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Circuitos elétricos II-50: Correntes contínuas


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Exemplo de análise: ponte resistiva |
Ponte de Wheatstone |
 

Exemplo de análise: ponte resistiva

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Ponte resistiva
Fig 01
Seja o circuito de ponte de resistores conforme Figura 01 ao lado.

Deseja-se saber a resistência equivalente entre os terminais a e b.

Deve-se notar que essa resistência equivalente não pode, para este caso, ser calculada através de fórmulas de associações de resistores.

A seguir, são demonstrados os cálculos através dos métodos já vistos de análise de nós e de malhas.

Ponte resistiva - Análise de nós
Fig 02
Na Figura 02, o circuito anterior é redesenhado para uma disposição mais clara.

A fonte vs mantém essa tensão entre os terminais, de forma que, considerando um deles referência, os nós de tensão desconhecida são v1 e v2.

No quadro abaixo (#A.1#), o sistema de equações lineares, conforme modelo visto em página anterior, para análise nodal desse circuito.

 
1/2+1/8+1/4    −1/4
−1/4   1/3+1/12+1/4
 
 × 
 
v1
v2
 
 = 
 
vs/2
vs/3
 
#A.1#
A solução de #A.1# é v1 = v2 = (4/5) vs. E a corrente i é calculada por

i = v1/8 + v2/12. Substituindo, i = (25/150) vs. E a resistência Rab = vs/i = 150/25 = 6 Ω.

Ponte resistiva: análise de malhas
Fig 03
A Figura 03 apresenta o circuito da ponte para análise por malhas. Neste caso, há uma fonte de corrente is, que forma a malha de corrente definida im3 = is. As malhas a calcular são im1 e im2 conforme indicado.

A malha im3 produz quedas de tensão em R1 e em R4, que são consideradas na matriz de fontes de tensão no sistema de equações #B.1#.

 
2+3+4  −4
−4     12+8+4
 
 × 
 
im1
im2
 
 = 
 
2 is
8 is
 
#B.1#
A solução de #B.1# é im1 = im2 = (2/5) is. Assim, a tensão entre a e b é vab = 3 im1 + 12 im2 = 6 is. Ou Rab = 6 Ω.

A igualdade com o resultado anterior era era naturalmente esperada.



Ponte de Wheatstone

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O circuito do tópico anterior foi inventado por Samuel Christie, cientista inglês, em 1833. Foi aprimorado em 1843 por outro cientista inglês, Charles Wheatstone. Por isso, ficou conhecida com o nome deste último.

A função original do circuito, que permanece até hoje, é a medição de grandezas elétricas.

Ponte de Wheatstone
Fig 01
No circuito da Figura 01, a ponte, alimentada com uma tensão vs, tem os resistores de valores conhecidos R1 e R2. R4 é também conhecido, mas é ajustável com uma escala, de forma que seu valor pode ser lido com precisão. Rx é o resistor cuja resistência se deseja determinar.

O voltímetro V (resistência interna Rm) indica a tensão entre os nós v1 e v2. O resistor R4 é ajustado até essa tensão se tornar nula, ou seja, v1 = v2.

Se a diferença de potencial entre v1 e v2 é nula, a corrente através de Rm também é nula. Assim, na análise de malhas (#B.1# do tópico anterior), deve-se ter im1 = im2 = im.

 
R1+R2+Rm     −Rm
−Rm     Rx+R4+Rm
 
 × 
 
im
im
 
 = 
 
R1 is
R4 is
 
#A.1#
O sistema de equações #A.1# deste tópico é o #B.1# do tópico anterior com a substituição dos valores numéricos por símbolos e a igualdade de correntes acima.

Isolando im das duas equações,

im = R1 is / (R1 + R2) e im = R4 is / (Rx + R4). Igualando, R1 / (R1 + R2) = R4 / (Rx + R4).

Após simplificação, o resultado é R1 Rx = R2 R4 #B.1#.

Isso significa que, na condição de tensão nula entre v1 e v2, o valor de Rx só depende dos valores dos demais resistores e pode ser facilmente calculado se eles são conhecidos.

A medição com ponte de Wheatstone pode apresentar elevada precisão, uma vez que o processo é comparativo, não depende da precisão do voltímetro V, que basicamente deve ter sensibilidade adequada para a indicação de zero. Com uso de tensões alternadas, grandezas como capacitância, indutância e impedância podem ser medidas.

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