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Princípio do trabalho virtual


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Introdução |
Exemplo 01 |
Exemplo 02 |
Corpo rígido |
 

Introdução

Topo :: Fim 

O meio clássico para a solução de problemas envolvendo o equilíbrio de corpos rígidos é o uso das conhecidas equações básicas Σ F = 0 e Σ M = 0, onde F é força e M é momento.

Princípio do trabalho virtual
Fig 01
O método do trabalho virtual é uma alternativa que pode simplificar a solução de vários casos, além de encontrar aplicações em outras técnicas mais avançadas como análises por elementos finitos.

Aqui estamos supondo forças coplanares, mas as equações podem ser facilmente estendidas para três dimensões.

Sendo força uma grandeza vetorial, a igualdade anterior das forças pode ser dada por

Σ Fx = 0 e Σ Fy = 0 #A.1#.

Consideramos os deslocamentos infinitesimais δrx e δry ao longo dos eixos X e Y respectivamente. Multiplicamos cada pelas equações em #A.1#:

δrx Σ Fx = 0 e δry Σ Fy = 0. Podemos também escrever Σ δrx Fx = 0 e Σ δry Fy = 0. Essas igualdades correspondem ao produto escalar de um vetor δr (de componentes δrx e δry) por cada força F atuante no corpo. Temos então

Σ F . δr = 0 #B.1#.

O produto escalar de um vetor força por um vetor deslocamento é o trabalho realizado pela força ao longo do deslocamento. Mas no sistema em equilíbrio não deve, em princípio, haver deslocamento. Assim, dizemos que δr é um deslocamento virtual e o trabalho correspondente é um trabalho virtual (usamos a notação δr para distinção de um deslocamento real dr)

E o princípio dado pela equação #B.1# pode ser resumido da forma "se um corpo está em equilíbrio estático, a soma dos trabalhos virtuais de cada força para qualquer deslocamento virtual é nula". E a equação anterior pode ser escrita

δU = Σ F . δr = R . δr = 0 #B.2#. Onde δU é a soma dos trabalhos virtuais e R é a resultante das forças.


Exemplo 01

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A Figura 01 deste tópico dá um exemplo clássico simples para demonstrar a aplicação do princípio do trabalho virtual.

Exemplo de trabalho virtual
Fig 01
Em (a) da figura, um sistema de barras articuladas é usado para comprimir um bloco. Desejamos saber a força de compressão em função da força F, do ângulo φ e do comprimento L.

Essa força de compressão é a reação horizontal Cx em C. Em (b) da figura consideramos o sistema de coordenadas com origem em A e um deslocamento virtual vertical δyB de B e o correspondente deslocamento virtual horizontal δxC de C.

Por relações trigonométricas temos as coordenadas

yB = L cos φ e xC = 2 L sen φ.

Calculamos as diferenciais para obter os deslocamentos virtuais

δyB = - L sen φ δφ  e δxC = 2 L cos φ δφ.

O trabalho virtual é dado por δU = F δyB + Cx δxC = 0. As demais forças (Ax, Ay e Cy) não executam trabalho. Substituindo os valores anteriores,

δU = F (- L sen φ δφ) + Cx  (2 L cos φ δφ) = 0. Resolvendo, Cx = (1/2) F tan φ. Notar que os cálculos seriam mais demorados com uso das equações básicas Σ F = 0 e Σ M = 0.


Exemplo 02

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Exemplo de aplicação do princípio do trabalho virtual
Fig 01
Este exemplo bastante simples é mais uma demonstração da facilidade de aplicação do princípio do trabalho virtual na solução de problemas diversos de equilíbrio estático.

No sistema de cabos e roldanas dado pela Figura 01 (a), desejamos saber a relação entre a força F e a carga W.

Com a relação fundamental Σ F = 0, precisaríamos igualar sucessivamente as forças em cada roldana.

Mas a geometria do caso permite facilmente concluir que um deslocamento δy1 de F é igual a - 4 δy2 de W. Somando os trabalhos virtuais, temos

F δy1 + W δy2 = 0 ou F (- 4 δy2) + W δy2 = 0.

Portanto, F = W / 4.


Corpo rígido

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Seja, conforme Figura 01, um corpo rígido que é deformado pela aplicação de um carregamento genérico. Naturalmente, o corpo deve ter algum apoio, que chamamos de restrição, para a deformação ocorrer.

Corpo rígido e trabalho virtual
Fig 01
O carregamento provoca um deslocamento u que depende das coordenadas, isto é, u(x,y z). É evidente que o trabalho do carregamento (forças externas) deve ser igual à energia de deformação das tensões internas.

É possível demonstrar que o princípio do trabalho virtual continua válido para um deslocamento virtual δu com as mesmas restrições do corpo original, ou seja, o trabalho virtual externo é igual à energia interna virtual de deformação.

A demonstração matemática aqui não é dada. É comum uma formulação como (u e U são deslocamentos):

∫ f δu dV + Σ F δU = ∫ σ δε dV. Os termos do lado esquerdo se referem a cargas distribuídas e concentradas respectivamente e o termo do lado direito é a energia virtual de deformação.

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