Dipolos elétrico e magnético |
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O conceito de dipolo elétrico já foi visto em página anterior da série sobre eletricidade: duas cargas de mesma intensidade e opostas mantidas a certa distância uma da outra.
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| Fig 01 |
E o
momento de dipolo elétrico (não é momento mecânico) é um vetor de módulo igual ao produto da intensidade das cargas pela distância entre elas:
p = d q #A.1#. Ver Figura 01.
Pode ser demonstrado que os componentes do campo elétrico em um ponto genérico P situado a uma distância r do centro do dipolo são dados por:
EN = 2 p cos α / (4 π ε0 r3) #B.1#.
Et = p sen α / (4 π ε0 r3) #B.2#.
Na espira do tópico
Campo magnético de uma espira circular, se o seu raio R é pequeno em relação a x, pode-se desprezar o primeiro e a equação #B.1# do mesmo tópico fica
B = μ
0 μ / (2 π x
3) ou
B = μ0 2 μ / (4 π x3) #C.1#.
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| Fig 02 |
Essa igualdade dá o campo ao longo do eixo, isto é, com α = 0 na Figura 02.
Se isso é feito para o dipolo elétrico anterior, tem-se o campo na direção do eixo (com r = x)
E = 2 p / (4 π ε0 x3) #D.1#.
Notar a semelhança para a fórmula anterior (#C.1#) do campo ao longo do eixo de um dipolo magnético.
A diferença básica está na posição dos parâmetros μ
0 e ε
0. Assim, pode-se dizer que, no magnetismo, a constante de permeabilidade magnética no vácuo (μ
0) "equivale" ao inverso da constante de permissividade elétrica no vácuo (1/ε
0) da eletricidade. Naturalmente, isso se refere ao posicionamento nas fórmulas. Não há igualdade matemática.
Há outras fórmulas que confirmam essa relação. Seja a energia armazenada por unidade de volume:
Em um capacitor básico no vácuo u = ε
0 E
2 / 2.
Em um indutor no vácuo u = B
2 / (2 μ
0).
Voltando ao dipolo magnético da Figura 02, pode-se então escrever as fórmulas dos componentes do campo magnético em um ponto genérico P por simples analogia com as fórmulas do dipolo elétrico (com a hipótese anterior de R << r):
BN = μ0 2 μ cos α / (4 π r3) #E.1#.
Bt = μ0 μ sen α / (4 π r3) #E.2#.
Campo magnético de um solenóide |
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Em página anterior, foi deduzida uma igualdade simples para o campo da região central de um solenóide de comprimento grande em relação ao diâmetro. Seja agora o campo em um ponto P no eixo de um solenóide genérico de comprimento L conforme esquema da Figura 01.
Se N o número total de espiras do solenóide, o número de espiras por unidade de comprimento é
n = N / ℓ #A.1#.
E o número de espiras em uma porção infinitesimal dx é n dx.
Para uma espira, o campo no eixo a uma distância x é dado pela igualdade #A.1# do tópico
Campo magnético de uma espira circular:
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| Fig 01 |
B = μ
0 i R
2 / [ 2 (R
2 + x
2)
3/2 ].
Então, para o ponto P da figura, o campo dB resultante de um segmento dx deve ser essa igualdade multiplicada pelo número de espiras em dx (n dx):
dB = μ
0 i R
2 n dx / [2 (R
2 + x
2)
3/2].
dB = μ
0 i R
2 N dx / [2 ℓ (R
2 + x
2)
3/2].
dB = [ μ
0 i N / (2 ℓ) ] R
2 dx / (R
2 + x
2)
3/2.
Conforme relações trigonométricas, tan φ = R / x ou x = R / tan φ ou x = R cot φ.
Diferenciando a última, dx = − R cosec
2 φ dφ.
Da trigonometria, cosec φ = 1 / sen φ = PA / R ou PA = R cosec φ.
Mas PA
2 = (R
2 + x
2). Assim (R
2 + x
2) = R
2 cosec
2 φ.
Substituindo tudo, dB = [ μ
0 i N / (2 ℓ) ] R
2 (− R cosec
2 φ dφ) / (R
2 cosec
2 φ)
3/2. Simplificando,
dB = [ μ
0 i N / (2 ℓ) ] ( − sen φ d φ). Então, o campo total é a integração de φ = α até φ = β:
B = [ μ
0 i N / (2 ℓ) ] ∫
α,β ( − sen φ d φ).
B = [ μ0 i N / (2 ℓ) ] (cos β − cos α) #B.1#.
Se o solenóide é grande e o ponto P está no centro, α ≈ 180º, cos α = −1, β ≈ 0 e cos β = 1.
E a igualdade anterior fica
B = μ0 i n #C.1#, onde n = N / ℓ.
É a fórmula dada em página anterior para a região central de um solenóide ideal no vácuo.