
| Oxigênio |
16O |
99,759 |
| |
17O |
0,037 |
| |
18O |
0,204 |
| Enxofre |
32S |
95,00 |
| |
33S |
0,76 |
| |
34S |
4,22 |
| |
36S |
0,014 |
Em geral, os elementos têm um isótopo principal, ou seja, o de maior proporção na forma como são encontrados na natureza. A tabela acima dá as proporções dos isótopos mais comuns para alguns elementos químicos.
Na simbologia, é usual a omissão do número de massa para o isótopo principal. Por exemplo, no lugar de 12C, usa-se apenas C.
Como medir a proporção de isótopos em uma amostra de um elemento? Um meio usado é o espectrômetro de massa, cujo princípio básico é ilustrado na Figura 01 abaixo.

Fig 01
Íons do elemento são acelerados a partir da amostra e, desde que isótopos diferentes têm diferentes massas, eles serão desviados em direções distintas pelo campo magnético. E um conjunto de detectores apropriados permite a determinação das proporções de cada isótopo.
Massa atômica
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Em química, no lugar das unidades convencionais, a massa de um átomo é expressa em unidades de massa atômica (u) que equivale exatamente a 1/12 da massa do isótopo 12C (carbono 12). Na unidade comum, corresponde a
1,6605402 x 10-27 kg
Portanto, conforme exemplos, massa atômica do carbono = 12 u, do hidrogênio = 1 u, etc.
Algumas vezes é usada a designação peso atômico, que conceitualmente é incorreta. Afinal, em física, peso é uma força e não deve ser confundido com massa. Mas o uso é disseminado e deve ser entendido com essa ressalva. Ocorre também que a massa atômica é muitas vezes dada pela média ponderada das massas atômicas dos diferentes isótopos nas proporções que o elemento apresenta na natureza. Nesse critério, por exemplo, a massa atômica do carbono é 12,011 u.
Mol
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Por definição, mol é a quantidade de matéria de um sistema que contém um número de partículas elementares igual ao número de átomos contidos em 12 g de 12C.
Nota-se, pela definição, que o conceito de mol se aplica de forma genérica a partículas, que podem outras além de átomos (moléculas, íons, elétrons, etc).
Constante de Avogadro
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Pela definição, pode-se concluir que 1 mol de qualquer coisa terá sempre o mesmo número de partículas. Esse número é denominado constante de Avogadro (NA) que, com aproximação de 4 dígitos, é igual a
6,022 1023 partículas por mol.
Pode-se deduzir que um mol de átomos de qualquer elemento é dado pela sua massa atômica expressa em gramas. Exemplo:
1 mol de 35Cl = 35 g.
Massa molecular
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É dada pela soma das massas atômicas de todos os átomos de uma molécula. Exemplo: para a molécula C12H22O11 (açúcar), a massa molecular é calculada por
12 átomos de carbono = 12 x 12,0111 u = 144,133 u.
22 átomos de hidrogênio = 22 x 1,0079 u = 22,174 u.
11 átomos de oxigênio = 11 x 15,9994 = 175,993 u.
O resultado da soma é 342,3 u.
Equações químicas
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As reações que os elementos têm entre si para formar um composto são representadas por equações químicas. Exemplo da reação do hidrogênio com o oxigênio para formar água:
2H2(g) + O2(g) → 2H2O(g)
As substâncias no lado esquerdo são chamadas reagentes e, no lado direito, produtos.
Os números antes dos símbolos (omitido se for 1) indicam a quantidade de moléculas.
Os símbolos entre parênteses indicam o estado físico: (s) sólido, (l) líquido, (g) gasoso e (aq) solução aquosa (muitas substâncias só reagem em solução aquosa).
A equação química indica a possibilidade de uma reação. Isso significa que a reação nem sempre ocorrerá com o simples contato físico das substâncias. Algumas precisam de aquecimento, outras, de meio aquoso, de ignição (é o caso do exemplo), etc.
Uma equação química deve ser balanceada, isto é, cada elemento deve ter o mesmo número de átomos em ambos os lados da equação. No exemplo dado, essa condição está satisfeita. O balanceamento significa a necessária igualdade de massas entre os dois lados da equação, uma vez que não pode haver perda ou ganho de massa. Considerando apenas os isótopos principais tem-se:
Massa atômica do hidrogênio = 1 u.
Massa atômica do oxigênio = 16 u.
Massa molecular da água = 2x1 + 1x16 = 18 u.
Ver tabela no tópico seguinte.
Exemplo I
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| Reação |
2H2 |
+ |
O2 |
→ |
2H2O |
| Massas moleculares |
2 x 2 u |
|
32 u |
|
2 x 18 u |
| Mols |
2 |
|
1 |
|
2 |
| Massa |
4 g |
|
32 g |
|
36 g |
A tabela acima mostra as relações para a reação da água. Assim, a proporção estequiométrica será: 2 mols de hidrogênio se combinam com 1 mol de oxigênio para produzir 2 mols de água.
Exemplo II
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Na tabela, a reação do enxofre, oxigênio e água para formar ácido sulfúrico, usando o mesmo método do anterior.
| Reação |
2S |
+ |
3O2 |
+ |
2H2O |
→ |
2H2SO4 |
| Massas molec |
2 x 32 u |
|
3 x 32 u |
|
2 x 18 u |
|
2 x 98 u |
| Mols |
2 |
|
3 |
|
2 |
|
2 |
| Massa |
64 g |
|
96 g |
|
36 g |
|
196 g |
Pode-se concluir que as proporções estequiométricas permitem calcular, por simples regra de três, as quantidades de quaisquer reagentes para formar uma dada quantidade de produto ou a operação inversa.
Soluções
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Pode-se definir solução como uma quantidade de matéria formada por duas ou mais substâncias diferentes que, no aspecto macroscópico, parece uma só. Não é uma substância composta pois, no aspecto molecular, os componentes continuam existindo como moléculas distintas embora seus átomos possam estar dissociados.
Os componentes de uma solução são classificados em:
Soluto: é aquele de menor proporção ou que muda de estado físico para formar a solução.
Solvente: é aquele de maior proporção ou que não muda de estado físico.
Exemplo: em uma solução de sal de cozinha (NaCl) com água, o primeiro é o soluto porque passa de sólido a líquido e a água é o solvente pois não muda de estado.
Na maioria dos casos o solvente é líquido. Mas pode também ser sólido. Exemplos: hidrogênio gasoso com platina sólida, mercúrio líquido com sódio sólido.
Concentração
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Concentração de um soluto é a relação, percentual ou unitária, entre a quantidade deste e a quantidade de solvente ou de solução.
Desde que o conceito de mol é bastante usado, é comum expressar a concentração de um soluto em termos de molaridade, que é dada por:
| molaridade = |
mols de soluto |
|
| litros de solução |
A concentração de um soluto pode ser medida pelo método da titulação: um reagente que reage com o soluto é adicionado aos poucos até que alguma coisa indica uma relação entre a quantidade de reagente adicionado e a quantidade de soluto.
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