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Fluidos 03-20 : Medidores comuns de vazão



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Outros medidores de pressão diferencial

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A Figura 01 deste tópico mostra outros arranjos de medidores de pressão diferencial. Em (a), o chamado tubo de Venturi, em homenagem ao seu inventor (G B Venturi, 1797).

Outros medidores de pressão diferencial
Figura 01
O arranjo (b) é denominado bocal. Pode ser considerado uma placa de orifício com entrada suavizada.

Em (c) um cone é o elemento redutor de seção.

No tipo joelho (d) a diferença de pressão se deve à diferença de velocidade entre as veias interna e externa. Há menor perda de carga no fluxo, mas o diferencial de pressão é também menor.

Existem outros arranjos, mas o princípio básico é o mesmo: uma diferença de pressão é convertida em vazão por meios de coeficientes ou fórmulas determinadas empiricamente.

Conforme já mencionado, todos eles introduzem alguma perda de carga no fluxo. Se isso não pode ser tolerado ou desejado, outros tipos devem ser considerados.



Medidores de área variável (rotâmetro)

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Embora possa ser visto como um medidor de pressão diferencial, o rotâmetro é um caso à parte por sua construção especial. A Figura 01 abaixo dá um arranjo típico.

Um tubo cônico vertical de material transparente (vidro ou plástico) contém um flutuador que pode se mover na vertical. Para evitar inclinação, o flutuador tem um furo central pelo qual passa uma haste fixa. A posição vertical y do flutuador é lida numa escala graduada (na figura, está afastada por uma questão de clareza. Em geral, é marcada no próprio vidro).

Medidores de área variável (rotâmetro)
Figura 01
Se não há fluxo, o flutuador está na posição inferior 0. Na existência de fluxo, o flutuador sobe até uma posição tal que a força para cima resultante da pressão do fluxo se torna igual ao peso do mesmo.

Notar que, no equilíbrio, a pressão vertical que atua no flutuador é constante, pois o seu peso não varia. O que muda é a área da seção do fluxo, ou seja, quanto maior a vazão, maior a área necessária para resultar na mesma pressão.

Desde que a vazão pode ser lida diretamente na escala, não há necessidade de instrumentos auxiliares como os manômetros dos tipos anteriores.

A fórmula abaixo pode ser usada para relacionar a vazão com outros parâmetros.

#A.1#

C    coeficiente que depende da forma do flutuador
S2 área entre o tubo e o flutuador
VF volume do flutuador
ρF massa específica do flutuador
ρ massa específica do fluido
g aceleração da gravidade
SF área máxima do flutuador no plano horizontal
S1 área do tubo na posição do flutuador

Ela pode ser deduzida pela aplicação da equação de Bernoulli entre as extremidades do flutuador (A e B da Figura 02).

Parâmetros para fórmula do rotâmetro
Figura 02
ρ g HB + pB + cB2 ρ/2 = ρ g HA + pA + cA2 ρ/2

pA − pB = ρ g HB − ρ g HA + cB2 ρ/2 − cA2 ρ/2

Mas HB − HA é a altura do flutuador HF

pA − pB =
ρ g HF + (1/2) ρ cB2 [1 − (cA/cB)2]
#B.1#

Considerando o fluido incompressível, a vazão volumétrica em A deve ser igual à vazão volumétrica em B.

Q = cA SA = cB SB
cB = Q / SB
cA/cB = SB/SA

Notar que a área em B é a área do anel entre o tubo e o flutuador.

A diferença de pressão pA − pB deve ser igual ao peso líquido do flutuador (seu peso − peso de igual volume de fluido) dividido pela área máxima do mesmo no plano horizontal. Portanto,

pA − pB = (VF ρF g − VF ρ g) / SF = g VFF − ρ) / SF

Fazendo as substituições em #B.1#,

g VFF − ρ) / SF = ρ g HF + (1/2) ρ cB2 [1 − (cA/cB)2]
g VFF − ρ) / SF = ρ g HF + (1/2) ρ (Q/SB)2 [1 − (SB/SA)2]


Resolvendo para Q,

#C.1#

A fórmula anterior (#A.1#) despreza a contribuição da altura do flutuador (ρ HF) e usa o coeficiente empírico C para o escoamento real (considerar as equivalências S1 = SA e S2 = SB).


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© Marco Soares

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