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Seções planas I-20



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Momento de inércia de área

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O momento de inércia de área ou momento de segunda ordem de área é uma propriedade de uma seção plana de um corpo, que tem relação com a resistência à deformação. Apesar da semelhança em formulação e em alguns teoremas, não deve ser confundido com momento de inércia de massa, que é usado no estudo da rotação de corpos rígidos. É comum o mesmo símbolo (I) para ambos, mas a distinção fica normalmente clara no contexto e nas unidades físicas. Nesta página, será usado o símbolo J para o momento de inércia de área.

Em Engenharia, é usual o emprego da expressão reduzida momento de inércia para designar o momento de inércia de área.

Seja, conforme Figura 01, uma superfície plana genérica de área S e um sistema de coordenadas ortogonais XY. Os momentos de inércia em relação a cada eixo são dados por:

Momento de inércia
Figura 01
#A.1#

#A.2#

O momento polar de inércia em relação à origem é calculado por:

#B.1#

Da relação trigonométrica r2 = x2 + y2 conclui-se que

#B.2#

Da definição, pode-se notar que momentos de inércia são sempre valores positivos. A unidade básica no Sistema Internacional (SI) é o m4. O submúltiplo cm4 é bastante usado para valores práticos.


Raios de giração são definidos a partir dos momentos de inércia anteriores:

#C.1#

O raio de giração tem dimensão de comprimento e é um parâmetro geralmente usado no estudo da estabilidade de colunas.


Retângulo e eixos de simetria
Figura 02
Exemplo: para um retângulo de base b e altura h, determinar os momentos de inércia em relação aos eixos de simetria (Figura 02).

Para o momento em relação ao eixo X, pode-se supor que a integração ao longo de uma faixa horizontal de altura dy (de −b/2 a +b/2) é uma parcela infinitesimal, ou seja,

dJx = y2 b dy. Integrando,



Usando procedimento similar para o eixo Y, o resultado da integração é



Teorema de Steiner

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Sejam uma superfície plana de área S e dois sistemas de coordenadas ortogonais de eixos paralelos X1Y1 e XCYC, com as distâncias entre eixos dadas conforme figura.

A origem do sistema XCYC coincide com o centróide C da superfície.

Teorema de Steiner
Figura 01
O teorema de Steiner (ou teorema dos eixos paralelos) relaciona os momentos de inércia nessa translação de eixos:

Jx1 = JxC + S y1C2  #A.1#

Jy1 = JyC + S x1C2  #A.2#

E os momentos polares de inércia têm relação similar:

J01 = J0C + S r1C2  #B.1#


Exemplo: determinar os momentos de inércia em relação a X e a Y do retângulo inclinado de φ conforme Figura 02. Considerar que a altura h é muito pequena em relação à base b.

Um ponto genérico P(x, y) é o centróide de uma porção de área elementar h dr.

Retângulo inclinado
Figura 02
Sejam então dJxC e dJyC os momentos de inércia dessa porção em relação a XC e a YC.

De acordo com as relações #A.1# e #A.2#,

dJx = dJxC + h dr y2
dJy = dJyC + h dr x2

dJx = dJxC + h dr r2 sen2 φ
dJy = dJyC + h dr r2 cos2 φ


Desde que a área h dr é pequena, pode-se supor dJxC = dJyC = 0. E as equações acima são resolvidas por integração:







Momentos de inércia para seções compostas

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Para uma composição de seções, valem as fórmulas:

#A.1#

#A.2#

Jxi e Jyi são os momentos de inércia de cada parte.
Si são as respectivas áreas.
xi e yi são as distâncias entre eixos de cada parte e os eixos X e Y.
Todos os eixos correspondentes (x ou y) devem ser paralelos.

Perfil I
Figura 01
Exemplo: para o perfil I da Figura 01, determinar os momentos de inércia em relação aos eixos de simetria X e Y.

Essa seção pode ser decomposta em três retângulos:

(1): largura b, altura tb

(2): largura tw, altura (h − 2tb)

(3): largura b, altura tb

Usam-se agora as relações dadas e os momentos de inércia calculados no primeiro tópico.

Para o eixo X:

S1 = b tb
S2 = tw (h − 2tb)
S3 = b tb
y1 = h/2 − tb/2
y1 = 0
y3 = − h/2 + tb/2

Para o eixo Y:

Si conforme acima
x1 = x2 = x3 = 0

Substituindo em #A.1# e #A.2# e simplificando,






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