Cálculo integral
| Topo pág | Fim pág |
A integração pode ser considerada a operação inversa da derivação. Seja uma função f(x). A
integral indefinida dessa função é uma função simbolizada por:
∫ f(x) dx #A.1#. E a sua derivada é igual a f(x).
Portanto, se
y = ∫ f(x) dx, ocorre
dy/dx = f(x) ou
dy = f(x) dx #B.1#.
Desde que a derivada de uma constante é nula, a função y acima acrescida de qualquer constante satisfaz à definição de integral. Assim, é usual indicar as funções de integrais na forma genérica:
∫ f(x) dx = g(x) + C #C.1#. Onde C é uma constante qualquer.
|
| Figura 01 |
A
integral definida corresponde à diferença da função integral entre dois pontos e equivale à área S sob a curva entre tais pontos. Ver Figura 01.
Neste site, a notação clássica indicada na figura é ligeiramente alterada com uso dos valores apenas na parte inferior por facilidade de edição. Assim,
∫a...b f(x) dx = g(b) − g(a) #C.2#.
Notar que, no cálculo da integral definida, a constante C é eliminada pela subtração.
Algumas propriedades da integral
∫ a f(x) dx = a ∫ f(x) dx #D.1#
∫ [ f1(x) + f2(x) + ... ] dx = ∫ f1(x) dx + ∫ f2(x) dx + ... #D.2#
∫ u dx = u x − ∫ x du #D.3#
A relação
#D.3# é conhecida como
integração por partes. Ela decorre da propriedade das diferenciais
d(ux) = u dx + x du. Exemplo de aplicação:
Seja
u = ln x. Das tabelas de diferenciais,
du = (1/x) dx. Assim,
∫ x du = ∫ x (1/x) dx = ∫ dx = x + C. Portanto,
∫ ln x dx = x ln x − x + C #D.4#.
Algumas integrais importantes
∫ xn dx = [ xn+1 / (n+1) ] + C para n ≠ −1 #E.1#
∫ (1/x) dx = ln x + C #E.2#
∫ ax dx = (ax/ln a) + C #E.3#
∫ eax dx = (1/a)eax + C #E.4#
∫ sen x dx = − cos x + C #E.5#
∫ cos x dx = sen x + C #E.6#
∫ tan x dx = − ln | cos x | + C #E.7#
∫ cot x dx = ln | sen x | + C #E.8#
Convolução
| Topo pág | Fim pág |
Sejam duas funções g(x) e h(x). A
convolução ou
produto de convolução dessas funções é definida por:
(g * h)(x) = ∫−∞...+∞ g(u) h(x − u) du #A.1#.
Para variáveis discretas, pode ser escrita como:
(g * h)(x) = ∑k=−∞...+∞ g(k) h(x − k) #B.1#.
Algumas propriedades:
g * h = h * g #C.1#
a (g * h) = (ag) * h = g * (ah) #C.2#
f * (g * h) = (f * g) * h #C.3#
f * (g + h) = (f * g) + (f * h) #C.4#
O conceito é de especial importância em estudos de sinais periódicos ou não, processamento digital de imagens e em várias outras aplicações.
Funções circulares
| Topo pág | Fim pág |
Seja, conforme Figura 01, uma circunferência de raio r e um ângulo central α contado do eixo horizontal em sentido anti-horário. As funções circulares básicas, também denominadas
funções trigonométricas, são a seguir definidas.
|
| Figura 01 |
Seno:
sen α = y / r #A.1#.
Co-seno:
cos α = x / r #B.1#.
Tangente:
tan α = y / x #C.1#.
Co-tangente:
cot α = x / y #D.1#.
Do teorema de Pitágoras,
y2 + x2 = r2 ou
(y/r)2 + (x/r)2 = 1. Assim,
sen2α + cos2 α = 1 #E.1#.
Outras relações básicas:
tan α cot α = 1 #F.1#
1 + tan2α = 1 / cos2α #F.2#
1 + cot2α = 1 / sen2α #F.3#
Outras igualdades para essas funções podem ser vistas na página
Relações trigonométricas deste site.
Funções hiperbólicas
| Topo pág | Fim pág |
A Figura 01 mostra curvas aproximadas para as funções a seguir definidas.
|
| Figura 01 |
Seno hiperbólico:
senh x = (ex − e−x) / 2 #A.1#.
Co-seno hiperbólico:
cosh x = (ex + e−x) / 2 #B.1#.
Tangente hiperbólica:
tanh x = senh x / cosh x #D.1#.
Co-tangente hiperbólica:
coth x = cosh x / senh x #E.1#.
Algumas propriedades:
cosh2 x − senh2 x = 1 #F.1#
tanh x . coth x = 1 #F.2#
senh x = −j sen (jx) #F.3#
cosh x = cos (jx) #F.4#
sen x = −j senh (jx) #F.5#
cos x = cosh (jx) #F.6#
Obs: nas relações acima, j é a unidade imaginária (√−1).
Logaritmos
| Topo pág | Fim pág |
A expressão
m = loga b #A.1# indica que o número m é o
logaritmo do número b na
base a. Isso significa que b = a
m, ou seja, é o inverso da exponencial. Na prática, as bases usadas são principalmente duas:
Decimal (a = 10): escreve-se simplesmente
m = log b #B.1#.
Natural (a = e ≈ 2,7182818): indicado por
m = ln b #B.2#.
Como conseqüência da definição, ocorrem as igualdades seguintes:
loga 1 = 0 #C.1#
loga 0 = −∞ #C.2#
loga ∞ = ∞ #C.3#
loga a = 1 #C.4#
log 10 = 1 #C.5#
ln e = 1 #C.6#
Para o cálculo de expressões logarítmicas, as seguintes propriedades são válidas:
loga (x y) = loga x + loga y #D.1#
loga (x/y) = loga x − loga y #D.2#
loga (xn) = n loga x #D.3#
loga (x1/n) = (1/n) loga x #D.4#
log 10n = n #D.5#
O logaritmo do inverso de um número é algumas vezes denominado
co-logaritmo. Assim,
colog x = log (1/x) #D.A#. Usando as relações
#D.2# e
#C.1#,
colog x = log (1/x) = log 1 − log x = − log x #D.B#.
Conversão de bases:
loga N = loga b logb N #E.1#.
O fator
loga b é denominado
módulo do sistema de logaritmos de base a com relação ao sistema de base b. Para conversão entre logaritmos naturais e decimais, os módulos aproximados são:
ln x ≈ 2,3026 log x #E.2# log x ≈ 0,4343 ln x #E.3#
Obs: o número e (base dos logaritmos naturais) é uma das mais importantes constantes matemáticas. Aparece em inúmeros conceitos matemáticos que envolvem limites e derivadas. As igualdades mais comuns são:
e = limn→∞ (1 + 1/n)n #F.1# e = ∑n=0...∞ 1/n! #F.2#
Lugar geométrico (exemplo de): arco capaz
| Topo pág | Fim pág |
Seja um segmento de reta AB. Deseja-se saber o lugar geométrico de todos os pontos pelo qual esse segmento é visto sob o mesmo ângulo α.
|
| Figura 01 |
A resposta é dada por um círculo conforme Figura 01 ao lado. E a parte da circunferência acima de AB na figura é denominada arco capaz.
É possível demonstrar facilmente que, para qualquer ponto sobre o arco (P, P', ...), o ângulo α é constante e igual à metade do ângulo central 2α.
Dado o segmento AB, o círculo pode ser determinado com uma reta que forma um ângulo α em A. Essa reta é tangente à circunferência em A. Portanto, uma perpendicular define a direção do raio e uma perpendicular passando pelo ponto médio de AB (não exibida na figura) permite determinar o centro O.
Para pontos na circunferência e abaixo de AB, o ângulo é 180 − α. Notar que, se o segmento AB for um diâmetro da circunferência, α é um ângulo reto.
Topo |
Índice do grupo |
Página anterior |
Próxima página |
Última revisão ou atualização: Mar/2008
Referências:
BOUCHÉ, Ch; LEITNER, A; SASS, F. Dubbel - Manual da Construção de Máquinas. São Paulo: Hemus, 1979.
GIEK, Kurt. Manual de Fórmulas Técnicas. São Paulo: Hemus.
|
Planetmath. http://planetmath.org/.
SIMMONS, H. A. College Algebra. New York: Macmillan.
VYGODSKY, M. Mathematical Handbook. Moscow: Mir Publishers, 1971.
|