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Câmeras digitais


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Introdução |
Fotografia convencional |
Digitalizando uma imagem |
Sensores de imagem |
Inserindo cores |
Resolução |
Aproximação |
Outros dados |

 

Índices

Ciência dos materiais
Eletricidade e eletromagnetismo
Eletrônica digital
Eletrônica em geral
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Informática
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Temas técnicos diversos
Temas diversos
Termodinâmica / transmissão de calor

Introdução

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Por falta de alternativas, a fotografia convencional reinou de forma absoluta durante muito tempo. Evoluções, é claro, ocorreram. Do monocromático para o colorido, revelações rápidas, máquinas de baixo custo ou máquinas sofisticadas controladas eletronicamente,  etc.

A fotografia digital mudou a situação. De início os equipamentos eram caros e a qualidade deixava a desejar. De forma similar a outros aparelhos eletrônicos, a evolução tem sido constante e os preços mais acessíveis, tornando a câmera digital um dos objetos de consumo mais desejados dos tempos atuais.

Nesta página, algumas informações sobre a matéria, que poderão ser ampliadas ou atualizadas oportunamente.


Fotografia convencional

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Nesta página não cabem muitos detalhes, apenas alguns comentários superficiais sobre o funcionamento. Apesar da longa idade, ainda é o meio que produz imagens de melhor qualidade por ser um processo fotoquímico. A camada ativa do filme contém grãos microscópicos de cristais produzidos pela combinação de nitrato de prata e haletos.

Fotografia convencional
Fig 01
Na máquina, um conjunto de lentes com diafragma e obturador projeta por um breve período a imagem na superfície do filme.

Nos grãos sensibilizados pela luz ocorre a separação de alguns átomos de prata, mas é ainda uma imagem latente que só é visível após o processo de revelação. Nesta, um agente redutor transforma os íons em prata metálica e as partes mais sensibilizadas (ou seja, as mais claras da imagem) ficam mais escuras e vice-versa, formando um negativo da imagem.

Na impressão da foto ocorre um processo semelhante ao do filme. Desde que é projetado um negativo, as partes mais escuras, que correspondem às mais claras da imagem original, ficam mais claras, reproduzindo o original.

Na realidade, o processo é mais complexo, envolvendo vários outros materiais e etapas, que não são do escopo desta página. Na fotografia colorida, filmes e papéis fotográficos têm 3 camadas de cores. Um processo similar (mas não igual) ao da formação de cores em um cinescópio.


Digitalizando uma imagem

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Na figura abaixo, o quadro da direita é uma ampliação de uma pequena área próxima do centro da imagem do quadro esquerdo. Notar que ela é descontínua, formada por uma matriz de pequenos quadrados ou elementos. Eles são chamados de pixels (do inglês picture element).

Portanto, uma matriz formada por minúsculos fotossensores e um circuito de leitura e processamento dos sinais captados podem substituir o filme fotográfico, sendo este o princípio básico da fotografia digital.

Digitalizando uma imagem
Fig 01
Os fundamentos são simples, mas a implementação prática é mais complexa. Para obter uma imagem de boa qualidade, a quantidade de pixels por unidade de área deve ser alta e, portanto, as dimensões dos sensores elementares devem ser mínimas, o que só foi conseguido com a evolução dos processos de fabricação de circuitos integrados.

As vantagens da fotografia digital são evidentes. Algumas delas: não há revelação, as imagens podem ser vistas quase de imediato. Podem ser enviadas para o computador sem ajuda de scanners. Podem ser facilmente organizadas e, com procedimentos adequados, armazenadas de forma segura e/ou confidencial.

Curiosidade relacionada: o pioneirismo da fotografia convencional é creditado a Nicéphore Niepce, pesquisador francês, que em 1826 usou uma placa de liga de chumbo e estanho revestida com betume da Judéia (um tipo de asfalto). Precisou de 8 h de exposição à luz solar. Na realidade foi um processo de gravação, pois o material ficava insolúvel se exposto à luz.


Sensores de imagem

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O sensor mais comum usado em câmeras digitais é denominado CCD (charge coupled device).

Sensor de imagem CCD
Fig 01
A Figura 01 dá idéia da estrutura de um pixel sensor. Quando fótons de luz atingem a região, pares de elétrons e buracos são criados devido ao efeito fotoelétrico. Os elétrons são atraídos pelo potencial da porta, criando uma carga elétrica na região, que será tanto maior quanto maior a intensidade da luz incidente.

Portanto, o valor da carga em cada pixel tem relação com a intensidade da luz recebida e uma matriz dos mesmos pode captar uma imagem.

Processo de leitura de sensores CCD
Fig 02
Entretanto, não há como ler diretamente o valor da carga em cada pixel. O potencial da porta é fixo, mantido apenas para segurar a carga.

A Figura 02 mostra o processo que permite a leitura: na realidade, cada pixel tem duas portas auxiliares. A aplicação sucessiva de potenciais diferentes move as cargas ao longo de uma linha ou coluna.

Com o uso de uma linha auxiliar na parte inferior conforme Figura 03, a imagem pode ser movida linha a linha pela aplicação simultânea em cada coluna dos potenciais sucessivos da Figura 04.

E, no canto inferior direito, um eletrodo recebe a informação seqüencial de cada linha da imagem.

Notar que é um dispositivo analógico. O sinal de saída, que é bastante fraco, precisa ser amplificado e transformado em digital por um conversor apropriado.

Varredura da imagem numa matriz CCD
Fig 03
As dimensões dos pixels são bastante pequenas. Valores típicos estão na faixa de 10 a 20 µm. Assim, a área de imagem de um CCD de 1024 x 1024 pixels pode ser tão reduzida como 10 x 10 mm.

O nome (charge coupled device) é dado em razão do processo de movimento das cargas. Existem também sensores com tecnologia CMOS, que usam fotodiodos e transistores para os pixels. Nestes, o acesso a cada pixel é individual, não há movimento de cargas. Em geral, os sensores CMOS apresentavam qualidade de imagem inferior, menores resoluções e sensibilidades. Mas o custo é menor e o consumo de energia também. E a velocidade é maior pois não há o processo de transferência de cargas.

A tecnologia CMOS também evolui e já é possível encontrar performance parecida, com a significativa vantagem do menor consumo.


Inserindo cores

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Se fossem usados apenas sensores conforme tópico anterior, a imagem seria monocromática, pois só há informação da intensidade em cada pixel, não da cor.

Filtros de cores
Fig 01
Existem vários meios de captura de cor. Um deles é indicado na Figura 01 ao lado. Um dispositivo ótico dotado de filtros para cada cor fundamental (vermelho, verde, azul) dirige a imagem para o respectivo sensor.

Por usarem 3 sensores, máquinas deste tipo são obviamente mais caras e não podem ser muito compactas.
Disco giratório com filtros de cores
Fig 02
A Figura 02 dá outro arranjo que já foi usado. Um disco giratório com filtros permite a projeção de cada cor em um único sensor.

Não é uma solução muito prática. Ocupa espaço físico e, desde que as informações das cores não são obtidas de forma simultânea, a câmera e a cena devem estar imóveis para melhor resultado.
Filtro Bayer
Fig 03
O método de captura de cor mais usado é indicado na Figura 03. É chamado filtro Bayer. Em frente a cada pixel são colocados filtros de cores fundamentais, dispostas de forma alternada.

Na recomposição da imagem, o software usa um algoritmo que calcula a cor de cada pixel pela média dos adjacentes, resultando numa boa aproximação com a imagem real.

Notar que a quantidade de verdes é maior que as demais. Isso serve para compensar a sensibilidade da vista humana, que não é igual para todas as cores.


Resolução

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É evidente que a qualidade da imagem será tanto melhor quanto maior for o número de pixels por unidade de área do sensor. Esta propriedade é chamada resolução e em geral é dada pela quantidade na horizontal e na vertical ou pelo produto das mesmas (em megapixels).

É também evidente que o preço aumenta com a resolução. A tabela abaixo dá algumas resoluções encontradas no mercado.

Pixels Megapixels Obs
256 x 256 0,06 Máquinas de baixo custo. Qualidade da imagem é ruim.
640 x 480 0,3 Suficiente para imagens em páginas na Internet.
1216 x 912 1,1 Melhor qualidade. Para impressões até cerca de 12 x 20 cm.
1600 x 1200 1,9 Para impressões até cerca de 20 x 25 cm.

Atualmente é possível encontrar máquinas com resoluções próximas de 10 megapixels. Não há especificação igual para o filme fotográfico convencional. Neste, o processo é analógico e, na prática, podemos dizer que existem ilimitados valores de intensidades e cores possíveis. O que se define é o tamanho médio dos grãos. Um filme de 35 mm de grão fino tem uma capacidade de resolução maior que 50 vezes a de uma máquina digital de 3 megapixels.


Aproximação

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O processamento digital da imagem permite recursos como a aproximação (zoom), quando se deseja detalhes de uma área pequena da cena.

Aproximação digital rudimentar
Fig 01
Entretanto, sempre há perda de qualidade, por melhores que sejam os algoritmos de interpolação do software.

O exemplo da Figura 01 não foi feito com máquina, mas com um programa gráfico. Pode-se notar a perda de nitidez da área ampliada.

Câmeras mais sofisticadas têm zoom ótico, para aproximação sem perda de qualidade.


Outros dados

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Uma vez tomada a foto, o microprocessador faz seu trabalho e a imagem está pronta para ser vista e/ou armazenada. A maioria das máquinas atuais dispõe de um visor de cristal líquido (LCD) que permite a visualização.

Encontram-se no mercado câmeras diversos meios de armazenagem das imagens em forma de arquivos: disquete, memória flash (no circuito ou removível em forma de cartão), disco rígido e, mais recentemente, até CD e DVD. Normalmente, são usados softwares de compressão de imagens para maximizar o aproveitamento da memória. Muitas máquinas permitem mais de um nível de compressão, de acordo com a qualidade desejada (alta compressão significa arquivos menores e menor qualidade também).

O tipo e o tamanho da memória mais adequados dependem muito da utilização pretendida. Exemplo: um cartão de memória flash de 128 MB permite armazenar até cerca de 75 fotos de uma imagem 1600 x 1200 pixels em formato JPEG de alta qualidade. Para transferir os arquivos para o computador sem uso de cabos é preciso uma interface no mesmo.

Algumas coisas são similares às das máquinas convencionais. Exemplo: diafragma, para regular a intensidade de luz de acordo com a cena e obturador para controlar o tempo de exposição. Nas máquinas digitais este último não precisa ser mecânico, pois o sensor pode ser ativado e desativado eletricamente. Algumas usam uma combinação de ambos os tipos.

O sistema ótico também é similar, com as diferenças técnicas exigidas pela menor área projetada em relação ao filme convencional (menor distância focal). Podem ter lentes com foco fixo e sem zoom, lentes com foco automático ou manual e com zoom e mesmo sistemas removíveis para as mais sofisticadas.
Melhor visto com
1024x768 px

© Marco Soares

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