Centróide para três dimensões
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Na página anterior, foi dada a formulação para as coordenadas do centróide de uma superfície. Para um corpo real de três dimensões, as fórmulas são similares, com integração no volume:
#A.1#
Para uma superfície em três dimensões, as fórmulas são:
#B.1#
Essas relações valem na prática para corpos reais (cascas) de espessura pequena e constante. Se a superfície é plana, uma coordenada é eliminada e as fórmulas são iguais às da página anterior.
Para linhas em três dimensões,
#C.1#
As fórmulas acima valem na prática para corpos reais (arames) de bitola pequena e constante.
Exemplo: determinar o centróide de um arame em forma de um quarto de circunferência de raio R conforme Figura 01.
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| Figura 01 |
O comprimento da curva é
ℓ = 2 π R / 4 = π R / 2. Desde que é plana,
zC = 0.
Usando as demais equações de #C.1#,
Centróides para algumas formas geométricas
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Este tópico dá igualdades já desenvolvidas para alguma formas. Conforme visto em página anterior, há coincidência com o centro de gravidade para corpos de materiais homogêneos.
Formas comuns com dois ou mais eixos de simetria (círculo, elipse, retângulo, etc) não são aqui apresentadas porque a localização é facilmente determinada pela interseção desses eixos.
Segmento circular
xC = 0
Obs:

para
φ = π (semicírculo)
Segmento parabólico
Conforme
xC = 0
Semicircunferência
xC = 0
Obs: referente à linha. Não é superfície.
Setor circular
xC = 0
Triângulo isósceles
xC = 0
Teoremas de Pappus-Guldin
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São assim denominados porque foram originalmente descobertos pelo matemático grego Pappus de Alexandria e redescobertos na Europa por Paul Guldin.
Teorema 1: a área S de uma superfície de revolução é dada por
S = s d #A.1#. Onde s é o comprimento da curva geratriz e d é a distância percorrida pelo centróide dessa curva em uma rotação completa.
Teorema 2: o volume V de um sólido de revolução é dado por
V = S d #B.1#. Onde S é a área da superfície geratriz e d é a distância percorrida pelo centróide dessa área em uma rotação completa.
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| Figura 01 |
Exemplo: determinar a área da superfície de um toróide.
Seja a ilustração da Figura 01. O toróide é gerado pela revolução de uma circunferência de raio r. Portanto, o comprimento da curva é
2 π r. O centróide (que é o centro dessa circunferência) percorre uma distância 2 π R para a geração. Aplicando então o Teorema 1,
S = 2 π r 2 π R = 4 π2 r R
Exemplo: determinar o centróide de uma semicircunferência.
Uma semicircunferência de raio R girando em torno de sua base gera uma superfície esférica de mesmo raio. A área da esfera é
4 π R2. O comprimento da semicircunferência é
π R. Se y é a distância do centro para o centróide, ele percorre uma distância
2 π y para a geração. Segundo, #A.1#,
4 π R2 = π R 2 π y . Portanto,
y = 2 R / π conforme tópico anterior.
Exemplo: determinar o centróide de um semicírculo.
Uma esfera de raio R é gerada por um semicírculo de mesmo raio que gira em torno da sua base. O volume de uma esfera é
(4/3) π R3. A área de um semicírculo é
(1/2) π R2. Se y é a distância do centro para o centróide, ele percorre
2 π y para girar uma volta. Segundo #B.1#,
(4/3) π R3 = (1/2) π R2 2 π y . Portanto,
y = 4 R / (3 π) conforme dado no tópico anterior.
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Última revisão ou atualização: Jun/2008