Análise nodal de circuitos - Alguns exemplos |
Topo | Fim |
Este tópico apresenta circuitos que demandam alguma dificuldade de análise em relação ao exemplo simples do tópico introdutório da página anterior.
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| Fig 01 |
Circuito com fonte de corrente
No exemplo da Figura 01, os dois nós inferiores equivalem eletricamente a um único, que foi escolhido para referência.
A fonte de corrente i
s1 é naturalmente considerada na matriz de fontes de corrente conforme visto na página anterior.
Lembrar que, no conjunto #A.1#, Gs são condutâncias (inversos) das resistências do circuito.
A contribuição da fonte de tensão v
s1 é dada pelo termo v
s1/R
1, ou seja, a conversão em fonte de corrente, conforme mencionado na mesma página.
No caso da fonte de corrente i
s1, ela está conectada a dois nós desconhecidos v
1 e v
3. Portanto, sua parcela é positiva em v
1 (corrente entrando, i
s1) e negativa em v
3 (corrente saindo, −i
s1).
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G1+G2+G4 −G2 0
−G2 G2+G3+G5 −G3
0 −G3 G3+G6
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×
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=
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| #A.1# |
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| Fig 02 |
No exemplo da Figura 02, o nó n
3 é claramente o mais favorável para servir de referência.
As fontes de tensão v
s1 e v
s2 contribuem com as correntes equivalentes 30/6 e 50/5 respectivamente nos nós v
1 e v
2.
A fonte de corrente i
s1 atua nesses nós com sinais opostos, de forma similar ao exemplo anterior.
O resultado de #B.1# abaixo é v
1 = 30 V e v
2 = 40 V.
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1/6 + 1/10 + 1/15 −1/10
−1/10 1/10 + 1/5
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×
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=
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| #B.1# |
Circuito com fonte de tensão flutuante em série com resistência
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| Fig 03 |
No circuito de exemplo da Figura 03, qualquer seja o nó de referência escolhido, haverá pelo menos uma fonte de tensão não conectada a ele. Fontes de tensão nessa condição são denominadas
flutuantes e, evidentemente, precisam ser consideradas no modelo do sistema de equações lineares.
No mesmo circuito, o nó n
4 é o mais conveniente para referência, por ser comum a duas fontes de tensão. Resta, portanto, a fonte flutuante v
s1.
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| Fig 03A |
Se a fonte flutuante tem uma resistência em série, o melhor caminho é convertê-la em uma fonte de corrente equivalente em paralelo com essa resistência. Assim, o circuito enquadra-se no tipo dos anteriores e pode ser facilmente resolvido.
Na Figura 03A, o circuito é redesenhado com a conversão de v
s1 para i
vs1 = 48 / 6000 = 0,008 A ou 8 mA.
No sistema de equações #C.1#, os valores em kΩ do circuito estão diretamente considerados, sem multiplicadores. Desde que estão em ambos os lados, os resultados não são afetados.
É importante notar que, no circuito equivalente da Figura 03A, a fonte v
s2 atua via R
1 em v
1 e via R
3 em v
2, conforme pode ser visto na matriz de correntes.
O resultado do sistema de equações #C.1# abaixo é v
1 = 6 V e v
2 = 0 V.
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1/6 + 1/1 + 1/3 −1/1
−1/1 1/4 + 1/2 + 1/1
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×
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=
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| #C.1# |
Circuito com fonte de tensão flutuante sem resistência em série
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| Fig 04 |
No circuito de exemplo da Figura 04, se escolhido n
4 como referência, a fonte de tensão fica flutuante, mas não há uma resistência em série conectada somente com ela conforme exemplo anterior.
Neste caso, a fonte pode ser considerada um único nó, denominado
supernó.
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| Fig 04A |
A Figura 04A reproduz o circuito, com a indicação do supernó v
1, formado pelos nós n
1 e n
5 da figura anterior.
Observar, no sistema de equações #D.1# abaixo, algumas particularidades para o caso:
• as condutâncias entre v
1 e v
2 são dadas por R
1 e R
3. Assim, o termo −(1/10 + 1/2) está presente na matriz das condutâncias.
• a fonte v
s1 em conjunto com R
3 atua como uma fonte de corrente entre v
1 e v
2. Portanto, os termos +30/2 e −30/2 estão na matriz das correntes (lado direito).
O resultado do sistema de equações #D.1# é v
1 = 40 V e v
2 = 10 V.
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1/10 + 1/5 + 1/2 −(1/10 + 1/2)
−(1/10 + 1/2) 1/10 + 1/1 + 1/2
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×
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=
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| #D.1# |