Convertendo som em sinal elétrico e vice-versa
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Na telefonia, são fundamentais os dispositivos que convertem sons em sinais elétricos e estes últimos em sons, isto é, microfones e fones.
A Figura 01 dá o princípio de funcionamento do
microfone de carvão, o primeiro tipo usado em larga escala.
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| Figura 01 |
A vibração do diafragma provocada pelo som incidente comprime ou expande a massa de carvão granulado no interior. Isso faz variar a resistência elétrica entre os dois eletrodos conectados aos bornes. Portanto, uma corrente elétrica que circula pelos bornes irá variar de intensidade de acordo com o som.
Em outros termos, pode ser visto como uma resistência elétrica variável com o som.
O tamanho dos grãos está na faixa de 0,20-0,25 mm. Em geral usado carvão de pouco resíduo, como antracito. Valores típicos de impedância variam de 30 a 100 ohms. A resposta de freqüência é pobre, variando de aproximadamente 300 a 3000 Hz, com um pico em torno de 1000 Hz. Mas é aceitável para comunicações telefônicas, que não têm grandes exigências de fidelidade. O ruído de fundo é perceptível, mas não chega a incomodar nesta aplicação.
O dispositivo pode ser danificado pela tendência de aglomeração dos grãos e também por picos de corrente na linha.
Apesar das desvantagens, foi extensivamente empregado em telefones devido à capacidade de trabalhar com correntes relativamente altas, permitindo fornecer a potência necessária sem necessidade de amplificação. Aparelhos mais recentes, que dispõem de circuitos amplificadores, usam tipos melhores e mais compactos, como microfones de eletreto.
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| Figura 02 |
O
dispositivo receptor (fone de ouvido) padrão é do tipo magnético, operando de forma parecida com os alto-falantes comuns, mas com bobina fixa em vez de móvel.
A Figura 02 dá o esquema simplificado de funcionamento.
A resposta de freqüência é similar à dos microfones de carvão e, portanto, forma um conjunto equilibrado para a aplicação.
Aparelhos atuais fazem uso de dispositivos piezelétricos e circuitos amplificadores.
Nos primeiros aparelhos, fone e microfone eram fisicamente separados. Depois foram integrados em um único conjunto, popularmente designado apenas por "fone".
Um telefone rudimentar
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Com os dispositivos citados no tópico anterior e uma bateria, é possível construir um circuito de telefonia elementar conforme esquema da Figura 01.
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| Figura 01 |
Em princípio, este circuito deve funcionar, mas de forma pouco eficiente: não há acoplamento de impedâncias e, portanto, a transferência de energia é prejudicada, resultando provavelmente em baixo volume e distorção.
Outro fator limitante é a ausência de dispositivos de chamada e sinalização.
Um telefone melhor
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A Figura 01 dá a representação de um transformador simples. A relação básica do transformador é:
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| Figura 01 |
V
2 / V
1 = I
1 / I
2 = N
2 / N
1.
A igualdade mostra que transformadores podem ser construídos com números de espiras tais que as relações entre tensões e correntes (impedâncias) de cada bobina sejam iguais ou próximas das impedâncias próprias dos circuitos a que estão ligados.
O circuito da Figura 02 é um arranjo melhor do que o do tópico anterior. O microfone, que tem menor impedância, é acoplado ao circuito por meio de um transformador, construído com números e relação de espiras de forma a combinar as impedâncias de cada lado. Nessa condição, a transferência de energia é otimizada e o desempenho deve ser melhor.
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| Figura 02 |
Outro aspecto positivo é a existência de uma bateria para cada aparelho, que operam de forma independente, como seria desejável em um sistema de telefonia.
Entretanto, o circuito ainda não pode ser considerado de uso prático: não há meios de chamada e sinalização, corrente é continuamente drenada da bateria, mesmo sem uso.
Outro ponto negativo: a pessoa que fala ouve sua voz no próprio fone. Isso é desejável se o volume for baixo. No circuito, o fone reproduz a própria voz com plena intensidade do sinal na linha, o que é bastante incômodo.
Dispositivos de chamada e sinalização
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Os primeiros telefones usavam um sistema eletromecânico acionado por manivela para o sinal de chamada (magneto).
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| Figura 01 |
Na realidade, o magneto é um simples gerador elétrico que faz uso de um ímã girante no interior de um núcleo dotado de bobina. A Figura 01 deste tópico dá o esquema simplificado.
A rotação do ímã inverte periodicamente o sentido do fluxo magnético no núcleo, gerando uma tensão alternada na bobina.
Dependendo do modelo, magnetos usados em telefonia podiam fornecer tensões de 60 a 110 V e correntes de 2 a 6 ampères.
Nos sistemas atuais, os sinais de chamada são gerados nas centrais de comutação.
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| Figura 02 |
Os primeiros dispositivos de sinalização (campainhas) eram do tipo eletromecânico, em contraste com os atuais, em geral do tipo piezelétrico.
A Figura 02 ao lado dá o diagrama básico. A simplicidade dispensa mais comentários. Por muito tempo, foi o único tipo empregado nos aparelhos comerciais.
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Última revisão ou atualização: Abr/2008