Corpo rígido - Exemplo 01
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Na Figura 01 abaixo, um cilindro gira em torno do eixo central sob ação de uma força vertical aplicada em um fio enrolado no mesmo. Desprezando-se as massas do fio e do eixo, deseja-se saber os outros parâmetros, sendo dados R, L, F e μ (massa específica do material do cilindro).
A massa é igual ao produto do volume pela massa específica M = π R
2 L μ
#A.1#.
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| Fig 01 |
A força P, atuante no centro é o peso do cilindro,
P = M g.
Desde que o centro não se move, o conjunto de forças pode ser considerado em equilíbrio estático:
2A = P + F = π R
2 L μ g + F. Ou a reação de cada apoio é
A = (π R
2 L μ g + F) / 2
#B.1#.
Conforme tópico anterior, o raio de giração é dado por K = √ (I / M) ou I = M K
2. E, para o cilindro,
K = R / √ 2. Assim, I = M R
2/2 = π R
2 L μ R
2/2 = π R
4 L μ/2.
O torque aplicado no cilindro é o produto da força F pelo raio T = F R, que deve ser igual ao produto do momento de inércia pela aceleração angular conforme igualdade vista na página anterior. Assim,
I α = F R ou
α = F R/I = F R / (π R4 L μ/2) = 2 F R / (π R4 L μ) #C.1#.
Portanto, o cilindro sofre uma aceleração angular dada por essa igualdade enquanto for aplicada a força F. E a velocidade angular t segundos após o repouso é
ω = α t #D.1#.
Energia cinética da rotação
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Para um sistema de partículas, a energia cinética total é igual à soma das energias cinéticas individuais
E
c = Σ (1/2) m
i v
i2.
Se esse sistema de partículas gira em torno de um determinado eixo com velocidade angular ω, a velocidade de cada partícula é dada por:
v
i = ω r
i, onde r
i é a distância da partícula ao eixo de rotação. Substituindo na equação anterior e reagrupando,
E
c = (1/2) [ Σ m
i r
i2 ] ω
2.
Pode-se considerar um corpo rígido um sistema de muitas partículas cujas posições relativas são constantes. Assim, o termo entre colchetes torna-se uma integral:
E
c = (1/2) [ ∫ r
2 dm ] ω
2. E a expressão é a própria definição de momento de inércia de massa I dada na página anterior. Então, a energia cinética da rotação de um corpo rígido é
Ec = (1/2) I ω2 #A.1#.
Corpo rígido - Exemplo 02
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(Fonte: USP - 2005) A barra homogênea OA de comprimento L e peso m g, articulada em O, tem em sua extremidade um peso concentrado 2 m g. O conjunto parte do repouso na posição horizontal. O momento de inércia da barra em relação ao seu baricentro G` é J
G` = m L
2/12. Pede-se:
a) o baricentro G do conjunto e o momento de inércia do conjunto em relação a O;
b) a velocidade angular e a aceleração angular em função de φ;
c) a aceleração do baricentro G do conjunto.
Desde que a barra é homogênea, pode-se considerar, para efeito de baricentro, sua massa m concentrada a uma distância L/2 de O. A massa da extremidade (2 m) é concentrada à distância L de O.
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| Fig 01 |
Considerando a definição de centro de massa, L
cm = ( ∑ L
i m
i ) / ∑ m
i, a distância do ponto O até o centro de massa G do conjunto é
OG = [ (L/2) m + L 2 m ] / (m + 2 m) = 5 L / 6.
Para a barra somente, o seu centro de massa G' está a L/2 de O porque ela é homogênea, ou seja, OG' = L/2. O momento de inércia em relação a G' é J
G` = m L
2/12 conforme enunciado. Usa-se então o teorema de Steiner, visto na página anterior, para calcular o seu momento de inércia em relação a O:
I
bO = J
G` + m (OG')
2 = m L
2/12 + m L
2/4 = (1/3) m L
2.
Para o momento de inércia I do conjunto, considerando que a massa (2 m) em A é pontual, pode-se simplesmente fazer a soma
I = I
bO + 2 m L
2 = (1/3) m L
2 + 2 m L
2 = (7/3) m L
2.
A energia cinética do conjunto é E
c = (1/2) I ω
2, conforme visto em tópico anterior. Considerando o ponto G (baricentro do conjunto) com φ = 0 como referência, a energia potencial do conjunto é dada por E
p = M g (OG - OG cos φ). Onde M é a massa do conjunto (3 m).
Desde que o conjunto parte do repouso na situação horizontal (φ = 90), a energia total nesse momento é:
E = E
p + E
c = 3 m g (OG - OG cos 90) + 0 = 3 m g OG. Para um ângulo φ qualquer, considerando a conservação da energia,
E
p + E
c = 3 m g (OG - OG cos φ) + (1/2) I ω
2 = E = 3 m g OG. Simplificando,
(1/2) I ω
2 = 3 m g OG cos φ.. Substituindo, (1/2) (7/3) m L
2 ω
2 = 3 m g (5/6) L cos φ.. Portanto, ω
2 = (15/7) (g/L) cos φ.
A aceleração angular α é dada por dω/dt. Derivando ambos os lados em relação a t,
2 ω (dω/dt) = (15/7) (g/L) (- sen φ) (dφ/dt). Mas dφ/dt = - ω (porque φ está no sentido oposto) e dω/dt = α. Portanto,
2 ω α = (15/7) (g/L) (- sen φ) (- ω). Simplificando, α = (15/14) (g/L) sen φ.
No movimento circular, conforme visto em páginas anteriores, os componentes do vetor aceleração são dados por:
Aceleração tangencial a
T = dv / dt = d(ωR) / dt = R dω / dt = R α.
Aceleração normal a
N = v
2 / R = (ωR)
2 / R = ω
2 R.
Para o baricentro do conjunto, R = OG = (5/6) L. Então,
a
T = (5/6) L (15/14) (g/L) sen φ = (75/84) g sen φ.
a
N = (15/7) (g/L) cos φ (5/6) L = (75/42) g cos φ.
Em termos vetoriais, considerando as direções dos vetores unitários
i e
j da questão,
a = − [ (75/42) g cos φ ]
i − [ (75/84) g sen φ ]
j.