Exemplo de análise: ponte resistiva |
Topo | Fim |
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| Fig 01 |
Seja o circuito de ponte de resistores conforme Figura 01 ao lado.
Deseja-se saber a resistência equivalente entre os terminais a e b.
Deve-se notar que essa resistência equivalente não pode, para este caso, ser calculada através de fórmulas de associações de resistores.
A seguir, são demonstrados os cálculos através dos métodos já vistos de análise de nós e de malhas.
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| Fig 02 |
Na Figura 02, o circuito anterior é redesenhado para uma disposição mais clara.
A fonte v
s mantém essa tensão entre os terminais, de forma que, considerando um deles referência, os nós de tensão desconhecida são v
1 e v
2.
No quadro abaixo (#A.1#), o sistema de equações lineares, conforme modelo visto em página anterior, para análise nodal desse circuito.
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1/2+1/8+1/4 −1/4
−1/4 1/3+1/12+1/4
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× |
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= |
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| #A.1# |
A solução de #A.1# é v
1 = v
2 = (4/5) v
s. E a corrente i é calculada por
i = v
1/8 + v
2/12. Substituindo, i = (25/150) v
s. E a resistência R
ab = v
s/i = 150/25 = 6 Ω.
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| Fig 03 |
A Figura 03 apresenta o circuito da ponte para análise por malhas. Neste caso, há uma fonte de corrente i
s, que forma a malha de corrente definida i
m3 = i
s. As malhas a calcular são i
m1 e i
m2 conforme indicado.
A malha i
m3 produz quedas de tensão em R
1 e em R
4, que são consideradas na matriz de fontes de tensão no sistema de equações #B.1#.
A solução de #B.1# é i
m1 = i
m2 = (2/5) i
s. Assim, a tensão entre a e b é v
ab = 3 i
m1 + 12 i
m2 = 6 i
s. Ou R
ab = 6 Ω.
A igualdade com o resultado anterior era era naturalmente esperada.
O circuito do tópico anterior foi inventado por Samuel Christie, cientista inglês, em 1833. Foi aprimorado em 1843 por outro cientista inglês, Charles Wheatstone. Por isso, ficou conhecida com o nome deste último.
A função original do circuito, que permanece até hoje, é a medição de grandezas elétricas.
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| Fig 01 |
No circuito da Figura 01, a ponte, alimentada com uma tensão v
s, tem os resistores de valores conhecidos R
1 e R
2. R
4 é também conhecido, mas é ajustável com uma escala, de forma que seu valor pode ser lido com precisão. R
x é o resistor cuja resistência se deseja determinar.
O voltímetro V (resistência interna R
m) indica a tensão entre os nós v
1 e v
2. O resistor R
4 é ajustado até essa tensão se tornar nula, ou seja, v
1 = v
2.
Se a diferença de potencial entre v
1 e v
2 é nula, a corrente através de R
m também é nula. Assim, na análise de malhas (#B.1# do tópico anterior), deve-se ter i
m1 = i
m2 = i
m.
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R1+R2+Rm −Rm
−Rm Rx+R4+Rm
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× |
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= |
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| #A.1# |
O sistema de equações #A.1# deste tópico é o #B.1# do tópico anterior com a substituição dos valores numéricos por símbolos e a igualdade de correntes acima.
Isolando i
m das duas equações,
i
m = R
1 i
s / (R
1 + R
2) e i
m = R
4 i
s / (R
x + R
4). Igualando, R
1 / (R
1 + R
2) = R
4 / (R
x + R
4).
Após simplificação, o resultado é
R1 Rx = R2 R4 #B.1#.
Isso significa que, na condição de tensão nula entre v
1 e v
2, o valor de R
x só depende dos valores dos demais resistores e pode ser facilmente calculado se eles são conhecidos.
A medição com ponte de Wheatstone pode apresentar elevada precisão, uma vez que o processo é comparativo, não depende da precisão do voltímetro V, que basicamente deve ter sensibilidade adequada para a indicação de zero. Com uso de tensões alternadas, grandezas como capacitância, indutância e impedância podem ser medidas.