Linha carregada com sua impedância característica |
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No diagrama da Figura 01 abaixo, uma linha de comprimento m e impedância característica Z
cr é terminada com uma carga do mesmo valor. Então, V
b = I
b Z
cr.
Se fazemos x = m nas equações #E.1# e #G.1# do tópico
Impedância característica, os valores v e i dessas igualdades serão respectivamente V
b e I
b. Portanto,
a e
−gm + b e
gm = Z
cr [ (a/Z
cr) e
−gm − (b/Z
cr) e
gm ]. Simplificando, a e
−gm + b e
gm = a e
−gm − b e
gm.
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| Fig 01 |
Para satisfazer a última igualdade, b deve ser zero. No lado esquerdo da linha, x = 0 e, conforme equação #E.1# do mesmo tópico, temos V
a = a porque b = 0. Assim,
v = Va e−gx #A.1#.
i = (Va / Zcr) e−gx #A.2#.
E a
impedância da entrada (isto é, a impedância para x = 0) será dada por
Z
e = V
a / I
a = V
a / (V
a / Z
cr). Simplificando,
Ze = Zcr #B.1#.
Portanto, a impedância da entrada de um cabo carregado com sua impedância característica é igual a esta última, independente do comprimento. Esse é um dos motivos para o uso de impedâncias casadas em linhas de transmissão.
Usamos o mesmo esquema do tópico anterior com R = 0. Portanto, V
b = 0.
De #E.1# do tópico
Impedância característica, V
b = a e
−gx + b e
gx = 0.
De #G.1# do mesmo tópico, I
b = (a ⁄ Z
cr) e
−gx − (b ⁄ Z
cr) e
gx.
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| Fig 01 |
Com essas duas igualdades, podemos relacionar os coeficientes:
a = I
b Z
cr e
gm / 2.
b = −I
b Z
cr e
−gm / 2.
Substituindo nas equações #E.1# e #G.1# do tópico
Impedância característica, chegamos aos resultados:
v = (Ib Zcr / 2) [ e−g(x − m) − eg(x − m) ] #A.1#.
i = (Ib / 2) [ e−g(x − m) + eg(x − m) ] #A.2#.
Comparando com o resultado do tópico anterior (#A.1# e #A.2#), podemos considerar as últimas parcelas das igualdades como um segundo sinal na linha, ou seja, um sinal refletido. Isso reforça a recomendação da correspondência de impedâncias nos acoplamentos de transmissão de sinais.
Do tópico
Impedância característica, vemos que a constante g das fórmulas anteriores é o
coeficiente de propagação
g = (zL / zC)1/2 #A.1#. Onde z
L é a impedância por unidade de comprimento devido à indutância da linha e z
C é a impedância por unidade de comprimento devido à capacitância da linha. Multiplicando ambos os lados por z
L e separando os expoentes,
g = (z
Lz
L)
1/2 / (z
Lz
C)
1/2. Simplificando,
g = zL / Zcr #A.2#.
Desde que z
L é a impedância de uma unidade de comprimento, a impedância indutiva do trecho (Δx) de linha estudado é Z
L = Δx z
L. Do tópico
Impedância, Z
L = j ω L. Portanto, z
L = Z
L / Δx = j ω L / Δx.
Substituindo na igualdade anterior,
g = j ω L / (Δx Zcr) #A.3#.
Do tópico
Impedância característica, temos a impedância característica
Zcr = (zL zC)1/2 #B.1#. Desconsiderando as resistências da linha, Z
cr é um número real e a constante g segundo #A.3# pode ser escrita como
g = j β, onde β = ω L / (Δx Z
cr)
#C.1#. O propósito é a determinação do valor de β.
Do tópico
Linha carregada com sua impedância característica foi dada a tensão v ao longo da mesma,
v = V
a e
−gx, onde V
a é a tensão de entrada da linha. Substituindo o valor de g,
v = Va e− j β x #D.1#.
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| Fig 01 |
Considerando sinal senoidal, temos
V
a = V e
j ω t.
Substituindo na equação anterior,
v = V ej ω t e− j β x #D.2#.
Usando a notação trigonométrica para os números complexos, #D.2# pode ser escrita
v = V (cos ωt + j sen ωt) (cos βx − j sen βx).
v/V = cos ωt cos βx − j cos ωt sen βx + j sen ωt cos βx + sen ωt sen βx. Reagrupando,
v/V = cos ωt cos βx − sen ωt sen βx + j (sen ωt cos βx + cos ωt sen βx).
Simplificando com o uso de relações trigonométricas,
v/V = cos (ωt + βx) + j sen (ωt + βx). Ou
v = V [cos (ωt + βx) + j sen (ωt + βx) ] #D.3#.
A igualdade acima é a representação complexa de um sinal senoidal que, na forma simplificada, é dada por
v = V sen (ωt + βx) #D.3#. Sendo essa a equação da propagação do sinal ao longo da linha.
Conforme Figura 01, após um tempo igual ao período T do sinal, deve haver um deslocamento igual ao comprimento de onda λ do mesmo. Portanto, devemos ter
β = 2 π / λ #E.1#.
Voltando ao tópico
Linha em curto-cirduito, temos a tensão
v = I
b Z
cr [ e
−g(x − m) − e
g(x − m) ] / 2.
E a corrente i = I
b [ e
−g(x − m) + e
g(x − m) ] / 2. Substituindo o valor de g e calculando para a entrada (x = 0),
Tensão V
a = I
b Z
cr [ e
j β m − e
− j β m] / 2. Corrente I
b = I
b [ e
j β m + e
− j β m ] / 2.
Calculando a impedância de entrada, Z = V
a / I
a = (Z
cr / 2) ( e
j β m − e
− j β m ) / (e
j β m + e
− j β m).
Z = (Z
cr / 2) (cos βm + j sen βm − cos βm + j sen βm) / (cos βm + j sen βm + cos βm − j sen βm).
Z = j Zcr tan (2 π m / λ) #F.1#.
Isso significa que, se o comprimento da linha for m = λ / 4, isto é, um quarto do comprimento de onda do sinal, a impedância na entrada será infinita, atuando como um
circuito ressonante paralelo. É uma interessante aplicação para a linha em curto-circuito.