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Seções planas I-24



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Elipse central de inércia |
Módulo de resistência |
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Rotação de eixos para momentos de segunda ordem

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Sejam, conforme Figura 01, uma superfície genérica S e um sistema de coordenada XY. Para um sistema UV de mesma origem e com uma rotação φ, valem as relações a seguir.

Rotação de eixos
Figura 01
#A.1#

#A.2#

#A.3#

Considera-se a identidade (ver página correspondente):

cos 2φ = cos2 φ − sen2 φ #B.1#

Substituindo em #A.1# e em #A.2# e simplificando, obtêm-se outras formas para essas relações:

Ju = Jx cos2 φ + Jy sen2 φ − Jxy sen 2φ #C.1#

Jv = Jx sen2 φ + Jy cos2 φ + Jxy sen 2φ #C.2#

Seja a relação já vista para o momento polar de inércia:

J0 = Jx + Jy  #D.1#

Somando #A.1# com #A.2# (ou #C.1# com #C.2#),

J0 = Ju + Jv = Jx + Jy #D.2#

Esse resultado indica que, na rotação de eixos, o momento polar de inércia não se altera.



Eixos principais e eixos centrais de inércia

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Através da derivação das fórmulas #A.1# e #A.2# do tópico anterior, demonstra-se que há um ângulo de rotação no qual o momento de inércia em relação a um eixo é máximo e, em relação ao outro, é mínimo. Eixos nesse ângulo são denominados eixos principais de inércia.

Eixos principais
Figura 01
Se, na Figura 01, AB são os eixos principais, os momentos de inércia são calculados por:

#A.1#

E os ângulos são dados por:

#A.2#

Eixos principais de inércia cuja origem é o centróide (ou centro de gravidade, no conceito prático) da seção são denominados eixos centrais de inércia.

Exemplos de eixos centrais de inércia
Figura 02
A notação de praxe usa os símbolos 1 e 2 para designar o de maior e menor momento de inércia respectivamente. Assim, nas igualdades anteriores, os índices A e B são substituídos por 1 e 2 se for central de inércia.

Desde que o produto de inércia Jxy é nulo se um eixo é de simetria, deduz-se a partir de #A.1# que, se uma seção tem um eixo de simetria, um dos eixos principais coincide com ele. Naturalmente, o outro eixo principal é perpendicular.

Nos exemplos da Figura 02, a seção (a), perfil tipo I, tem dois eixos de simetria e os eixos principais são facilmente determinados. Em (b), perfil tipo U, há apenas o eixo 1 de simetria e a posição do eixo 2 deve ser determinada a partir do cálculo do centróide C da seção.

Para os eixos principais, duas igualdades podem ser formuladas:

JA + JB = Jx + Jy  #B.1#

JA JB = Jx Jy − Jxy2  #B.2#

A primeira é a igualdade #D.2# do tópico anterior. A segunda é obtida pela separação de #A.1# nas duas relações e posterior multiplicação e simplificação.



Elipse central de inércia

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Uma elipse central de inércia é traçada conforme exemplo da Figura 01 abaixo (o eixo horizontal é o de menor momento). Os raios R1 e R2 são os raios de giração correspondentes aos momentos de inércia máximo e mínimo. Portanto,

Elipse central de inércia
Figura 01
#A.1#

Para um eixo genérico U, o raio de inércia Ru é dado por:

#A.2#

Ou graficamente conforme figura. E o momento de inércia em relação a U é calculado por:

Ju = Ru2 #A.3#



Módulo de resistência

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Seja, conforme Figura 01, uma seção genérica S e um eixo principal de inércia (1, neste caso). Em relação a esse eixo, e1 e e2 são as distâncias dos pontos extremos da seção.

Módulo de resistência
Figura 01
Os módulos de resistência da seção em relação ao eixo 1 são definidos por:

#A.1#

Se a seção é simétrica, e1 = e2 = e, existindo apenas um valor:

#A.2#

As distâncias são consideradas em valores absolutos (sem sinal).


A unidade básica do módulo de resistência no Sistema Internacional é m3. Valores práticos geralmente usam o submúltiplo cm3.


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