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Eletromagnetismo VI-20


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Dipolo elétrico |
 

Energia de uma onda eletromagnética

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A experiência demonstra que energia e momento são transferidos na propagação de ondas e ondas eletromagnéticas não são exceções.

Em páginas anteriores, foram vistas fórmulas para densidade de energia (energia por unidade de volume) de campos elétricos e magnéticos no vácuo:

uE = (1/2) ε0 E2 #A.1#.
uB = (1/2) (1/μ0) B2 #A.2#.

Do tópico Ondas eletromagnéticas, tem-se as relações:

E = c B #B.1# (relação entre valores de campos).
c = (1 / μ0ε0)1/2 #B.2# (velocidade de propagação no vácuo).

Combinando #B.1# com #B.2# para o valor de B e substituindo em #A.2#,

uB = (1/2) ε0 E2 #C.1#.

E a densidade de energia da onda eletromagnética é a soma das duas parcelas

u = uE + uB = ε0 E2 #C.2#.

A intensidade da onda I é dada pela energia que passa por unidade de tempo e por unidade de área, isto é, pelo produto da velocidade c pela densidade de energia:

Vetor de Poynting
Fig 01
I = c u = c ε0 E2 #D.1#.

No caso de onda senoidal,

E2 = E02 sen2 (2 π x/λ − ωt) #E.1#.

Portanto, o valor médio de E2 é E02/2. Substituindo em #D.1#, obtém-se o valor médio da intensidade para a onda senoidal

Im = c ε0 E2 / 2 #E.2#.

Sejam, conforme Figura 01, E e B os vetores dos campos elétrico e magnético em um determinado instante de uma onda que se propaga para a direita ao longo do eixo x.

Da relação E = c B e da definição anterior de intensidade, pode-se concluir que o vetor dado por

c2 ε0 E × B #F.1# tem como módulo a intensidade da onda. Esse vetor é denominado vetor de Poynting.


Dipolo elétrico

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Este assunto é citado em páginas anteriores da série sobre eletricidade. O presente tópico apresenta algumas considerações adicionais, que serão necessárias para o estudo das irradiações de ondas eletromagnéticas.

Um dipolo elétrico é um conjunto de cargas opostas +q e −q separadas de uma distância d. A grandeza momento de dipolo elétrico p é um vetor tal que

p = q d #A.1#.

Onde d é um vetor de módulo igual a d e sentido da carga negativa para a positiva.

Na Figura 01, um dipolo genérico de momento p está localizado sobre o eixo x e simétrico em relação à origem 0.

Segundo relações de eletricidade, o potencial elétrico de um ponto situado a uma distância r de uma carga q é

V = [ 1/(4 π ε0) ] . (q / r).

Para um ponto M genérico conforme figura, o potencial devido ao dipolo é a diferença dos potenciais relativos às duas cargas:

V = [ 1/(4 π ε0) ] . [(q / r') − (q / r'')] = [ 1/(4 π ε0) ] q (r'' − r') / (r' r'').

Considerando que a distância d é pequena em relação a r, as seguintes aproximações podem ser feitas:

r' r'' ≈ r2 e r'' − r' ≈ d cos α. E, substituindo, resulta em

V = q d cos α / (4 π ε0 r2) = p cos α / (4 π ε0 r2) #B.1#, onde p é o momento do dipolo elétrico.

Dipolo elétrico
Fig 01
A relação simplificada entre campo e potencial elétrico é bem conhecida

E = − (Va − Vo) / Xa.

Onde Xa é a distância entre os pontos de potencial a e o na direção do campo. Essa igualdade é, na realidade, um caso particular de uma mais genérica, que é dada por:

Ex = − ∂V / ∂x #C.1#.

Onde Ex é o componente do vetor campo elétrico na direção x.

Por analogia, pode-se deduzir os componentes radial e tangencial para o caso de coordenadas polares:

Er = − ∂V / ∂r #D.1#.

Et = − ∂V / ∂ℓ #D.2#, onde dℓ = r dα.

As igualdades acima podem ser usadas em #B.1# para determinar os componentes do campo elétrico do dipolo. O resultado é:

Er = − ∂V / ∂r = 2 p cos α / (4 π ε0 r3) #E.1#.

Et = − (1/r) ∂V / ∂α = p sen α / (4 π ε0 r3) #E.2#.

Na Figura 01, esses componentes (radial e tangencial) estão representados (sem correspondência gráfica) para uma linha de força genérica que passa pelo ponto M.

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