Princípio de Arquimedes
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Um corpo submerso em um fluido sofre um empuxo vertical igual ao peso do volume de líquido deslocado (Figura 01).
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| Figura 01 |
Na figura:
V: volume do corpo.
P: peso do corpo.
F: empuxo devido ao fluido.
P e F estão deslocados para maior clareza, mas ambos atuam na direção do centro de gravidade do corpo.
Considerando:
m: massa do corpo.
g: aceleração da gravidade.
ρ: massa específica do fluido.
De acordo com o princípio de Arquimedes,
F = ρ g V #A.1#.
E o peso do corpo é
P = m g #A.2#.
As seguintes situações são possíveis:
• Se P > F, o corpo vai para o fundo.
• Se P = F, o corpo fica em equilíbrio.
• Se P < F, o corpo flutua na superfície.
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| Figura 02 |
No caso de P > F, é possível imaginar um arranjo conforme Figura 02. Se um corpo de massa M equilibra o corpo submerso, ocorre a igualdade:
M g = P − F = m g − ρ g V #B.1#.
A massa específica do corpo submerso é
Combinando com a igualdade anterior e simplificando,
Corpos flutuantes - Alguns conceitos
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Seja um corpo de seção retangular flutuando conforme Figura 01 e os pontos:
G
c: centro de gravidade do corpo.
G
s: centro de gravidade da seção submersa do corpo.
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| Figura 01 |
Se o corpo é inclinado, G
s muda de posição e o centro de curvatura da trajetória de G
s é um ponto M, denominado
metacentro.
Para inclinações pequenas (< 15º) a posição de M é praticamente constante.
Se M está acima de G
c, o conjugado do peso P do corpo e empuxo F faz o corpo retornar à condição inicial. A distância MG
c (altura metacêntrica) deve ser a menor possível para evitar oscilações rápidas. Em barcos, normalmente menor que 1 m.
Esforços em reservatórios
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Seja, conforme Figura 01, um reservatório cilíndrico horizontal, representado em corte transversal na figura, com os parâmetros:
ℓ: comprimento.
D: diâmetro.
e: espessura da parede (<< D).
p: pressão interna.
Deseja-se saber a tensão nas paredes do cilindro.
Considera-se o plano hipotético c, dividindo o cilindro em duas partes iguais. Na parte inferior, a força vertical devido à pressão em cada área infinitesimal dS é
p dS cos φ #A.1#.
E a área infinitesimal é
dS = ℓ (D/2) dφ #A.2#.
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| Figura 01 |
Assim,
F = 2 ∫0...π/2 p dS =
2 ℓ (D/2) p ∫0...π/2 cos φ dφ = ℓ D p #A.3#.
Cada seção da parede no plano c irá suportar uma força igual a F/2. Assim, a tensão será:
σ = (F/2) / (e ℓ) = ℓ D p / (2 e ℓ) #A.4#.
Simplificando,
Essa igualdade é também denominada
fórmula da caldeira e só vale se a espessura da parede for pequena em relação ao diâmetro.
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| Figura 02 |
No caso de reservatório cilíndrico vertical, conforme Figura 02, cheio de líquido e sujeito apenas à ação da gravidade, a pressão varia com a altura. Assim, a tensão nas parede do cilindro irá variar, chegando ao máximo junto à base do reservatório.
Para calcular em cada altura, basta substituir o valor de p pela fórmula da pressão, ou seja,
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Última revisão ou atualização: Jun/2008