Seguem definições dos principais componentes de redes, alguns deles mantidos em inglês pois são mais usados nessa forma:
Dispositivos: elementos terminais da rede que interagem com o usuário. Normalmente são computadores, mas podem ser outros como impressoras.
Concentradores: nome genérico para equipamentos intermediários como hubs, switches, bridges, roteadores.
Segmentos: meios físicos secundários de comunicação que interligam dispositivos e concentradores.
Backbones: meios físicos principais de comunicação que interligam concentradores. Esses, bem como os segmentos, podem ser cabos elétricos, fibras óticas, ondas eletromagnéticas. É lógico supor que, numa mesma rede, os backbones têm em geral maior
capacidade que os segmentos. Exemplo: uma rede pode ter backbones de 100 Mbps (megabits por segundo) e segmentos de 10 Mbps. O termo backbone (espinha dorsal em inglês) é também usado para a Internet, com um sentido mais abrangente, que será visto em futuras atualizações.
Redes em linha (ou barramento) |
Topo | Fim
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Este tipo de arranjo, conforme figura abaixo, emprega basicamente cabos coaxiais. Atualmente, não é mais usado.
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| Fig 01 |
Nas extremidades são inseridos terminais (resistores de acoplamento) para evitar problemas de retorno de sinal devido à diferença de impedâncias.
Pode ser considerado como o arranjo anterior em forma de circuito fechado. Como exemplo, podemos citar uma tecnologia de rede desenvolvida pela IBM denominada
token ring, cujo princípio de operação é a seguir descrito.
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| Fig 01 |
Quando a rede está ociosa (sem transmissão), circula continuamente pela mesma um pacote de sinal (token) para informar a cada dispositivo que dados podem ser transmitidos.
Se um dispositivo deseja transmitir, ele remove o pacote de sinal quando por ele passar e insere o seu pacote de dados. Esse pacote, ao retornar para o dispositivo emissor, é removido da rede e substituído pelo sinal.
Enquanto o pacote de dados circula pela rede, os demais dispositivos entendem que não podem transmitir e o dispositivo de destino captura uma cópia do mesmo. É, portanto, uma forma de evitar colisões diferente da usada pelo padrão Ethernet.
O anel não precisa ser fisicamente do tamanho da rede. Pode ser um dispositivo que internamente faz o processo e, assim, a configuração física fica parecida com uma estrela conforme
Tópico Redes em estrela, mas a operação é diferente.
Elas usam o protocolo de mesmo nome, mencionado no final da página anterior (mais detalhes em futuras atualizações desta série). É o padrão atual, usado pela maioria das redes locais.
O gerenciamento da transmissão não é igual ao da rede anterior. Se um dispositivo deseja transmitir, ele verifica se não há tráfego na rede. Se não há, ele transmite o pacote. Se há tráfego, ele continua verificando até encontrar a rede livre. Entretanto, dois ou mais dispositivos podem, ao mesmo tempo, desejar transmitir e encontrar a rede livre. Neste caso será criada uma colisão e todos os dispositivos da rede entendem isso e fazem uma pausa na
transmissão.
Uma analogia pode ser feita com duas ou mais pessoas que trabalham usando telefones que partilham a mesma linha (extensões). Se uma pessoa deseja fazer uma ligação, tira o fone do gancho e verifica se está livre. Se não está, repete o procedimento até encontrar
a linha desocupada. Entretanto, a linha pode estar livre e duas pessoas podem ao mesmo tempo tirar o fone do gancho. Ouvem o sinal de linha livre e discam simultaneamente. Essa colisão provavelmente resultará em nenhuma ligação completada.
É o modelo empregado nos tempos atuais.Notar a necessidade de um equipamento extra, o
hub, que interliga os diversos dispositivos.
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| Fig 01 |
Os hubs têm a função de transferir os pacotes de um segmento para todos os demais, não fazendo nenhum tipo de seleção ou endereçamento.
Considerando o modelo OSI da página anterior, os hubs pertencem à camada física.
Uma rede mista pode ser considerada uma combinação da rede em linha e da rede em estrela.
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| Fig 01 |
É uma configuração mais racional para um número maior de dispositivos que, em muitos casos práticos, se encontram agrupados em locais distintos.
Entretanto, um problema ainda persiste: todos os pacotes são enviados a todos os dispositivos, uma vez que os hubs não fazem distinções. E a rede não será certamente das mais eficientes.
Cada dispositivo só precisa receber pacotes que lhe são endereçados e tal situação sobrecarrega os meios de transmissão e proporciona mais chances de colisões.
Soluções foram desenvolvidas para minimizar esses problemas, conforme comentadas nos próximos tópicos.
Uma das primeiras soluções para reduzir o envio de pacotes desnecessários foi o uso de um dispositivo chamado
bridge (ponte, em inglês).
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| Fig 01 |
Na Figura 01 deste tópico, as sub-redes A e B são interligadas por um bridge.
Se um pacote, transmitido por um dispositivo em A, se destina a outro também em A, o bridge não permite que ele passe para a sub-rede B. E de forma análoga para pacotes transmitidos por
dispositivos da sub-rede B.
Notar que o arranjo não elimina totalmente as ineficiências e colisões, que podem ocorrer tanto em A quanto em B. Mas há uma significativa redução.
Conforme dito no tópico anterior, o uso de bridge não elimina totalmente o tráfego indesejado e colisões. Switches são dispositivos semelhantes a hubs, mas não repetem o mesmo pacote para todas as portas. Cada pacote é dirigido para o dispositivo de destino, evitando colisões e excesso de tráfego.
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| Fig 01 |
No exemplo da Figura 01, são usados switches nos grupos com mais dispositivos e um hub para o grupo menor.
Como o switch faz esse direcionamento? Cada placa de rede contém no seu hardware um número único de identificação, chamado MAC (Media Access Code).
De forma simplificada pode-se dizer que o software do switch armazena esses números e os usa para enviar o pacote para o destino correto, uma vez que eles fazem parte do próprio pacote de dados.
A Figura 01 dá exemplo de uma rede que vem se tornando comum em condomínios de apartamentos.
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| Fig 01 |
As operadoras de telefonia oferecem acesso à Internet em banda larga (256 Kbps, 512 Kbps) ao custo de uma assinatura mensal.
Como alternativa de custo menor, os moradores podem formar uma rede conforme figura. O servidor funciona ininterruptamente e é ligado à Internet com um link de linha telefônica permanente, instalada pela operadora.
Se alguma unidade tem mais de um computador (31 da figura), é usado um hub que pode inclusive formar uma rede interna entre ambos.
Portanto, todos os computadores têm acesso permanente à Internet. A contrapartida é a possibilidade de algum congestionamento, pois a capacidade do link deve ser tal que ofereça um custo menor que a assinatura individual.
Se você pretende contratar um serviço deste tipo para seu condomínio, é interessante
verificar com a firma fornecedora se há proibição ou bloqueio (melhor) de programas de troca ilegal de arquivos (Kazaa e outros). O problema é que alguns usuários irresponsáveis têm e deixam tais programas funcionando por longos períodos. Eles geram um enorme volume de tráfego na rede. Em geral, basta que apenas um faça isso para comprometer o desempenho do sistema, prejudicando todos os demais.