Integral de linha
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As linhas na Figura 01 representam um campo genérico
C(x, y). Considera-se uma trajetória genérica 12 nesse campo.
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| Figura 01 |
A
integral de linha do campo no caminho 12 é a integral do produto escalar do vetor do campo (C) pelo vetor deslocamento infinitesimal (d
ℓ)
∫1...2 C · dℓ #A.1#.
Integrais de linha têm aplicações importantes no estudo de campos vetoriais. Exemplos:
• Num campo de força, representa o trabalho executado pela força ao longo da curva.
• Num campo elétrico, equivale à diferença de potencial elétrico entre as extremidades da curva. E conceitos similares em campos eletromagnéticos e outros.
Em casos simples, o cálculo da integral de linha é rápido. Exemplo: se 12 é uma circunferência de raio R e
C é um vetor de intensidade constante,
∫1...2 C · dℓ = C 2 π R.
Operadores vetoriais
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Operador nabla: também denominado
del, tem o símbolo

e é definido por:
= |
∂ |
i + |
∂ |
j + |
∂ |
k |
#A.1# |
| ∂x |
∂y |
∂z |
Notar que não tem significado físico ou geométrico. É apenas um operador e precisa de algum complemento para ter sentido.
Gradiente: seja uma função escalar
f = f(x, y, z). O gradiente dessa função é um vetor definido por:
grad (f) = f =
| ∂f |
i + |
∂f |
j + |
∂f |
k |
#B.1# |
| ∂x |
∂y |
∂z |
A Figura 01 procura dar uma noção gráfica do gradiente. As duas superfícies representam lugares geométricos da função f constante, ou seja,
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| Figura 01 |
f(x, y, z) = C1
f(x, y, z) = C2
Se as diferenças são pequenas,
C2 − C1 = df.
A distância entre as duas superfícies em determinado ponto é dn, tomada ao longo da reta normal comum às duas superfícies. O vetor unitário
uN nesse ponto é normal às superfícies.
Então o gradiente de f pode ser dado também por
grad(f) = uN df / dn #B.2#. O vetor gradiente indica a máxima variação da função e o sentido que essa variação tem.
Divergência: seja uma função vetorial
F(x, y, z) = Fx(x, y, z) i + Fy(x, y, z) j + Fz(x, y, z) k.
A divergência é o produto escalar do operador nabla pela função:
div F = · F =
| ∂Fx |
+ |
∂Fy |
+ |
∂Fz |
|
#C.1# |
| ∂x |
∂y |
∂z |
A divergência de um campo vetorial corresponde ao fluxo líquido por unidade de volume.
Rotacional: seja a mesma função vetorial anterior. O rotacional (curl, em inglês) dessa função equivale ao produto vetorial do operador nabla pela função. É, portanto, um vetor.
rot F = × F = (
| ∂Fz |
− |
∂Fy |
)i + ( |
∂Fx |
− |
∂Fz |
)j + ( |
∂Fy |
− |
∂Fx |
)k |
#D.1# |
| ∂y |
∂z |
∂z |
∂x |
∂x |
∂y |
O significado físico é uma
rotação ou
momento angular em uma determinada região do espaço.
Vetor-superfície
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Seja, conforme Figura 01 (a), uma superfície plana de área S. O
vetor-superfície S correspondente é um vetor normal, de módulo igual à sua área, isto é,
|S| = S.
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| Figura 01 |
Supõe-se agora o caso particular de duas superfícies planas unidas por uma reta comum. O vetor-superfície para o conjunto é a soma vetorial dos vetores-superfície de cada. Se generalizado para um número qualquer de superfícies planas, o resultado é a soma:
S = ∑ Si #A.1#.
Uma superfície curva genérica, como em (b) da mesma figura, pode ser aproximada por um conjunto de faces planas de áreas individuais ΔS
i. Então, o vetor-superfície no caso genérico é:
S = ∑ ΔSi #B.1#. Na situação limite,
S = ∫ dSi #B.2#.
Pode ser demonstrado que o contorno de uma superfície define o seu vetor-superfície. Isso significa que superfícies de mesmo contorno e de formas geométricas diferentes têm o mesmo vetor-superfície. Como conseqüência dessa afirmação, para uma
superfície fechada qualquer (contorno nulo),
S = 0.
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Última revisão ou atualização: Mar/2008
Referências:
APOSTOL, Tom M. Calculus. USA: Blaisdell, 1969.
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Planetmath. http://planetmath.org/.
VYGODSKY, M. Mathematical Handbook. Moscow: Mir Publishers, 1971.
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