MSPC

Informações técnicas …
Mapa do siteVoltarPágina inicialFim da página

 

Resistência dos materiais IV-50


Índice do grupo | Página anterior | Próxima página |

Tensões principais |
Círculo de Mohr para tensões no espaço |
 

Tensões principais

Topo | Fim

No tópico anterior, foram vistas relações entre tensões em um plano qualquer e tensões em planos do sistema de coordenadas. Mas isso não é tudo. Em geral, o que se deseja saber é algo similar à situação de tensões planas, ou seja, os valores máximos que ocorrem.

No caso de tensões no plano, há dois eixos principais nos quais só atuam tensões normais. Deduzindo para as tensões no espaço, é lógico supor (e realmente ocorre) que existem três planos principais, ortogonais entre si, sobre os quais só atuam tensões normais. Ou seja, as tensões de cisalhamento são nulas nesses planos.

As tensões normais atuantes nesses planos são ditas tensões principais e são designadas por  σ1, σ2 e σ3.

Uma das três tensões principais é a máxima que ocorre e outra, a mínima. Para isso, é adotada a convenção

Tensões em um volume em forma de paralelepípedo
Fig 01

σ1 ≥ σ2 ≥ σ3 #A.1#.

Também de forma similar ao estado duplo, as tensões extremas de cisalhamento ocorrem nos planos bissetores dos principais. São demoninadas tensões principais de cisalhamento e são dadas por:

τ1 = (σ2  − σ3) / 2 #B.1#.
τ2 = (σ1  − σ3) / 2 #B.2#.
τ3 = (σ1  − σ2) / 2 #B.3#.


A determinação das tensões principais é matematicamente mais complexa do que a do estado duplo. Envolve conceitos de autovalores e autovetores. Aqui é apresentado apenas o resultado na forma de soluções para a equação abaixo.

σ3 − A σ2 + B σ − C = 0 #C.1#.

Essa equação tem 3 soluções, correspondentes às tensões principais mencionadas. Os coeficientes A, B e C são calculados por:

A = σx + σy + σz #D.1#.

B = σx σy + σy σz + σx σz − τ2xy - τ2yz − τ2xz #D.2#.

C = σx σy σz + 2 τxy τyz τxz − σx τ2yz − σy τ2xz − σz τ2xy #D.3#.

Demonstra-se que os coeficientes A, B e C são constantes em qualquer direção para a mesma matriz de tensões. Assim, as igualdades anteriores devem valer também para as tensões principais, caso em que são nulas as de cisalhamento conforme já dito. Portanto,

σ1 + σ2 + σ3 = A #E.1#.

σ1 σ2 + σ2 σ3 + σ1 σ3 = B #E.2#.

σ1 σ2 σ3 = C #E.3#.



Círculo de Mohr para tensões no espaço

Topo | Fim

Em página anterior foi demonstrado que o estado plano de tensões pode ser graficamente representado pelo círculo de Mohr.

Volume genérico com faces nos planos principais
Fig 01
Na Figura 01, é suposto que as faces do volume coincidem com os planos principais. Portanto, cada uma está sujeita somente às tensões principais σ1, σ2 e σ3.

Considera-se um eixo fixo que passa por σ3, em torno do qual o cubo gira. Nessa situação, as tensões atuantes nas faces de σ1 e σ2 se comportam como um estado duplo e podem ser representadas pelo círculo de Mohr de centro C3 (Figura 02).

A tensão σ3, perpendicular ao plano considerado, não afeta o comportamento. Usando o mesmo raciocínio para os demais eixos, chega-se ao conjunto de círculos da Figura 02.

Círculo de Mohr para tensões no espaço
Fig 02
É possível demonstrar que, para rotações em torno de outros eixos, os pontos de tensões se localizam na área cinza da figura.

As tensões máximas de cisalhamento indicadas (τmax1, τmax2 e τmax3) são as máximas para rotações em torno de cada eixo perpendicular a um plano principal conforme já comentado.

As coordenadas dos centros são calculadas pelas expressões a seguir.

C1[ (σ23)/2, 0 ] #A.1#.

C2[ (σ13)/2, 0 ] #A.2#.

C3[ (σ12)/2, 0 ] #A.3#.

E os valores extremos são: σmax = σ1, σmin = σ3 e τmax = τmax2.

Melhor visto com 1024 x 768 px © Marco Soares - Termos de uso na página inicial Topo desta página