O flash de uma máquina fotográfica é basicamente uma lâmpada de descarga de gás (xenônio), que deve permanecer acesa por um curto período, aproximadamente o tempo de exposição do filme. Entretanto, lâmpadas de gases exigem tensões altas para operar. Um circuito do tipo mostrado na figura é usado para obter tais tensões a partir de uma ou duas pilhas (1,5 ou 3 V).
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| Fig 01 |
A chave S
1 liga ou desliga o circuito. O transformador T
1 tem um primário, um secundário principal e um de realimentação e, junto com o transistor Q, forma um oscilador que funciona assim que o circuito é ligado.
A tensão induzida no secundário principal de T
1 está na faixa de 200 volts.
C é o capacitor principal, que é carregado pela tensão do secundário principal de T
1, retificada pelo diodo D.
Considerando que o capacitor C está descarregado, ao se ligar o circuito a tensão no secundário de T
1 é baixa devido ao carregamento do capacitor. Ela aumenta gradativamente até se estabilizar, quando C está completamente carregado.
L
1 é aquela lâmpada néon indicadora de flash pronto para uso. A resistência em série é dimensionada para acendê-la quando a tensão no secundário de T
1 atingir o valor de carga total (ou quase) do capacitor principal C.
Notar que a tensão do capacitor carregado (cerca de 200 V conforme informado) não é suficiente para acender a lâmpada de flash L
2, que exige uma tensão mais alta para ionização.
A chave S
2 opera em conjunto com o obturador da máquina. Assim que este é disparado, ela é fechada por um breve período e, portanto, um pulso é aplicado no primário do transformador T
2, gerando um pico de tensão no secundário, na faixa de 1000 a 4000 volts. Um eletrodo externo E, próximo da lâmpada de flash, recebe o pico de tensão e o campo elétrico formado ioniza o gás no interior, acendendo a lâmpada. O gás ionizado conduz a energia armazenada no capacitor C até que a tensão não seja mais suficiente para manter a ionização, ou seja, a lâmpada é mantida acesa por um curto período.
São aqueles pequenos microfones, bastante usados em telefones e em muitos outros aparelhos. O princípio de funcionamento é basicamente o de um microfone capacitivo.
Na figura,
1 é uma membrana condutora elástica, que faz contato elétrico com a carcaça
5. A parte
3 é uma membrana condutora rígida isolada da carcaça e
2 é um dielétrico entre as duas, ou seja, o conjunto forma um capacitor. Entre
1 e
2 há uma fina camada de ar (exagerada na figura), de forma que as vibrações sonoras incidentes sobre o diafragma o deformam e, por conseqüência, a capacitância do conjunto varia. Desde que o nível do sinal é muito baixo, há um transistor tipo FET para amplificar.
Mas por que o nome eletreto? Para quem não conhece, eletreto é designação para os materiais isolantes (ou dielétricos) que têm a capacidade de adquirir e manter cargas elétricas.
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| Fig 01 |
Notar que o arranjo da figura
não funcionaria se fosse usado um dielétrico comum. Seria necessária uma fonte de tensão para manter o capacitor carregado e, assim, ter um sinal na porta do FET. Com um dielétrico de eletreto, o capacitor fica permanentemente carregado, dispensando fonte externa.
Eletretos são produzidos pelo aquecimento de certos dielétricos e posterior resfriamento em um campo elétrico de alta intensidade.
Pode-se fazer uma comparação com um microfone indutivo: um diafragma acoplado a uma bobina que fica parcialmente introduzida em um núcleo de ferro. Se fosse apenas isso, a bobina seria um indutor variável, necessitando de uma corrente externa para produzir um sinal. Se o núcleo de ferro fosse um ímã permanente, o sinal seria produzido sem auxílio externo. Portanto, eletretos podem ser considerados equivalentes elétricos aos ímãs permanentes do magnetismo.