Conceito
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Também denominada mapeamento, transformação linear é uma função cujo domínio está em um espaço linear (espaço vetorial) e cujos resultados (ou
valores) estão em outro espaço linear. Considerando V o espaço do domínio e W o espaço dos valores, a representação simbólica de uma transformação T é:
T: V → W #A.1#.
Se x é um elemento genérico em V, diz-se que T(x) é a
imagem de x sob T. Se X é um subespaço qualquer de V, diz-se também que T(X) é a
imagem de X sob T.
Entretanto, os conceitos acima não são suficientes para caracterizar uma transformação linear. São necessárias ainda duas propriedades básicas:
T(x + y) = T(x) + T(y) #B.1#.
T(a x) = a T(x) #B.2#.
Essas igualdades podem ser combinadas em uma ou, de forma mais genérica, ser expressas em termos de somatórios.
T(ax + by) = a T(x) + b T(y) #C.1#.
T(∑i=1...n ai xi) = ∑i=1...n ai T(xi) #C.2#.
Nas igualdades acima x, y e x
i são elementos em V e a, b e a
i são escalares.
Exemplos de transformações lineares
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A
multiplicação por um escalar é uma transformação para o mesmo espaço, pois faz parte de um dos postulados básicos dos espaços lineares. Portanto,
Se
T(x) = a x #A.1#, a transformação é do tipo T: V → V.
A
transformação unitária é a anterior com a = 1, ou seja,
T: V → V onde
T(x) = x #B.1#. Pode ser indicada por I ou I
V.
A
transformação nula é dada com a = 0. Portanto,
T: V → V onde
T(x) = 0 #C.1#. Pode ser indicada por 0.
Equações lineares: seja V um espaço vetorial de n dimensões
(V = Vn) e W um espaço vetorial de m dimensões
(W = Vm). Seja
aik um conjunto de
m x n números reais onde
1 ≤ i ≤ m e
1 ≤ k ≤ n. Então o conjunto de equações
yi = ∑k=1...n aik xk para i = 1 até m (
#D.1#) é uma transformação
T: V
n → V
m que faz o mapeamento de cada vetor
x{x1 ... xn} em V
n no vetor
y{y1 ... ym} em V
m.
Transformações lineares e matrizes
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Seja a transformação
T: V → W, onde V é um espaço de dimensões finitas n e W um espaço de dimensões finitas m. Assim, cada vetor em V pode ser representado pelos elementos de uma base
{ v1, v2 ... vn }. E cada vetor em W pode ser representado em termos de uma base
{ w1, w2 ... wm }.
| A = |
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a11 a12 ... a1n
a21 a22 ... a2n
. . .
. . .
am1 am2 ... amn
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| Figura 01 |
É possível demonstrar que essa transformação linear pode ser, de forma conveniente, representada por uma matriz m x n (m linhas e n colunas) conforme Figura 01 ao lado. Cada linha da matriz é um componente do elemento transformado em W. Ver exemplos a seguir.
Seja a matriz 2 x3 da Figura 02. Há, portanto, a transformação de um espaço de vetores em 3 dimensões (V
3) para vetores em 2 dimensões (V
2). Ou seja, uma transformação
T: V3 → V2 tal que cada vetor
{ x1, x2, x3 } em V
3 é mapeado para um vetor
{ y1, y2 } em V
2 segundo as equações:
y1 = 3 x1 + 2 x2 + 1 x3
Y2 = 4 x1 + 0 x2 + 5 x3
Os exemplos seguintes são casos particulares comuns de transformações em espaços bidimensionais, isto é, T: V
2 → V
2.
A: ampliação de 3 em todas as direções.
B: reflexão contra o eixo x.
C: projeção no eixo y.
D: compressão de fator 2.
E: rotação 90º anti-horária.
F: rotação 90º horária.
Notar que, nos casos particulares acima, x e y se referem a coordenadas no primeiro espaço, isto é, equivalentes a x
1 e x
2 do exemplo da Figura 02.
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Última revisão ou atualização: Abr/2008
Referências:
APOSTOL, Tom M. Calculus. USA: Blaisdell, 1969.
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Planetmath. http://planetmath.org/.
WOLFRAM MATHWORLD. http://mathworld.wolfram.com/.
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