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Diodos semicondutores II



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Fotodiodos PN

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Uma junção PN pode emitir luz sob ação de uma corrente elétrica conforme já visto. E o processo inverso também é possível, ou seja, a luz pode gerar uma corrente elétrica em uma junção PN.

Fotodiodo PN
Figura 01
A Figura 01 deste tópico dá idéia da seção transversal de um fotodiodo comum de silício.

É basicamente um diodo de junção com características construtivas para direcionar a incidência de luz para a camada P. Esta última, por sua vez, é bastante delgada e sua espessura tem relação com o comprimento de onda da luz a detectar.

Fotodiodo operando no modo fotovoltaico
Figura 02
Um fotodiodo pode operar no modo fotovoltaico, isto é, sem nenhuma polarização.

A Figura 02 (a) mostra a ligação básica.

Desde que a tensão gerada é muito baixa, é comum o uso de um amplificador operacional como em (b) da mesma figura. Neste circuito, os pulsos de saída são invertidos em relação aos pulsos de luz na entrada.

Fotodiodo operando no modo fotocondutivo
Figura 03
No modo fotocondutivo, o fotodiodo é polarizado por um potencial de uma fonte externa.

A Figura 03 mostra dois arranjos básicos (sem inversão e com inversão de pulso) com uso de amplificadores operacionais.

Observar que, em qualquer caso, o fotodiodo deve trabalhar com polarização inversa.



Diodos túnel

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São diodos de junção PN com elevadas concentrações de impurezas (dopagem) em ambas as camadas. Nessa situação, a região de depleção é muito estreita, na faixa de "algumas dezenas de átomos" de espessura.

Diodo túnel
Figura 01
A proximidade das partes ativas das camadas permite o efeito túnel, que, por enquanto, não é aqui informado em seus aspectos atômicos.

O resultado é o comportamento de resistência negativa, isto é, a corrente diminui com o aumento de tensão, em uma parte da curva de polarização direta. Ver Figura 01 (a).

A característica de resistência negativa permite a construção de osciladores simples como o circuito da Figura 01 (b). A elevada dopagem faz com que a maior parte dos portadores sejam buracos e elétrons, que têm ação bastante rápida. Assim, pode operar em freqüências elevadas.

Entretanto, os diodos túnel são pouco usados atualmente. As principais desvantagens são a baixa potência e o custo, fatores que são melhor atendidos por outras tecnologias.



Diodos Gunn

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O diodo Gunn tem uma característica bastante particular: é construído apenas com semicondutor tipo N, ao contrário do par PN dos demais. Na realidade, é um oscilador de microondas.

Diodos Gunn
Figura 01
É assim denominado em homenagem a J Gunn, descobridor (em 1963) do efeito da geração de microondas por semicondutores N.

São construídos em três camadas conforme indicado na Figura 01 (a). A camada central tem um nível de dopagem menor.

O dispositivo exibe característica de resistência negativa conforme gráfico (c) da mesma figura.

O material semicondutor pode ser arsenieto de gálio (GaAs) ou nitreto de gálio (GaN), este último para freqüências mais elevadas.

Podem oscilar em freqüências de cerca de 5 GHz até cerca de 140 GHz.

Em geral são fornecidos como parte de um conjunto oscilador conforme (d) da figura. (b) é o circuito equivalente do diodo oscilante na cavidade.

A freqüência gerada por um diodo Gunn depende principalmente da espessura da camada ativa. Entretanto, dentro de certos limites, ela pode ser ajustada pela ressonância da cavidade. Na figura citada, isso é dado pela haste de sintonia.



Diodos varactor

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Diodo de capacitância variável
Figura 01
Conforme visto no primeiro tópico da página anterior, um diodo de junção inversamente polarizado apresenta uma região de depleção entre as camadas P e N.

A espessura dessa região aumenta com o aumento da polarização inversa e ela quase não conduz (como um dielétrico), ou seja, um diodo inversamente polarizado pode funcionar como um capacitor, cuja capacitância varia de acordo com a tensão aplicada. Ver Figura 01 (a).

Conhecidos também pelo nome varicap, tais diodos são basicamente diodos de junção construídos especificamente para funcionar como capacitores variáveis. Sintonia de circuitos é a principal aplicação.

O gráfico (b) da Figura 01 uma variação capacitância x tensão inversa típica. Em (c), símbolos usuais para diagramas.

Em (d), exemplo da sintonia com varactor de um circuito ressonante para uso em osciladores.



Diodos PIN

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Diodo PIN
Figura 01
O nome é devido à existência de uma camada I ("intrínseca" - silício sem dopagem) entre as camadas P e N conforme esboço da Figura 01 (a).

Quando diretamente polarizado, buracos e elétrons são injetados na camada intrínseca I e suas cargas não se anulam de imediato, elas ficam ativas por um determinado período. Isso resulta em uma carga média na camada que possibilita a condução. Na polarização nula ou inversa, não há carga armazenada e o diodo se comporta como um capacitor em paralelo com a resistência própria do conjunto.

Com tensão contínua ou de baixa freqüência, o diodo PIN tem comportamento próximo do diodo de junção PN. Em freqüência mais altas, de períodos inferiores ao tempo de duração das cargas, a resistência apresenta uma variação característica com a corrente. Isso dá ao componente aplicações variadas em altas freqüências, como chaves, atenuadores, filtros, limitadores, etc.

A Figura 01 (c) dá exemplo de uso como chave de radiofreqüência em um conjunto transmissor e receptor que compartilham a mesma antena. Se +V é aplicado, o transmissor é conectado à antena e o receptor, bloqueado. E vice-versa.


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