A Figura 01 mostra o funcionamento de uma lâmpada fluorescente comum. A estrutura é um bulbo tubular de vidro, com um filamento em cada extremidade, contendo uma pequena quantidade de mercúrio e um gás nobre (argônio, criptônio ou neônio) sob baixa pressão.
Sob ação do potencial elétrico aplicado aos filamentos, os elétrons se movem de um lado a outro em alta velocidade. A colisão com os átomos do mercúrio emite radiação ultravioleta. Um revestimento interno de material apropriado, por exemplo, halofosfato de cálcio, converte essa radiação em luz visível.
A eficiência de uma lâmpada fluorescente está na faixa de 23%. Entretanto, ela exige dispositivos adicionais para operar.
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| Fig 01 |
Na parte inferior da Figura 02, o esquema de ligação mais simples, com partida manual.
O reator R (bobina com núcleo de ferro) é necessário para limitar a corrente e fornecer a tensão adequada.
Para acender é necessário pressionar por um breve período o botão S, de forma a aquecer os filamentos e formar o arco entre as extremidades. Uma vez acesa o filamento pode e deve ser desligado, pois a descarga se mantém enquanto houver tensão aplicada.
É evidente que esse método é pouco prático. Existem dispositivos denominados
starters, que fazem essa operação automaticamente. Há reatores que dispensam starters, chamados de
partida rápida. E também os reatores eletrônicos.
Desde a década de 1990, são bastante usadas as lâmpadas fluorescentes compactas, em formato de U ou circular. Contendo o reator na própria base e soquete-padrão, tornam a instalação tão simples quanto a das incandescentes.
A lâmpada incandescente é o meio mais antigo e simples de se produzir luz a partir da energia elétrica. A Figura 01 deste tópico dá o esquema simplificado.
O filamento é um fino fio de um metal de alto ponto de fusão (quase sempre o tungstênio). Ele fica no interior de um bulbo de vidro e condutores em cada extremidade são conectados a um meio de encaixe (rosca ou outro tipo) para fixação do conjunto e condução da corrente elétrica. No centro das lâmpadas comuns há ainda um suporte de vidro ao qual são fixados filetes metálicos de apoio do filamento para melhorar a resistência a vibrações.
A corrente elétrica aquece o filamento a uma temperatura de cerca de 2500°C e, nessa condição, há emissão de calor e luz visível. Se estivesse exposto ao ar, o filamento seria rapidamente destruído devido à ação do oxigênio. Nas primeiras lâmpadas, vácuo era feito no interior do bulbo para prevenir isso.
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| Fig 01 |
Entretanto, devido à alta temperatura, ocorre a vaporização do tungstênio, que se deposita nas paredes do bulbo até a completa ruptura do filamento em relativamente pouco tempo.
Lâmpadas atuais, no lugar do vácuo, usam um gás inerte (em geral argônio) para reduzir a vaporização. Mas a duração ainda é pequena. Em média, cerca de 1000 horas em condições normais de utilização.
Além da pequena durabilidade, as lâmpadas incandescentes comuns têm outra importante desvantagem: a baixa eficiência energética. Somente cerca de 10% da energia consumida é convertida em luz. O restante é desperdiçado sob forma de calor.
A
lâmpada halógena usa o mesmo princípio da incandescente, mas o gás de enchimento é em geral criptônio ou xenônio com traços de um elemento halogênio (normalmente bromo ou iodo). O halogênio tem a propriedade de se combinar com os átomos do tungstênio evaporado e depositá-los no filamento, ou seja, um processo de reciclagem. Assim, a temperatura de trabalho pode ser mais alta para aumentar a parcela de luz visível e, por conseqüência, a eficiência. Os bulbos são menores, mais próximos do filamento e em vidro de quartzo para suportar as temperaturas mais altas e também as pressões, que podem chegar até 25 bar. Tudo isso resulta em vida média maior (próxima de 3000 h), rendimento energético cerca de 50% maior que o da incandescente comum e um espectro de emissão que permite uma reprodução mais fiel das cores.
Tensões e correntes em ligações trifásicas |
Topo | Fim |
A Figura 01 mostra as ligações trifásicas comuns: em (a), as cargas são ligadas em
delta (ou triângulo) e, em (b), em
Y (ou estrela).
As considerações deste tópico pressupõem
circuitos equilibrados, isto é, cargas iguais e tensões iguais entre linhas.
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| Fig 01 |
Na figura, A, B e C são os condutores da rede trifásica.
Tensão de linha é a tensão entre dois desses condutores (V
L).
Corrente de linha é a corrente nesses condutores (I
L).
Tensão de fase e
corrente de fase são tensões e correntes em cada carga, V
F e I
F.
Na
ligação delta ocorre:
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VL = VF #A.1#.
•
IL = √3 IF #A.2#.
Na
ligação Y ocorre:
•
VL = √3 VF #B.1#.
•
IL = IF #B.2#.
Em ambos os casos, a potência é calculada pelas fórmulas:
Potência aparente
√3 VL IL #C.1# |
Potência ativa
√3 VL IL cos φ #C.2# |
Potência reativa
√3 VL IL sen φ #C.3# |
Onde cos φ é o
fator de potência do circuito.
O termostato é um dispositivo simples e de baixo custo, usado para controle de temperatura em equipamentos com aquecimento elétrico.
O elemento fundamental é uma lâmina formada por dois metais de diferentes coeficientes de dilatação, mantidos juntos (por meio de rebites ou soldas) de forma que não possam deslizar entre si. Devido a essa construção, o conjunto é denominado
bimetal.
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| Fig 01 |
Na Figura 01, o metal 1 tem supostamente um coeficiente de dilatação maior do que o do metal 2.
O aquecimento faz o comprimento do metal 1 maior que o do metal 2 e, desde que não há deslizamento, o conjunto se deforma conforme indicado em (b), abrindo o contato elétrico e desligando a resistência de aquecimento do aparelho.
Desligado o aquecimento, a temperatura cai e o bimetal retorna à posição original e religa o circuito.
Existe ainda um parafuso para ajustar a temperatura desejada. O controle não é dos mais precisos, mas é suficiente para muitos aparelhos como ferros de passar, refrigeradores e mesmo para diversos equipamentos industriais.