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Circuitos elétricos II-30: Correntes contínuas


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Análise de circuitos por malhas - Introdução |
 

Análise de circuitos por malhas - Introdução

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Este é um outro método sistemático para análise de circuitos resistivos, similar à análise de nós das páginas anteriores. A diferença é sugerida pelo nome: usa a lei das tensões de Kirchhoff no lugar da lei das correntes.

Circuito planar
Fig 01
O procedimento só é aplicavél a circuitos planares.

A Figura 01 mostra um exemplo. Em (a), há um cruzamento sem interligação, indicado por (*). Esse circuito é planar porque ele pode ser redesenhado no plano, como em (b) da figura, de forma a eliminar cruzamentos sem interligação. Caso contrário, o circuito não é planar e não pode ser resolvido por malhas.

Todo circuito elétrico deve ter pelo menos um laço ou caminho fechado, sem o qual não pode haver corrente circulante.

Exemplo de caminhos fechados no circuito / Closed paths
Fig 02
Para estudo inicial do método, será usado o circuito de exemplo da Figura 02, que é o mesmo empregado no método nodal anterior.

Nesse circuito, é possível identificar três caminhos fechados conforme indicação das linhas tracejadas.

Uma malha é considerada um laço que não contém outros. Portanto, no circuito em estudo, apenas m1 e m2 são de interesse.

Uma vez identificadas as malhas de cálculo, o passo seguinte é a indicação de correntes para cada malha.

Malhas e correntes / Mesh currents
Fig 03
Segundo a Figura 03, as malhas m1 e m2 têm supostamente as correntes im1 e im2.

É também suposto que as correntes circulam as malhas no sentido horário. Essa convenção é arbitrária, mas, se assim mantida, proporciona uniformidade e facilita a compreensão do método (se o resultado for negativo, o sentido real é oposto).

Agora, pode-se aplicar a lei das tensões de Kirchhoff (LTK) para cada malha, observadas as convenções de sinais para elementos passivos e ativos. É importante notar que, nos ramos comuns a duas malhas, as correntes são dadas pela soma algébrica das correntes de cada malha.

Malha m1: −vs1 + R1 im1 + R2 (im1 −im2) = 0.

Malha m2: R2 (im2 −im1) + R3 im2 + R4 im2 = 0.

 
R1+R2   −R2
−R2     R2+R3+R4
 
 × 
 
im1
im2
 
 = 
 
vs1
0
 
#A.1#
As igualdades anteriores formam um sistema de equações lineares de duas incógnitas, que pode ser representado em forma de matrizes segundo #A.1#.

Correntes do circuito / Circuit and currents
Fig 04
Uma vez resolvido esse sistema de equações, as correntes do circuito são facilmente determinadas (ver Figura 04):

i1 = im1.
i2 = im1 − im2.
i3 = im2.

De forma similar à do método de análise nodal, o sistema de equações lineares pode ser generalizado para N malhas.

 
 R11 −R12 … −R1N
−R21  R22 … −R2N
 :    :      :
−RN1 −RN2 …  RNN
 
 × 
 
im11
im21
:
imN1
 
 = 
 
vs11
vs21
:
vsN1
 
#C.1#
[R] [im] = [vs] #B.1#. Onde:

[R]: matriz de resistências. Conforme #C.1#, é uma matriz N×N simétrica tal que:

Rii = soma das resistências na malha i.


Rij = soma das resistências comuns às malhas i e j.

[im]: matriz das correntes. De coluna N×1 tal que imi1 = corrente da malha i.

[vs]: matriz de tensões. De coluna N×1 tal que vsi1 = soma das fontes de tensão na malha i (positivo se corrente da fonte no mesmo sentido da corrente da malha).


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