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Fluidos I-10



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Fluidos (líquidos e gases) diferem dos sólidos pelas características das forças de coesão entre suas moléculas. Mas aqui não cabem considerações mais profundas.

Cita-se apenas uma das principais diferenças práticas que se pode observar entre sólidos e fluidos: nos primeiros, uma força atuante determina a intensidade da deformação e, nos fluidos, ela determina a velocidade da deformação.


Viscosidade

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Sejam duas lâminas paralelas, distantes y entre si conforme Figura 01, entre as quais existe um fluido. Considera-se a inferior fixa e, na lâmina superior (de área S), é aplicada uma força tangencial F, que faz a camada fluida em contato com ela deslocar-se com uma velocidade v.

Conceito de viscosidade
Figura 01
Experimentalmente verifica-se a relação:

F  = τ = η  v   #A.1#
S y

Ou seja, a tensão de cisalhamento τ na superfície do fluido é diretamente proporcional à velocidade adquirida e inversamente proporcional à distância entre as superfícies.

O coeficiente de proporcionalidade η é denominado viscosidade dinâmica do fluido.

Partindo da lâmina superior, a velocidade v' de uma camada intermediária decresce linearmente até zero na lâmina inferior.

Unidade do Sistema Internacional (SI) para viscosidade dinâmica:

N s / m2 (newton-segundo por metro quadrado) = Pa s (Pascal-segundo) = PI (poiseuille).

A unidade poise, usada em outros sistemas, equivale a 10−1 N s / m2 (ou 10−1 Pa s).


Na prática, é bastante utilizado o conceito de viscosidade cinemática (ν), que é a relação entre a viscosidade dinâmica e a massa específica (μ) do fluido:

ν =  η   #B.1#
μ

A unidade SI é m2 / s (metro quadrado por segundo). A unidade stoke (St) equivale a 10−4 m2/s.


A viscosidade dos fluidos diminui com o aumento da temperatura. Para a água entre 0 e 100ºC, vale aproximadamente:

ν =  ν0   #C.1#. Onde:
1 + 0,034 t + 0,00022 t2

ν0 = 1,8 10−6 m2/s
t: temperatura em ºC.



Compressibilidade dos fluidos

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Na grande maioria das aplicações práticas, considera-se que os líquidos são incompressíveis e os gases compressíveis por excelência. Entretanto, essa regra genérica nem sempre é válida. Exemplos:

• no estudo do golpe de aríete em tubulações, a água deve ser tratada como fluido compressível.

• o ar em dutos de ventilação, onde as variações de pressão são pequenas, pode ser considerado incompressível.

O módulo de compressibilidade de um fluido é dado por:

α = −  1   dv   #A.1#. Onde:
v dp

v: volume especifico.
p: pressão do fluido.

O inverso do módulo de compressibilidade é módulo de elasticidade:

E = − v  dp   #A.2#
dv

Para água a 0ºC e pressão atmosférica normal, E ≈ 2000 MPa.

Nos gases ideais, segundo relações da termodinâmica, pvn = constante. Diferenciando,

n p vn−1 dv + vn dp = 0
dp/dv = − n p/v

Então,

E = − v  dp  = n p  #B.1#
dv

Isso significa que o módulo de elasticidade dos gases depende da transformação termodinâmica e da pressão. Se a transformação for isotérmica, n = 1, tem-se E = p, ou seja, dependerá apenas da pressão.


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