Nos próximos tópicos, são apresentados conceitos resumidos e formulações mais genéricas sobre diversos tópicos de eletricidade e eletromagnetismo dados em páginas anteriores. A finalidade é proporcionar um conjunto de definições e fórmulas fundamentais para o posterior estudo de ondas eletromagnéticas.
Diferença de potencial elétrico |
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Em página anterior da série sobre eletricidade, foi dado o conceito de diferença de potencial elétrico entre dois pontos A e B situados em um campo elétrico uniforme, isto é,
V
A − V
B = E x
#A.1#. Onde E é a intensidade do campo e x é a distância entre A e B na direção do campo.
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| Fig 01 |
Essa igualdade vale apenas para campo uniforme, mas pode-se demonstrar (e a analogia com um campo gravitacional permite concluir) que, para um campo elétrico genérico, a diferença de potencial é dada pela integração do produto vetorial dos vetores campo elétrico e deslocamento infinitesimal ao longo da trajetória considerada entre os dois pontos (ver Figura 01 deste tópico).
Portanto, para o caminho aberto (a) da figura,
VA − VB = ∫ℓ E · dℓ #B.1#.
Para um
caminho fechado conforme (b) da figura, os pontos A e B coincidem e, portanto, a integração ao longo do caminho é nula
0 = ∫ℓ E · dℓ #B.2#.
Fluxo de corrente elétrica |
Topo | Fim |
O conceito de
intensidade de corrente elétrica, conforme já informado em páginas anteriores, é dado pela fórmula
i = dq / dt #A.1#, ou seja, é a carga elétrica que passa por unidade de tempo em uma seção transversal de um condutor. É uma grandeza escalar, portanto.
Em vários casos, é conveniente o uso de uma grandeza vetorial que tenha relação com a corrente elétrica.
Na Figura 01, a superfície genérica S pertence supostamente a um condutor por onde passa corrente elétrica não necessariamente uniforme.
Numa superfície elementar dS, o vetor
j representa o
fluxo de corrente (também denominado
densidade de corrente), ou seja, a intensidade de corrente elétrica por unidade elementar de área transversal. E
u é um vetor unitário perpendicular a dS.
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| Fig 01 |
Portanto, a corrente que passa por dS é dada por:
di = j · u dS #B.1#.
E a corrente total em S é a integral da superfície:
i = ∫S j · u dS
#B.2#.
Se S é uma superfície plana e o fluxo de corrente é uniforme, a igualdade anterior se reduz a
i = j S cos α #B.3#, onde α é o ângulo entre
j e a reta perpendicular à superfície.
No caso comum de condutores, onde se considera a seção transversal e o fluxo uniforme e perpendicular à mesma, a relação é mais simples:
i = j S #B.3#, pois cos α = 1 no caso.