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Probabilidades e estatística II-12



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Esperança condicional

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Por simplicidade, considera-se apenas o caso discreto. Sejam os parâmetros:

X:  uma variável aleatória
S = {x1, x2, ...}: espaço amostral de X
F:  um evento qualquer

A esperança condicional de X dado F é definida por:

E( X | F ) = Σi xi P( X = xi | F ) #A.1#.

É, portanto, a esperança calculada com as probabilidades condicionais para o evento F.

Do conceito de probabilidade condicional, pode-se facilmente concluir que

E( X|Y ) = E(X)  se X e Y são independentes.


O teorema da esperança total (aqui não demonstrado) estabelece que:

E[ E( X|Y ) ] = E( X ) para X e Y #B.1#.


Exemplo: um dado ideal é jogado e, em seguida, é jogado um número de moedas ideais igual ao valor da face do dado voltada para cima. Determinar a esperança de caras nesse experimento.

Solução: seja D a variável aleatória que representa o valor do dado. Então, o espaço amostral é

d = {1, 2, 3, 4, 5, 6} com p(di) = 1/6. Assim,

E(D) = (1/6) (1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6) = 3,5.

Se C é a variável que indica o número de caras e, considerando que foram jogadas D moedas, a esperança condicional é a metade desse valor porque as moedas são ideais:

E( C | D) = D/2. Usando #B.1#,

E(C) = E[ E( C | D) ] = E( D/2 ) = E(D) / 2 = 3,5 / 2.



Co-variância

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Sejam as variáveis aleatórias X e Y e as respectivas esperanças:

E(X) = μX
E(Y) = μY

A co-variância entre ambas é definida por:

Cov(X, Y) = E[ (X − μX) (Y − μY) ] #A.1#.

Algumas relações para a co-variância (sem demonstração):

Cov(X, X) = Var(X) #B.1#.

Cov(X, Y) = Cov(Y, X) #B.2#.

Cov(X + a, Y + b) = Cov(X, Y) #B.3#.

Cov(a X, b Y) = ab Cov(X, Y) #B.4#.

Cov(X, Y) = E( X Y ) − E(X) E(Y) #B.5#.

Var(X + Y) = Var(X) + Var(Y) + 2 Cov(X, Y) #B.6#.

Var Xi = Var(Xi) + 2 i<j Cov(Xi, Xj) #B.7#.


Obs: da propriedade #B.1#,

Cov(X, X) = Var(X) = σX2, que pode ser visto como σXX. Isso induz uma outra notação para a co-variância:

σXY = Cov(X, Y)  #C.1#.


Se não há correlação estatística entre as variáveis X e Y, ocorre Cov(X, Y) = 0. Assim, a co-variância não é nula para variáveis estatisticamente correlacionadas. Se Cov(X, Y) > 0, Y tende a aumentar com o aumento de X. Se Cov(X, Y) < 0, Y tende a diminuir com o aumento de X.

Variáveis estatisticamente independentes são sempre não-correlacionadas, mas a recíproca nem sempre é verdadeira, ou seja, se a co-variância é nula, as variáveis não são necessariamente independentes.


O coeficiente de correlação entre duas variáveis aleatórias X e Y é dado por:

ρ(X, Y) =  Cov(X, Y)   #D.1#
√[ Var(X) Var(Y) ]

É possível demonstrar que

−1 ≤ ρ(X, Y) ≤ +1 #D.2#.


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