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Transformadores elétricos I-50


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Indutância mútua - Modelos T e π |
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Indutância mútua - Modelos T e π

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O circuito da Figura 01 é o básico com indicação da indutância mútua, conforme visto em página anterior.

Indutância mútua - Circuito básico
Fig 01
Primário e secundário estão interligados em um lado comum. Assim, a contribuição da indutância mútua pode ser positiva ou negativa, dependendo dos sentidos dos enrolamentos.

Modelo T para indutância mútua
Fig 02
O modelo T segundo Figura 02 pode ser confirmado pela aplicação da lei das tensões em ambos os lados.

V1 = jω (L1Menos mais M) I1 ± jωM (I1 + I2).

V1 = jωL1 I1 Menos mais jωM I1 ± jωM I1 ± jωM I2.

V1 = jωL1 I1 ± jωM I2 #A.1#.

V2 = jω (L2Menos mais M) I2 ± jωM (I1 + I2) = jωL2 I2 Menos mais jωM I2 ± jωM I1 ± jωM I2.

V2 = ± jωM I1 + jωL2 I2 #A.2#.

Os resultados #A.1# e #A.2# são iguais às fórmulas vistas nas páginas anteriores. Há opção de sinal (±) na parte de M para indicar caso genérico, de disposição aditiva ou em oposição dos enrolamentos.

Modelo PI para indutância mútua
Fig 03
As relações para o modelo π da Figura 03 podem ser deduzidas com um artifício: o circuito é a conversão Y-Delta do anterior.

Desde que associações de indutores são similares às de resistores, podem ser empregadas as fórmulas para circuitos CC.

Na página Circuitos elétricos I-60 pode ser visto que RXY = A / Rz, onde A = RxRy + RyRz + RzRx. Adaptando para as indutâncias da Figura 02,

A = (L1Menos mais M) (±M) + (±M) (L2Menos mais M) + (L2Menos mais M) (L1Menos mais M) = L1 L2 − M2. Portanto,

L11 = A / (L2Menos mais M) L12 = A / (±M) L22 = A / (L1Menos mais M) Onde A = L1 L2 − M2 #B.1#



Autotransformador

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No autotransformador, um dos enrolamentos é comum ao primário e ao secundário. A Figura 01 mostra a ligação para um autotransformador elevador de tensão.

Autotransformador
Fig 01
Devido à bobina comum, a potência transmitida é maior que a potência da configuração separada, para as mesmas dimensões físicas. Entretanto, apresenta a desvantagem da ausência de isolação elétrica entre primário e secundário, característica desejável ou indispensável em várias aplicações.

Desde que a indutância mútua é mantida, a análise é basicamente a mesma anterior, com as adaptações para o novo circuito.

O circuito da Figura 02 é o equivalente T para o autotransformador elevador de tensão da Figura 01. As igualdades a seguir são obtidas através da lei das tensões de Kirchhoff nos laços do primário e do secundário.

Autotransformador - Modelo T
Fig 02
Vs = jωL1 Is − jω (L1 + M) IL #A.1#.

0 = − jω (L1 + M) Is + [ jω (L1 + 2M + L2) + ZL ] IL #A.2#.

De #A.2#,

IL / Is = jω (L1 + M) / [ jω (L1 + 2M + L2) + ZL ] #B.1#.

A relação de tensões é dada por VL / Vs = ZL IL / Vs. Das relações anteriores após simplificação,

VL / Vs = jω (L1 + M) / [ jω L1 ZL − ω2 (L1 L2 − M2) ] #B.2#.

A relação entre indutâncias, conforme dado em página anterior, é L2 / L1 = (N2 / N1)2 = n2 #C.1#.

Considerando a hipótese jω (L1 + 2M + L2) >> ZL #C.2#, a igualdade #B.1# fica

IL / Is = (L1 + M) / (L1 + 2M + L2) #D.1#.

Supondo transformador ideal, M = √(L1 L2) #D.2#. Substituindo na anterior e dividindo os termos por L1,

IL / Is = [1 + √(L2 / L1)] / [1 + 2 √(L2 / L1) + (L2 / L1)]. Considerando #C.1#,

IL / Is = (1 + n) / (1 + n)2 = 1 / (1 + N2 / N1) = N1 / (N1 + N2) #D.3#.

A relação de transformação do transformador clássico é dada pela relação entre espiras n = N2 / N1. No caso do autotransformador, o enrolamento comum é adicionado:

a = (N1 + N2) / N1 #E.1#.

E a relação anterior entre correntes fica IL / Is = 1 / a #E.2#.

De #B.2# e com o uso das igualdades e hipóteses anteriores, VL / Vs = a #E.3#.

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