Forças e momentos internos em vigas |
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Vigas horizontais carregadas são elementos comuns na prática e o dimensionamento exige a determinação das tensões internas em função da(s) carga(s) aplicada(s).
Seja, conforme Figura 01 (a), uma viga horizontal com um carregamento genérico F(x) ao longo do seu comprimento. A simples dedução lógica permite concluir que esta viga está internamente submetida a esforços de cisalhamento e flexão.
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| Fig 01 |
Considerando um corte transversal hipotético em um local qualquer A, é possível separar os esforços distintos: cisalhamento conforme (b) da figura e momento de flexão conforme (c) da mesma figura.
Algumas referências usam os termos
esforço cortante para o cisalhamento e
momento fletor para o momento de flexão.
Também pode ser encontrada a expressão
força transversal para o cisalhamento.
Em geral adotam-se as convenções de sinais como em (b) e (c), isto é, cisalhamento positivo tende a girar cada parte no sentido horário e momento positivo tende a tracionar a parte inferior e comprimir a parte superior da viga (obs: os sinais de cisalhamento e momento da figura não têm relação com o carregamento indicado).
Diagramas de esforços em vigas |
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A Figura 01 (a) dá exemplo de um dos carregamentos mais simples: uma viga apoiada em dois cutelos com uma única carga vertical F
1. O apoio sobre cutelos garante que não há momentos nas extremidades e que não há forças longitudinais se o carregamento é vertical, pois o cutelo direito está sobre rolos.
Considerando a origem das coordenadas x = 0, um problema típico consiste em determinar os esforços ao longo da viga conhecidos os valores de F
1, o seu ponto de aplicação x
1 e o comprimento da viga x
2.
O esquema das forças atuantes na viga é dado em (b) da figura. F
0 e F
2 são as reações dos apoios. Notar que é uma viga
estaticamente determinada, isto é, todas as forças podem ser calculadas pela aplicação das condições de equilíbrio estático (soma das forças nulas e também dos momentos).
De ∑ F
y = 0, ocorre
F
1 = − F
0 − F
2.
De ∑ M = 0 (em relação ao ponto 0 por exemplo),
F
1 x
1 = − F
2 x
2.
A condição ∑ F
x = 0 não se aplica por não existir força nesse sentido.
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| Fig 01 |
Portanto, F
2 = − F
1 x
1 / x
2.
F
0 = − F
1 − F
2 = − F
1 + F
1 x
1 / x
2. Ou
F
0 = − F
1 (x
2 − x
1) / x
2.
Considera-se agora um trecho genérico de 0 a um ponto x, à esquerda de 1, conforme (c) da figura.
Aplicando a condição de equilíbrio ∑ F
y = 0, em módulo, F
c = F
0. E o cisalhamento interno é positivo conforme critério do tópico anterior.
Assim, do ponto 0 até 1,
F
c = F
0.
É fácil deduzir que do ponto 1 ao ponto 2 vale F
c = F
0 + F
1 = − F
2.
Novamente se considera o ponto x à esquerda do ponto 1 conforme figura.
Aplicando a condição ∑ M = 0 em relação a x,
M = x F
0 (positivo conforme critério do tópico anterior).
Entre os pontos 1 e 2, M = x F
0 − (x − x
1) F
1.
Substituindo os valores de F
0 e F
1 conforme já calculado,
Entre 0 e 1: M = F
1 (x
2 − x
1) x / x
2. Portanto,
Para x = 0, M = 0.
Para x = x
1, M = F
1 (x
2 − x
1) x
1 / x
2.
Entre 1 e 2: M = x F
0 − (x − x
1) F
1 = x (F
0 − F
1) + x
1 F
1. Mas F
0 − F
1 = − F
2. Assim,
M = − x F
1 x
1 / x
2 + x
1 F
1 = F
1 (x
1 − x
1 x / x
2 ) = F
1 x
1 (1 − x / x
2 ). Portanto,
Para x = x
2, M = 0.
Para x = x
1, M = F
1 x
1 (1 − x
1 / x
2) = F
1 x
1 (x
2 − x
1) / x
2 . Notar que é igual ao valor do trecho anterior. E o gráfico é conforme (e) da figura.
E os valores máximos são dados por:
F
c_max = max (F
0, F
2) com F
0 = F
1 (x
2 − x
1) / x
2 e F
2 = F
1 x
1 / x
2.
M
max = F
1 (x
2 − x
1) x
1 / x
2.