Forças de viscosidade
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No escoamento de um fluido real, há sempre atritos internos que se opõem ao movimento. São as chamadas forças de viscosidade, que produzem tensões nas superfícies de qualquer partícula do fluido.
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| Figura 01 |
Desde que não se trata de forças de pressão, a aplicação não é necessariamente normal à superfície. Assim, numa situação genérica, deve ser considerado uma direção qualquer de atuação.
A Figura 01 representa um volume elementar de fluido em forma de paralelepípedo.
As forças atuantes em cada face são decompostas nas direções dos eixos de coordenadas e são consideradas em termos de tensões, isto é, força por área da superfície onde atua.
Assim, em cada face atuam uma tensão normal e duas tensões transversais.
As tensões são identificadas pela letra grega tau com dois índices: o primeiro identifica a superfície (eixo ao qual ela é perpendicular) e o segundo indica o eixo de coordenada da tensão. Exemplo: τ
xy significa tensão na superfície perpendicular ao eixo X e na direção do eixo Y.
Para um volume infinitesimal, pode-se supor que as tensões em faces opostas tenham o mesmo valor absoluto. Dessa forma, as tensões no elemento ficam definidas pelos 9 componentes exibidos na figura, que formam uma matriz 3×3, que é denominada tensor do elemento:
#A.1#
Por questão de clareza da figura, os valores da matriz estão indicados nas faces, mas devem ser considerados no centro. Assim, por exemplo, a tensão τ
zx na face superior deve ser:
#A.2#
E na face inferior,
#A.3#
E as forças devido a essas tensões são:
#A.4#
#A.5#
Essas forças agem em sentidos opostos. Portanto, a força líquida ao longo do eixo X decorrente da tensão τ
zx é calculada por:
#A.6#
As demais tensões que produzem esforços no eixo X são τ
xx e τ
yx. Usando procedimento similar e somando todas, a força de viscosidade resultante no eixo X é dada por:
#A.7#
O cálculo é análogo para os demais eixos. E o vetor da força total por unidade de volume devido à viscosidade é
#A.8#
Considera-se agora a definição do operador vetorial divergência:
#A.9#
Onde
f é uma função vetorial qualquer. Conclui-se então que a fórmula anterior #A.8# pode ser dada de forma compacta pela divergência da matriz de tensões #A.1#:
#A.10#
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Última revisão ou atualização: Jun/2008