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Resistência dos materiais V-20


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Forças e momentos internos em vigas |
Diagramas de esforços em vigas |
 

Forças e momentos internos em vigas

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Vigas horizontais carregadas são elementos comuns na prática e o dimensionamento exige a determinação das tensões internas em função da(s) carga(s) aplicada(s).

Seja, conforme Figura 01 (a), uma viga horizontal com um carregamento genérico F(x) ao longo do seu comprimento. A simples dedução lógica permite concluir que esta viga está internamente submetida a esforços de cisalhamento e flexão.

Forças e momentos internos em vigas
Fig 01
Considerando um corte transversal hipotético em um local qualquer A, é possível separar os esforços distintos: cisalhamento conforme (b) da figura e momento de flexão conforme (c) da mesma figura.

Algumas referências usam os termos esforço cortante para o cisalhamento e momento fletor para o momento de flexão.

Também pode ser encontrada a expressão força transversal para o cisalhamento.


Em geral adotam-se as convenções de sinais como em (b) e (c), isto é, cisalhamento positivo tende a girar cada parte no sentido horário e momento positivo tende a tracionar a parte inferior e comprimir a parte superior da viga (obs: os sinais de cisalhamento e momento da figura não têm relação com o carregamento indicado).



Diagramas de esforços em vigas

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A Figura 01 (a) dá exemplo de um dos carregamentos mais simples: uma viga apoiada em dois cutelos com uma única carga vertical F1. O apoio sobre cutelos garante que não há momentos nas extremidades e que não há forças longitudinais se o carregamento é vertical, pois o cutelo direito está sobre rolos.

Considerando a origem das coordenadas x = 0, um problema típico consiste em determinar os esforços ao longo da viga conhecidos os valores de F1, o seu ponto de aplicação x1 e o comprimento da viga x2.

O esquema das forças atuantes na viga é dado em (b) da figura. F0 e F2 são as reações dos apoios. Notar que é uma viga estaticamente determinada, isto é, todas as forças podem ser calculadas pela aplicação das condições de equilíbrio estático (soma das forças nulas e também dos momentos).

De ∑ Fy = 0, ocorre

F1 = − F0 − F2.

De ∑ M = 0 (em relação ao ponto 0 por exemplo),

F1 x1 = − F2 x2.

A condição ∑ Fx = 0 não se aplica por não existir força nesse sentido.

Exemplo de diagrama de esforços em vigas
Fig 01
Portanto, F2 = − F1 x1 / x2.

F0 = − F1 − F2 = − F1 + F1 x1 / x2. Ou

F0 = − F1 (x2 − x1) / x2.

Considera-se agora um trecho genérico de 0 a um ponto x, à esquerda de 1, conforme (c) da figura.

Aplicando a condição de equilíbrio ∑ Fy = 0, em módulo, Fc = F0. E o cisalhamento interno é positivo conforme critério do tópico anterior.

Assim, do ponto 0 até 1,

Fc = F0

É fácil deduzir que do ponto 1 ao ponto 2 vale Fc = F0 + F1 = − F2.

Novamente se considera o ponto x à esquerda do ponto 1 conforme figura.

Aplicando a condição ∑ M = 0 em relação a x,

M = x F0 (positivo conforme critério do tópico anterior).

Entre os pontos 1 e 2, M = x F0 − (x − x1) F1.

Substituindo os valores de F0 e F1 conforme já calculado,

Entre 0 e 1: M = F1 (x2 − x1) x / x2. Portanto,

Para x = 0, M = 0.
Para x = x1, M = F1 (x2 − x1) x1 / x2.

Entre 1 e 2: M = x F0 − (x − x1) F1 = x  (F0 − F1) + x1 F1. Mas F0 − F1 = − F2. Assim,

M = − x F1 x1 / x2 + x1 F1 = F1 (x1 − x1 x / x2 ) = F1 x1 (1 − x / x2 ). Portanto,

Para x = x2, M = 0.
Para x = x1, M = F1 x1 (1 − x1 / x2) = F1 x1 (x2 − x1) / x2 . Notar que é igual ao valor do trecho anterior. E o gráfico é conforme (e) da figura.

E os valores máximos são dados por:

Fc_max = max (F0, F2) com  F0 = F1 (x2 − x1) / x2 e  F2 = F1 x1 / x2.

Mmax = F1 (x2 − x1) x1 / x2.

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