Distribuição de tensões em seções retangulares e circulares |
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O arranjo da Figura 01 (a) é similar ao do tópico anterior - tópico
Distribuição de tensões transversais na flexão Figura 02 (b) - adaptado para uma barra de
seção transversal retangular.
O momento estático da área da parte superior (que contém dS) em relação a Y (que coincide com a linha neutra da seção) é dado por:
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| Fig 01 |
M
Y = ∫
z,h/2 u b du = (b/2) |
z,h/2 u
2.
M
Y = (b/2) (h
2/4 − z
2) = (bh
2/8) [1 − (2z/h)
2].
O momento de inércia em relação a Y é
J = bh
3/12, conforme propiedade da seção retangular, que pode ser vista em página anterior.
Pode-se calcular τ
x pela igualdade vista na página anterior, lembrando que o valor de y, neste caso, é igual a b/2.
τ
x = F M
Y / (2 J y) = F (bh
2/8) [1 − (2z/h)
2] / [2 (bh
3/12) (b/2)].
τx = (3/2) (F / bh) [1 − (2z/h)2] #A.1#.
A expressão acima indica uma parábola. Notar que nos pontos extremos (z = h/2 e z = −h/2) o valor da tensão de cisalhamento é nulo. A Figura 01 (b) dá uma representação aproximada.
Neste caso, não cabe a verificação da tensão na borda conforme mencionado na página anterior porque a tangente é vertical (φ = 0 e cos φ = 1).
O valor máximo ocorre para z = 0. Portanto,
τx_max = (3/2) (F / bh) #A.2#.
Desde que bh é a área da seção, F / bh é a tensão média de cisalhamento. Assim, pode-se dizer que, para a seção retangular, vale
τmax = (3/2) τmed #A.3#.
A Figura 02 dá o esquema para
seção transversal circular. Para determinar o momento estático da superfície superior (que contém dS), deve-se lembrar que dS = 2r cos α du. Assim,
M
Y = ∫
u=z,u=r 2 r cos α u du.
Considerando que u = r sen α e du = r cos α dα, os valores em termos de α são (notar que para u = z, α = φ e para u = r, α = π/2):
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| Fig 02 |
M
Y = 2 r
3 ∫
α=φ,α=π/2 cos
2α sen α dα.
M
Y = (2 r
3 / 3) cos
3 φ.
O momento de inércia em relação a Y é
J = π D
4 / 64 (ou π r
4 / 4) , conforme propriedade da seção circular.
Considerando a fórmula vista τ
x = F M
Y / (2 J y) e substituindo os valores (lembrar que y = r cos φ),
τ
x = [4 F / (3 π r
2) ] cos
2φ. Lembrando que sen φ = z/r e sen
2φ + cos
2φ = 1,
τx = [4 F / (3 π r2) ] [1 - (z/r)2] #B.1#.
A tensão na borda τ
B é dada pela fórmula também mencionada na página anterior, τ
B = τ
x / cos φ:
τB = [4 F / (3 ρ r2) ] [1 - (z/r)2]1/2 #B.2#.
A primeira curva (τ
x) é uma parábola e a segunda (τ
B), uma elipse. Representação na Figura 02 (b).
Desde que z ≤ r, o valor máximo ocorre em z = 0 e é o mesmo para ambas as igualdades:
τmax = 4 F / (3 π r2) #B.3#.
Como π r
2 é a área da seção, F / (π r
2) é a tensão média de cisalhamento. Portanto, para a seção circular, vale a relação
τmax = (4/3) τmed #B.4#.
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| Fig 03 |
Distribuição para algumas outras seções (somente resultados)
Para
tubos de parede fina, vale aproximadamente
τmax ≈ 2 F / S #C.1#.
Onde S é a área da seção transversal.
Para
perfis comuns tipo Z, U, H,
τmax ≈ F / (t h) #D.1#. A curva do lado direito da Figura 03 dá idéia da distribuição aproximada.
Energia da deformação por flexão simples |
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Seja, conforme Figura 01 deste tópico, uma viga submetida a um esforço de flexão simples, não necessariamente uniforme, cujo momento é dado por M(x).
Considera-se um volume elementar, na posição genérica x, de espessura dx, isto é, ou seu volume é dado por
dV = S dx, onde S é a área da seção transversal.
Seja uma área elementar dS na face transversal desse volume. A tensão normal em dS, segundo relação básica já vista para a flexão, é
σ = M(x) z / J
y.
E a força normal é o seu produto pela área F = σ dS = M(x) z dS / J
y.
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| Fig 01 |
Considera-se agora a parte da barra de seção transversal dS e comprimento dx. Ela pode ser vista como uma barra sujeita a uma força F, de tração ou compressão, dependendo do sentido do momento e da posição acima ou abaixo da linha neutra. Pode-se usar a fórmula dada em página anterior para a energia de deformação
W = F
2 L / (2 E S).
Deve-se levar em conta que essa fórmula é válida para tração e compressão. Observar também que o sinal da energia deve ser o mesmo em qualquer caso, pois, tanto na tração quanto na compressão, é fornecida energia para a deformação.
Adaptando a fórmula para este caso (W = dW, L = dx, S = dS), ocorre
dW = F
2 dx / (2 E dS). Substituindo o valor de F,
dW = M
2(x) z
2 d
2S dx / (2 E dS J
2y) = M
2(x) z
2 dS dx / (2 E J
2y). Fazendo a integração,
W(x) = ∫
S dW = [ M
2(x) dx / (2 E J
2y) ] ∫
S z
2 dS.
Mas a parte ∫ z
2 dS é o momento de inércia J
y em relação à linha neutra. Portanto,
W(x) = M2(x) dx / (2 Jy E) #A.1#.
Considerando o momento constante e integrando ao longo de um comprimento x = L, o resultado é
W = M2 L / (2 Jy E) #A.2#.
Notar a semelhança com as fórmulas para outros esforços:
| Tração ou
compressão: W = F2 L / (2 E S) |
Cisalhamento:
W = F2 L / (2 G S) |
Torção: W
= T2 L / (2 Jp G) |