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Vetores I-60



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Integral de linha

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As linhas na Figura 01 representam um campo genérico C(x, y). Considera-se uma trajetória genérica 12 nesse campo.

Integral de linha
Figura 01
A integral de linha do campo no caminho 12 é a integral do produto escalar do vetor do campo (C) pelo vetor deslocamento infinitesimal (d)

1...2 C · d #A.1#.

Integrais de linha têm aplicações importantes no estudo de campos vetoriais. Exemplos:

• Num campo de força, representa o trabalho executado pela força ao longo da curva.

• Num campo elétrico, equivale à diferença de potencial elétrico entre as extremidades da curva. E conceitos similares em campos eletromagnéticos e outros.

Em casos simples, o cálculo da integral de linha é rápido. Exemplo: se 12 é uma circunferência de raio R e C é um vetor de intensidade constante, 1...2 C · d = C 2 π R.



Operadores vetoriais

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Operador nabla: também denominado del, tem o símbolo Operador nabla e é definido por:

Operador nabla i +  j +  k   #A.1#
∂x ∂y ∂z

Notar que não tem significado físico ou geométrico. É apenas um operador e precisa de algum complemento para ter sentido.


Gradiente: seja uma função escalar f = f(x, y, z). O gradiente dessa função é um vetor definido por:

grad (f) = Operador nabla f =  ∂f i +  ∂f j +  ∂f k   #B.1#
∂x ∂y ∂z

A Figura 01 procura dar uma noção gráfica do gradiente. As duas superfícies representam lugares geométricos da função f constante, ou seja,

Noção gráfica de gradiente
Figura 01
f(x, y, z) = C1
f(x, y, z) = C2

Se as diferenças são pequenas,

C2 − C1 = df.

A distância entre as duas superfícies em determinado ponto é dn, tomada ao longo da reta normal comum às duas superfícies. O vetor unitário uN nesse ponto é normal às superfícies.

Então o gradiente de f pode ser dado também por grad(f) = uN df / dn #B.2#. O vetor gradiente indica a máxima variação da função e o sentido que essa variação tem.


Divergência: seja uma função vetorial F(x, y, z) = Fx(x, y, z) i + Fy(x, y, z) j + Fz(x, y, z) k.

A divergência é o produto escalar do operador nabla pela função:

div F = Operador nabla · F∂Fx  +  ∂Fy  +  ∂Fz    #C.1#
∂x ∂y ∂z

A divergência de um campo vetorial corresponde ao fluxo líquido por unidade de volume.


Rotacional: seja a mesma função vetorial anterior. O rotacional (curl, em inglês) dessa função equivale ao produto vetorial do operador nabla pela função. É, portanto, um vetor.

rot F = Operador nabla × F = (  ∂Fz  −  ∂Fy  )i +  (  ∂Fx  −  ∂Fz  )j +  (  ∂Fy  −  ∂Fx  )k   #D.1#
∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y

O significado físico é uma rotação ou momento angular em uma determinada região do espaço.



Vetor-superfície

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Seja, conforme Figura 01 (a), uma superfície plana de área S. O vetor-superfície S correspondente é um vetor normal, de módulo igual à sua área, isto é, |S| = S.

Exemplo de vetor superfície
Figura 01
Supõe-se agora o caso particular de duas superfícies planas unidas por uma reta comum. O vetor-superfície para o conjunto é a soma vetorial dos vetores-superfície de cada. Se generalizado para um número qualquer de superfícies planas, o resultado é a soma:

S = Si #A.1#.

Uma superfície curva genérica, como em (b) da mesma figura, pode ser aproximada por um conjunto de faces planas de áreas individuais ΔSi. Então, o vetor-superfície no caso genérico é:

S = ΔSi #B.1#. Na situação limite, S = dSi #B.2#.

Pode ser demonstrado que o contorno de uma superfície define o seu vetor-superfície. Isso significa que superfícies de mesmo contorno e de formas geométricas diferentes têm o mesmo vetor-superfície. Como conseqüência dessa afirmação, para uma superfície fechada qualquer (contorno nulo), S = 0.


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Termos de uso


Referências:

APOSTOL, Tom M. Calculus. USA: Blaisdell, 1969.
Planetmath. http://planetmath.org/.

VYGODSKY, M. Mathematical Handbook. Moscow: Mir Publishers, 1971.