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Tópicos diversos sobre eletricidade II-10


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Comando duplo |
Condutores - Tabela de capacidades |
Disjuntor termomagnético |
Interruptor de fuga |
Lâmpada dicróica |
 

Comando duplo

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Em vários casos, é desejável que a iluminação de um ambiente seja ligada e desligada, de forma independente, pois dois interruptores em locais distintos.

Comando duplo
Fig 01
O circuito da Figura 01, também denominado three way, executa essa função. Os interruptores duplos ch1 e ch2 abrem ou fecham o circuito, de forma independente, para a lâmpada L1.


Condutores - Tabela de capacidades

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A tabela abaixo dá os valores usuais de capacidade de condução em ampères para as seções padronizadas.

Seção mm2 2 condutores carregados 3 condutores carregados Seção mm2 2 condutores carregados 3 condutores carregados
0,5 9 8 50 151 134
1,0 13,5 12 70 192 171
1,5 17,5 15,5 95 232 207
2,5 24 21 120 269 239
4 32 28 150 309 272
6 41 36 185 353 310
10 57 50 240 415 364
16 76 68 300 473 419
25 101 89 400 566 502
35 125 111 500 651 578

Os valores referem-se a cabos isolados com PVC, a 70 °C, temperatura ambiente de 30 °C, instalados em calhas ou dutos. Ver catálogos dos fabricantes para mais detalhes e outras informações.



Disjuntor termomagnético

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A Figura 01 deste tópico mostra o esquema simplificado de um disjuntor termomagnético do tipo comum em instalações residenciais.

Disjuntor termomagnético
Fig 01
Entre os bornes 1 e 2, a corrente passa pela resistência de baixo valor R (que está próxima da lâmina bimetálica B), pela bobina do eletroímã E e pelo par de contatos C. Esse tende a abrir pela ação da mola M2, mas o braço atuador A impede com ajuda da mola M1.

O eletroímã E é dimensionado para atrair a extremidade do atuador A somente em caso de corrente muito alta (curto circuito) e, nessa situação, A gira no sentido indicado, liberando a abertura do par de contatos C pela ação de M2.

De forma similar, R e o bimetal B são dimensionados para que este último não toque a extremidade de A dentro da corrente nominal do disjuntor. Acima dessa, o aquecimento leva o bimetal a tocar o atuador A, interrompendo o circuito de forma idêntica à do eletroímã.



Interruptor de fuga

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Também denominado interruptor diferencial, é, na realidade, um disjuntor. Mas não se destina à proteção contra curtos ou sobrecargas e sim contra falhas na isolação de aparelhos.

Na Figura 01 o princípio de funcionamento: um equipamento é ligado à rede monofásica e o conjunto interruptor é formado pelas partes dentro do retângulo tracejado. A alimentação da rede passa pelo núcleo da bobina L que alimenta o atuador A que, por sua vez, comanda o grupo de contatos C.

Interruptor diferencial
Fig 01
Em situação normal, a corrente no condutor fase é igual à do neutro mas em sentidos opostos. Assim, os campos magnéticos se anulam e não há tensão induzida na bobina L. Entretanto, se houver uma fuga F de corrente entre o circuito do equipamento e sua carcaça que está aterrada, a corrente na fase será maior que a do neutro. Isso induz uma tensão na bobina L e o atuador A provoca a abertura dos contatos. Opera de forma similar com circuitos trifásicos.

Pode funcionar também como uma proteção contra choques elétricos.

Se houver fuga de corrente com a carcaça não aterrada, o desequilíbrio provocado pelo toque de uma pessoa pode atuar o dispositivo.

A principal característica, além da máxima tensão e corrente que pode suportar, é a sensibilidade, isto é, a menor corrente de fuga que provoca a abertura (o conceito está no sentido inverso, ou seja, quanto menor a corrente, maior a sensibilidade).

Interruptores de baixa sensibilidade, por exemplo 500 mA, são usados para proteção somente contra fugas e as carcaças dos equipamento devem estar corretamente aterradas. Já os de alta sensibilidade como 30 mA são usados onde o aterramento não existe ou é deficiente. Entretanto, tais dispositivos não podem ser considerados substitutos do aterramento. O aterramento deve ser sempre usado.



Lâmpada dicróica

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Dicroísmo (do grego dichroos, bicolor) é a propriedade, que alguns materiais têm, de dividir um feixe de luz em dois feixes de comprimentos de onda (cores) diferentes.

Lâmpada dicróica
Fig 01
Essa propriedade é usada em filtros e espelhos para diversas aplicações.

Uma lâmpada dicróica comum é uma lâmpada halógena com um refletor de algum material dicróico, que reflete a parte visível da radiação e absorve a parte infravermelha.


Desde que ela normalmente fica embutida em forros ou similares, é reduzida a emissão de calor para o ambiente iluminado.


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