MSPC

   Informações técnicas
| Mapa | Fim pág |

 

Matemática - Tópicos diversos



Índice do grupo | Página anterior | Próxima página |

Cálculo integral |
Convolução |
Funções circulares |
Funções hiperbólicas |
Logaritmos |
Lugar geométrico (exemplo de): arco capaz |
Índices

Ciência dos materiais
Eletricidade e eletromagnetismo
Eletrônica digital
Eletrônica em geral
Fluidos, calor, frio, etc
Informática
Matemática
Mecânica teórica
Resistência dos materiais
Temas técnicos diversos
Temas diversos
Termodinâmica / transmissão de calor


Cálculo integral

  | Topo pág | Fim pág |

A integração pode ser considerada a operação inversa da derivação. Seja uma função f(x). A integral indefinida dessa função é uma função simbolizada por:

f(x) dx #A.1#. E a sua derivada é igual a f(x).

Portanto, se y = f(x) dx, ocorre dy/dx = f(x) ou dy = f(x) dx #B.1#.

Desde que a derivada de uma constante é nula, a função y acima acrescida de qualquer constante satisfaz à definição de integral. Assim, é usual indicar as funções de integrais na forma genérica:

f(x) dx = g(x) + C #C.1#. Onde C é uma constante qualquer.

Integral definida
Figura 01
A integral definida corresponde à diferença da função integral entre dois pontos e equivale à área S sob a curva entre tais pontos. Ver Figura 01.

Neste site, a notação clássica indicada na figura é ligeiramente alterada com uso dos valores apenas na parte inferior por facilidade de edição. Assim,

a...b f(x) dx = g(b) − g(a) #C.2#.

Notar que, no cálculo da integral definida, a constante C é eliminada pela subtração.

Algumas propriedades da integral

 a f(x) dx = a  f(x) dx #D.1#
 [ f1(x) + f2(x) + ... ] dx =  f1(x) dx +  f2(x) dx + ... #D.2#
 u dx = u x −  x du #D.3#

A relação #D.3# é conhecida como integração por partes. Ela decorre da propriedade das diferenciais d(ux) = u dx + x du. Exemplo de aplicação:

Seja u = ln x. Das tabelas de diferenciais, du = (1/x) dx. Assim, x du = x (1/x) dx = dx = x + C. Portanto,

ln x dx = x ln x − x + C #D.4#.


Algumas integrais importantes

 xn dx = [ xn+1 / (n+1) ] + C para n ≠ −1 #E.1#
 (1/x) dx = ln x + C #E.2#
 ax dx = (ax/ln a) + C #E.3#
 eax dx = (1/a)eax + C #E.4#
 sen x dx = − cos x + C #E.5#
 cos x dx = sen x + C #E.6#
 tan x dx = − ln | cos x | + C #E.7#
 cot x dx = ln | sen x | + C #E.8#


Convolução

  | Topo pág | Fim pág |

Sejam duas funções g(x) e h(x). A convolução ou produto de convolução dessas funções é definida por:

(g * h)(x) = −∞...+∞ g(u) h(x − u) du #A.1#.

Para variáveis discretas, pode ser escrita como:

(g * h)(x) = k=−∞...+∞ g(k) h(x − k) #B.1#.

Algumas propriedades:

g * h = h * g #C.1#
a (g * h) = (ag) * h = g * (ah) #C.2#
f * (g * h) = (f * g) * h #C.3#
f * (g + h) = (f * g) + (f * h) #C.4#

O conceito é de especial importância em estudos de sinais periódicos ou não, processamento digital de imagens e em várias outras aplicações.



Funções circulares

  | Topo pág | Fim pág |

Seja, conforme Figura 01, uma circunferência de raio r e um ângulo central α contado do eixo horizontal em sentido anti-horário. As funções circulares básicas, também denominadas funções trigonométricas, são a seguir definidas.

Funções circulares
Figura 01
Seno: sen α = y / r #A.1#.

Co-seno: cos α = x / r #B.1#.

Tangente: tan α = y / x #C.1#.

Co-tangente: cot α = x / y #D.1#.

Do teorema de Pitágoras,

y2 + x2 = r2 ou (y/r)2 + (x/r)2 = 1. Assim,

sen2α + cos2 α = 1 #E.1#.

Outras relações básicas:

tan α cot α = 1 #F.1#
1 + tan2α = 1 / cos2α #F.2#
1 + cot2α = 1 / sen2α #F.3#

Outras igualdades para essas funções podem ser vistas na página Relações trigonométricas deste site.



Funções hiperbólicas

  | Topo pág | Fim pág |

A Figura 01 mostra curvas aproximadas para as funções a seguir definidas.

Funções hiperbólicas
Figura 01
Seno hiperbólico:

senh x = (ex − e−x) / 2 #A.1#.

Co-seno hiperbólico:

cosh x = (ex + e−x) / 2 #B.1#.

Tangente hiperbólica:

tanh x = senh x / cosh x #D.1#.

Co-tangente hiperbólica:

coth x = cosh x / senh x #E.1#.

Algumas propriedades:

cosh2 x − senh2 x = 1 #F.1#
tanh x . coth x = 1 #F.2#
senh x = −j sen (jx) #F.3#
cosh x = cos (jx) #F.4#
sen x = −j senh (jx) #F.5#
cos x = cosh (jx) #F.6#

Obs: nas relações acima, j é a unidade imaginária (√−1).



Logaritmos

  | Topo pág | Fim pág |

A expressão m = loga b #A.1# indica que o número m é o logaritmo do número b na base a. Isso significa que b = am, ou seja, é o inverso da exponencial. Na prática, as bases usadas são principalmente duas:

Decimal (a = 10): escreve-se simplesmente m = log b #B.1#.

Natural (a = e ≈ 2,7182818): indicado por m = ln b #B.2#.

Como conseqüência da definição, ocorrem as igualdades seguintes:

loga 1 = 0 #C.1#
loga 0 = −∞ #C.2#
loga ∞ = ∞ #C.3#
loga a = 1 #C.4#
log 10 = 1 #C.5#
ln e = 1 #C.6#

Para o cálculo de expressões logarítmicas, as seguintes propriedades são válidas:

loga (x y) = loga x + loga y #D.1#
loga (x/y) = loga x − loga y #D.2#
loga (xn) = n loga x #D.3#
loga (x1/n) = (1/n) loga x #D.4#
log 10n = n #D.5#

O logaritmo do inverso de um número é algumas vezes denominado co-logaritmo. Assim, colog x = log (1/x) #D.A#. Usando as relações #D.2# e #C.1#,

colog x = log (1/x) = log 1 − log x = − log x #D.B#.


Conversão de bases:

loga N = loga b logb N #E.1#.

O fator loga b é denominado módulo do sistema de logaritmos de base a com relação ao sistema de base b. Para conversão entre logaritmos naturais e decimais, os módulos aproximados são:

ln x ≈ 2,3026 log x #E.2#   log x ≈ 0,4343 ln x #E.3#


Obs: o número e (base dos logaritmos naturais) é uma das mais importantes constantes matemáticas. Aparece em inúmeros conceitos matemáticos que envolvem limites e derivadas. As igualdades mais comuns são:

e = limn→∞ (1 + 1/n)n #F.1#   e = ∑n=0...∞ 1/n! #F.2#



Lugar geométrico (exemplo de): arco capaz

  | Topo pág | Fim pág |

Seja um segmento de reta AB. Deseja-se saber o lugar geométrico de todos os pontos pelo qual esse segmento é visto sob o mesmo ângulo α.

Arco capaz
Figura 01
A resposta é dada por um círculo conforme Figura 01 ao lado. E a parte da circunferência acima de AB na figura é denominada arco capaz.

É possível demonstrar facilmente que, para qualquer ponto sobre o arco (P, P', ...), o ângulo α é constante e igual à metade do ângulo central 2α.

Dado o segmento AB, o círculo pode ser determinado com uma reta que forma um ângulo α em A. Essa reta é tangente à circunferência em A. Portanto, uma perpendicular define a direção do raio e uma perpendicular passando pelo ponto médio de AB (não exibida na figura) permite determinar o centro O.

Para pontos na circunferência e abaixo de AB, o ângulo é 180 − α. Notar que, se o segmento AB for um diâmetro da circunferência, α é um ângulo reto.


Topo | Índice do grupo | Página anterior | Próxima página | Última revisão ou atualização: Mar/2008
Melhor visto com
1024x768 px

© Marco Soares

Termos de uso


Referências:

BOUCHÉ, Ch; LEITNER, A; SASS, F. Dubbel - Manual da Construção de Máquinas. São Paulo: Hemus, 1979.

GIEK, Kurt. Manual de Fórmulas Técnicas. São Paulo: Hemus.
Planetmath. http://planetmath.org/.

SIMMONS, H. A. College Algebra. New York: Macmillan.

VYGODSKY, M. Mathematical Handbook. Moscow: Mir Publishers, 1971.