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Probabilidades e estatística III-10



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Medidas de localização

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São também denominadas medidas de tendência central. A média é, de longe, o parâmetro mais significativo e mais usado, mas há outros que serão vistos nos próximos itens.


Média



Seja uma amostra de n elementos x1, x2 ... xn. A média ou valor médio é dada por:

x 1  i=1...n xi  #A.1#
n

Exemplo: foram tomadas 8 medidas de um determinado comprimento com os resultados abaixo.

x (mm) 45,07 45,01 44,95 44,99 45,02 44,87 45,11 45,03

A média dos valores, calculada segundo #A.1#, é x = 45,01 mm.


Se os dados estão agrupados em m faixas, cada faixa com valor médio xi e freqüência relativa ri, a média do conjunto pode ser calculada por:

xi=1...m xi ri #A.2#.

Exemplo: a tabela abaixo indica os tempos de duração de um lote de 150 ferramentas usadas por uma máquina. Estão divididas em grupos de acordo com a duração média. Exemplo: 5 ferramentas duraram em média 55 horas, 7 ferramentas duraram em média 65 horas e assim sucessivamente.

x (h) 55 65 75 85 95 105 115 125 135 145 155
a 5 7 10 21 33 32 22 13 2 3 2
r 0,03 0,05 0,07 0,14 0,22 0,21 0,15 0,09 0,01 0,02 0,01

As freqüências relativas estão calculadas na linha r da tabela pela divisão da freqüência absoluta (linha a) pelo total (∑ a). Calculando pela fórmula #A.2#, x = 99,3 h.


Mediana



Seja uma amostra com n valores x1, x2 ... xn em ordem crescente. A mediana m desses elementos é o valor em relação ao qual uma metade dos elementos tem valores menores e a outra metade tem valores maiores. É calculada por:

m =  xn/2 + x(n/2)+1   #B.1#. Para n par.
2

m = x(n+1)/2  #B.2#. Para n ímpar.


Exemplos:

• A amostra de valores {3, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 8, 10} tem mediana 6.

• A amostra {4, 6, 7, 9, 11, 12, 14, 15} tem mediana 10.

Do conceito de percentil, visto na página anterior, pode-se concluir que a mediana equivale ao percentil 50 ou ao segundo quartil ou ao quinto decil.


Moda



É o valor que ocorre com mais freqüência. Usado apenas para análises qualitativas. Não é necessariamente único e pode não existir. A sua determinação é usualmente feita a partir de um histograma. Exemplos:

• A amostra {3, 4, 9, 11, 12, 15} não tem moda.

• A amostra {2, 2, 3, 3, 5, 8, 8, 8, 12, 14} tem moda 8.

• A amostra {3, 4, 4, 4, 5, 5, 8, 8, 8, 12, 14} tem modas 4 e 8.

Exemplos de função de densidade
Figura 01
Não há relação matemática entre os parâmetros média, mediana e moda. Mas algumas relações comparativas podem ser observadas de acordo com a geometria da curva da função de densidade.

Uma distribuição simétrica, como (b) da Figura 01, deve ter

média = mediana = moda  #C.1#.

Uma distribuição concentrada à esquerda (a da figura) deve ter

moda < mediana < média  #C.2#.

E uma concentrada à direita (c da figura) deve ter

média < mediana < moda  #C.3#.


Ponto médio



É dado pela média aritmética entre o menor valor e o maior valor. Não é um indicador confiável. Normalmente, só é usado em casos nos quais o comportamento dos valores extremos é importante.



Medidas de dispersão

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Enquanto as medidas de localização dão idéia do local da concentração dos valores de uma amostra, as medidas de dispersão dão indicação da magnitude dessa concentração ou dispersão.


Amplitude



É dada pela diferença entre o maior valor e o menor. Portanto, para n valores x1, x2 ... xn, a amplitude é

A = max(xi) − min(xi) #A.1#.


Desvio médio



É dado pela média dos desvios em relação à média da amostra. Se x1, x2 ... xn são os valores,

DM =  1  i=1...n (xix #B.1#
n

Onde x é a média calculada conforme tópico anterior.

Se os dados estão agrupados em m faixas e cada faixa tem valor médio xi e freqüência relativa ri,

DM ≈ i=1...m (xix) ri #B.2#. Onde x é a média calculada conforme tópico anterior.


Variância



Para uma amostra de n elementos x1, x2 ... xn, a variância é calculada por:

s2  i=1...n (xix)2   #C.1#
n − 1

Onde x é a média dos elementos determinada conforme tópico anterior.

A divisão por n − 1 e não por n ocorre para produzir uma estimativa melhor da variância real da população (em geral, os desvios das amostras tendem a ser menores que os das respectivas populações). Entretanto, se o tamanho da amostra é razoável, há pouca diferença entre dividir por n − 1 ou dividir por n, e ambas as formas podem ser usadas (é comum a notação sn2 para a variância da amostra calculada com a divisão por n).

Se os dados estão agrupados em m faixas e cada faixa tem valor médio xi e freqüência relativa ri,

s2 ≈ [ i=1...n (xix)2 ri ] #C.3#.


Exemplo 01: para a tabela do tópico anterior,

x (mm) 45,07 45,01 44,95 44,99 45,02 44,87 45,11 45,03

a variância calculada é s2 ≈ 0,00537 segundo fórmula #C.1#.


Exemplo 02: para a segunda tabela do tópico anterior,

x (h) 55 65 75 85 95 105 115 125 135 145 155
a 5 7 10 21 33 32 22 13 2 3 2
r 0,03 0,05 0,07 0,14 0,22 0,21 0,15 0,09 0,01 0,02 0,01

a variância calculada é s2 ≈ 380,51 segundo fórmula #C.3#.


Desvio-padrão



É definido pela raiz quadrada da variância e simbolizado por s. Portanto,

s = √s2  #D.1#, onde s2 é a variância conforme item anterior.


Coeficiente de variação



É um parâmetro definido pela relação entre o desvio-padrão e a média:

CV =  s   #E.1#
x

Entretanto, a sua aplicação é limitada. Não há sentido se a média é igual a ou próxima de zero.


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