Introdução
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De forma prática, o conceito de vetor pode ser bem assimilado com auxílio da representação matemática de grandezas físicas.
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| Figura 01 |
Grandezas como temperatura, pressão, massa, potência e outras podem ser completamente definidas por um único valor numérico. Elas são denominadas
escalares porque, na forma gráfica, podem visualizadas como um ponto em uma escala conforme (a) da Figura 01.
Outras grandezas (como velocidade, força, etc) precisam, além do valor escalar, de uma direção e graficamente são representadas por um segmento de reta com seta. São denominadas
grandezas vetoriais.
Portanto, um
vetor define corretamente a grandeza através do seu comprimento e do ângulo que faz com uma referência, conforme (b) da figura.
Notação
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- Nesta página e em outras deste site, vetores são simbolizados por um caractere alfabético, maiúsculo ou minúsculo, em negrito. Exemplos:
- Vetor a, vetor B, vetor v, etc.
- Há também o símbolo de seta acima do caractere, mas aqui não é adotado. Exemplo:
- Vetor
.
- Em alguns casos, os vetores são designados por letras ou números nas suas extremidades. Exemplo:
- MN da Figura 01 do tópico anterior. O ponto M é a origem do vetor.
- O módulo do vetor é simbolizado pelo caractere sem negrito. Assim, para o vetor v,
v = | v |. Equivale ao comprimento ℓ da Figura 01 do tópico anterior. Também denominado valor absoluto, magnitude.
- Graficamente, os vetores são em geral representados por um segmento de reta com seta conforme Figura 01 do tópico anterior. Algumas vezes, por razões de conveniência ou de clareza, precisa-se de uma representação simples para vetores perpendiculares ao plano do próprio documento. São usados os símbolos:
vetor na direção do leitor para o papel (ou tela).
vetor na direção do papel (ou tela) para o leitor.
Igualdade e oposição
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Dois ou mais vetores são iguais se têm idênticos comprimentos e direções. Assim, eles estão em segmentos de reta paralelos, podendo ser coincidentes ou não. Na Figura 01 deste tópico,
a = b.
Dois vetores são opostos se têm o mesmo comprimento e direções opostas. De forma similar, estarão em segmentos de retas paralelos, coincidentes ou não. A oposição é marcada por sinal negativo:
c = − d.
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| Figura 01 |
Notar que esses conceitos de igualdade e oposição de vetores podem não ser suficientes para definir certos fenômenos físicos. Às vezes, é necessária a indicação dos pontos de origem.
Exemplo: supõe-se que
c e
d da Figura 01 ao lado são forças atuantes em um mesmo corpo. Se estão no mesmo alinhamento, nenhuma efeito é observado. Se estão deslocados conforme figura, há um esforço de rotação (momento) sobre o corpo, tanto maior quanto maior a distância entre eles.
Na Figura 01, os vetores têm o mesmo comprimento, isto é,
| a | = | b | = | c | = | d |.
A diferença de direção é condição suficiente para a desigualdade, independente do comprimento. Por exemplo,
b ≠ c apesar de
| b | = | c |.
Multiplicação por um escalar
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A multiplicação ou divisão por um escalar resulta num vetor em segmento de reta paralelo ao vetor original ou coincidente com este último.
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| Figura 01 |
Exemplos de multiplicação e divisão por alguns fatores são dados na Figura 01.
Vetor unitário é um vetor de módulo igual a uma unidade de referência no sistema em que se trabalha. Se
u é um vetor unitário, então um vetor genérico
a na mesma direção é dado por
a = |a| u = a u #A.1#.
O vetor unitário na mesma direção de um vetor genérico
a é também denominado
versor desse vetor e algumas vezes simbolizado por
a^. Portanto,
a^ = a / |a| #A.2#.
Soma e subtração de vetores
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Para somar graficamente dois vetores
a e
b conforme Figura 01, move-se a origem de um até coincidir com o final do outro. A origem e o final restantes definem o vetor representativo da
soma vetorial, de acordo com a mesma figura.
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| Figura 01 |
O módulo da soma não é necessariamente igual à soma dos módulos.
Se
| a + b | = | a | + | b |, então
a e
b têm a mesma direção.
Para a subtração, consideram-se na Figura 02 os mesmos vetores
a e
b da figura anterior. Conforme parte esquerda, faz-se a coincidência das origens e as extremidades restantes formam o vetor da diferença.
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| Figura 02 |
Alternativamente, pode ser obtida segundo parte direita da figura, isto é, a soma com o oposto:
a − b = a + (− b).
De forma similar à adição, o módulo da diferença não é necessariamente igual à diferença dos módulos.
Se
| a − b | = | a | − | b |, então
a e
b têm a mesma direção.
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| Figura 03 |
Um outro método para a determinação gráfica da soma é a regra do paralelogramo, indicada na parte esquerda da Figura 03:
Juntam-se as origens e a diagonal do paralelogramo formado é a soma dos vetores.
Para vetores no espaço, pode-se usar a similar
regra do paralelepípedo, conforme parte direita da mesma figura.
Algumas propriedades da soma e da multiplicação por escalar:
a + b = b + a #A.1#
(m + n) a = ma + na #A.2#
m (na) = (mn)a #A.3#
a + (b + c ) = (a + b) + c #A.4#
m (a + b) = ma + mb #A.5#
Coordenadas de um vetor
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Considerando as regras da soma vetorial, se a origem de um sistema de coordenadas xy coincide com a origem do vetor, pode-se facilmente verificar que esse vetor é igual à soma dos vetores formados por suas projeções em cada eixo.
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| Figura 01 |
Assim, na Figura 01,
A = Ax + Ay #A.1#.
Ou seja, os vetores
Ax e
Ay são os
componentes do vetor no sistema de coordenadas.
Sejam os vetores unitários nos eixos de coordenadas:
ux = i #A.2#
uy = j #A.3#
Então,
A = Ax i + Ay j #A.4#.
Os escalares A
x e A
y são as
coordenadas do vetor no sistema.
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| Figura 02 |
No caso de um vetor no espaço conforme Figura 02, acrescenta-se uma coordenada:
A = Ax i + Ay j + Az k #A.5#.
Onde
uz = k #A.6# e os demais conforme #A.2# e #A.3#.
Para simplificar a notação, muitas vezes é usada a forma
a{Xa, Ya, Za} #B.1#.
Exemplos:
a{2, 3, 0},
b{−1, 12, 8}, etc.
O
módulo do vetor pode ser dado por suas coordenadas:
|a| = (Xa2 + Ya2 + Za2)1/2 #C.1#.
Condição de paralelismo: se os vetores
a e
b são paralelos, as suas coordenadas são proporcionais:
Xb / Xa = Yb / Ya = Zb / Za = c #D.1#.
Se o coeficiente de proporcionalidade c é positivo, eles têm a mesma direção. Se negativo, eles são opostos (obs: se um dos coeficientes de
a é nulo, fica subentendido que o correspondente de
b também é nulo).
Soma de vetores: se vetores são somados, o resultado tem as somas das coordenadas. Seja
c = a + b #E.1#. Então,
Xc = Xa + Xb #E.2#
Yc = Ya + Yb #E.3#
Zc = Za + Zb #E.4#
Multiplicação ou divisão por um escalar: as coordenadas do resultado têm a analogia. Seja
c = m a #F.1#. Então,
Xc = m Xa #F.2#
Yc = m Ya #F.3#
Zc = m Za #F.4#
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Última revisão ou atualização: Mar/2008
Referências:
APOSTOL, Tom M. Calculus. USA: Blaisdell, 1969.
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Planetmath. http://planetmath.org/.
VYGODSKY, M. Mathematical Handbook. Moscow: Mir Publishers, 1971.
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