MSPC - Informações Técnicas
. . . | Início | Mapa | Uso etc | Pesquisar | Fim pág | Voltar |
Eletromagnetismo I-40
Índice do grupo | Página anterior | Próxima página |
Lei de Ampère para o eletromagnetismo |
Força entre condutores paralelos |
Solenoide ideal |
Lei de Ampère para o eletromagnetismo
(Topo pág | Fim pág)
Essa lei afirma que, no vácuo, a relação entre o campo magnético B produzido por uma corrente i em um condutor é dada pela integração ao longo de um caminho:
#A.1#
dℓ: vetor do comprimento infinitesimal em uma linha de indução no ponto de atuação do campo magnético B.
μ0 = 4 π 10−7 Wb / (A m): constante de permeabilidade magnética do vácuo.

Fig 01
Exemplo - Condutor retilíneo
Neste caso, a simetria sugere que as linhas de indução são círculos concêntricos e o módulo do vetor B é constante ao longo de cada linha. Assim, para uma linha de raio r conforme Figura 01, a integração é igual ao módulo desse vetor multiplicado pelo comprimento da circunferência:
B 2 π r = μ0 i
#B.1#
O sentido de B pode ser determinado com o uso da regra da mão direita conforme indicado na Figura 01.
Para o caso mais genérico de uma espira qualquer sob uma corrente i (Figura 02), a indução magnética em um determinado ponto pode ser calculada pela lei de Biot-Savart.

Fig 02
#C.1#
Essa formulação é mais adequada quando o formato do condutor não permite uma dedução simples conforme exemplo anterior.
Força entre condutores paralelos
(Topo pág | Fim pág)
Na Figura 01, dois condutores paralelos, supostamente no vácuo, separados de uma distância d são percorridos pelas correntes i1 e i2. B1 e B2 são os campos magnéticos atuantes em um condutor devido à corrente do outro. Podem ser calculados segundo a fórmula #B.1# do tópico anterior:
B1 = μ0 i1 / (2 π d)
B2 = μ0 i2 / (2 π d)

Fig 01
Em página anterior, foi dado que a força F devido a um campo B em um condutor com uma corrente i e um comprimento ℓ (vetor no mesmo sentido de i) é
F = i ℓ × B
Neste caso, com as correntes no mesmo sentido, pode ser deduzido que as forças são de atração. E, para um comprimento ℓ de condutores, as forças são:
F1 = i1 ℓ B2 = μ0 ℓ i1 i2 / (2 π d)
F2 = i2 ℓ B1 = μ0 ℓ i1 i2 / (2 π d)
Portanto,
#A.1#
Esse resultado é usado para a definição de corrente elétrica no Sistema Internacional de unidades:
Se d = 1 m, ℓ = 1 m e i1 = i2 = 1 A, o valor é F = 4 π 10−7 1 1 1 / (2 π 1) = 2 10−7 N
Ou seja, Ampère é a corrente que produz essa força por metro de comprimento entre dois condutores retilíneos e paralelos no vácuo e distantes 1 metro entre si.
Solenoide ideal
(Topo pág | Fim pág)
Em um solenoide típico, as linhas de indução têm geometria parecida com a Figura 01 (a). Ocorre também alguma dispersão (não indicada na figura) devido ao espaço entre espiras. Se as espiras são compactas e o comprimento é grande, o solenoide pode ser considerado aproximadamente ideal e o campo magnético na região central é aproximadamente uniforme. O objetivo deste tópico é determinar esse campo em função da corrente i e de outros parâmetros.

Fig 01
No corte (b) da Figura 01, o caminho 1234 é usado para aplicação da lei de Ampère:

(porque B é supostamente uniforme)
(B e dℓ são ortogonais)
(porque não há indução externa)
Portanto, B d = μ0 id
Na igualdade anterior, é usado id porque deve ser a corrente total no comprimento d e não a corrente i em cada espira. Se o solenoide tem N espiras e comprimento ℓ, essa corrente é:
id = i d N / ℓ
Substituindo na anterior e simplificando,
#A.1#
Onde:
B: campo magnético na região central do solenoide ideal no vácuo.
μ0: permeabilidade magnética do vácuo = 4 π 10−7 Wb / (A m).
i: corrente no solenoide.
N: número de espiras do solenoide.
ℓ: comprimento do solenoide.
Topo | Página anterior | Próxima página | Última revisão ou atualização: Dez/2007