Indutância mútua - Modelos T e π |
Topo | Fim |
O circuito da Figura 01 é o básico com indicação da indutância mútua, conforme visto em página anterior.
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| Fig 01 |
Primário e secundário estão interligados em um lado comum. Assim, a contribuição da indutância mútua pode ser positiva ou negativa, dependendo dos sentidos dos enrolamentos.
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| Fig 02 |
O
modelo T segundo Figura 02 pode ser confirmado pela aplicação da lei das tensões em ambos os lados.
V
1 = jω (L
1
M) I
1 ± jωM (I
1 + I
2).
V
1 = jωL
1 I
1 
jωM I
1 ± jωM I
1 ± jωM I
2.
V1 = jωL1 I1 ± jωM I2 #A.1#.
V
2 = jω (L
2
M) I
2 ± jωM (I
1 + I
2) = jωL
2 I
2 
jωM I
2 ± jωM I
1 ± jωM I
2.
V2 = ± jωM I1 + jωL2 I2 #A.2#.
Os resultados #A.1# e #A.2# são iguais às fórmulas vistas nas páginas anteriores. Há opção de sinal (±) na parte de M para indicar caso genérico, de disposição aditiva ou em oposição dos enrolamentos.
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| Fig 03 |
As relações para o
modelo π da Figura 03 podem ser deduzidas com um artifício: o circuito é a conversão Y-Delta do anterior.
Desde que associações de indutores são similares às de resistores, podem ser empregadas as fórmulas para circuitos CC.
Na página
Circuitos elétricos I-60 pode ser visto que R
XY = A / R
z, onde A = R
xR
y + R
yR
z + R
zR
x. Adaptando para as indutâncias da Figura 02,
A = (L
1
M) (±M) + (±M) (L
2
M) + (L
2
M) (L
1
M) = L
1 L
2 − M
2. Portanto,
L11 = A / (L2 M)
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L12 = A / (±M)
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L22 = A / (L1 M)
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Onde A = L1 L2 − M2
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#B.1#
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No autotransformador, um dos enrolamentos é comum ao primário e ao secundário. A Figura 01 mostra a ligação para um autotransformador elevador de tensão.
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| Fig 01 |
Devido à bobina comum, a potência transmitida é maior que a potência da configuração separada, para as mesmas dimensões físicas. Entretanto, apresenta a desvantagem da ausência de isolação elétrica entre primário e secundário, característica desejável ou indispensável em várias aplicações.
Desde que a indutância mútua é mantida, a análise é basicamente a mesma anterior, com as adaptações para o novo circuito.
O circuito da Figura 02 é o equivalente T para o autotransformador elevador de tensão da Figura 01. As igualdades a seguir são obtidas através da lei das tensões de Kirchhoff nos laços do primário e do secundário.
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| Fig 02 |
V
s = jωL
1 I
s − jω (L
1 + M) I
L #A.1#.
0 = − jω (L
1 + M) I
s + [ jω (L
1 + 2M + L
2) + Z
L ] I
L #A.2#.
De #A.2#,
I
L / I
s = jω (L
1 + M) / [ jω (L
1 + 2M + L
2) + Z
L ]
#B.1#.
A relação de tensões é dada por V
L / V
s = Z
L I
L / V
s. Das relações anteriores após simplificação,
V
L / V
s = jω (L
1 + M) / [ jω L
1 Z
L − ω
2 (L
1 L
2 − M
2) ]
#B.2#.
A relação entre indutâncias, conforme dado em página anterior, é L
2 / L
1 = (N
2 / N
1)
2 = n
2 #C.1#.
Considerando a hipótese jω (L
1 + 2M + L
2) >> Z
L #C.2#, a igualdade #B.1# fica
I
L / I
s = (L
1 + M) / (L
1 + 2M + L
2)
#D.1#.
Supondo transformador ideal, M = √(L
1 L
2)
#D.2#. Substituindo na anterior e dividindo os termos por L
1,
I
L / I
s = [1 + √(L
2 / L
1)] / [1 + 2 √(L
2 / L
1) + (L
2 / L
1)]. Considerando #C.1#,
I
L / I
s = (1 + n) / (1 + n)
2 = 1 / (1 + N
2 / N
1) = N
1 / (N
1 + N
2)
#D.3#.
A
relação de transformação do transformador clássico é dada pela relação entre espiras n = N
2 / N
1. No caso do autotransformador, o enrolamento comum é adicionado:
a = (N1 + N2) / N1 #E.1#.
E a relação anterior entre correntes fica
IL / Is = 1 / a #E.2#.
De #B.2# e com o uso das igualdades e hipóteses anteriores,
VL / Vs = a #E.3#.