Análise nodal de circuitos - Introdução |
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A análise nodal é um meio sistemático para a solução de circuitos resistivos com fundamento na lei das correntes de Kirchhoff.
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| Fig 01 |
O circuito simples da Figura 01 pode ser resolvido com auxílio das fórmulas já vistas para associação de resistores, mas aqui será usado para estudo do método.
O primeiro passo é identificar todos os nós do circuito, que são os pontos de conexão de dois ou mais elementos.
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| Fig 02 |
Na praxe dos diagramas, nós de dois elementos não são destacados. A Figura 02 mostra todos eles.
A próxima etapa é a escolha de um
nó de referência, que será considerado de potencial nulo, como se fosse ligado à terra.
O nó de referência deve ter o maior número de elementos conectados e, principalmente, o maior número de fontes independentes de tensão.
Todas as tensões serão consideradas relativas ao nó de referência. No circuito em questão, o nó n
4 é a escolha natural para a referência conforme indicado na Figura 02.
O problema é resolvido se as tensões nos nós são conhecidas. O nó n
4 tem tensão nula por ser referência. O nó n
1, por ser de uma fonte de tensão conectada à referência, tem a própria tensão da fonte. Restam então os nós n
2 e n
3, de tensões desconhecidas v
2 e v
3, destacados com (*) na Figura 03.
O raciocínio acima permite deduzir que, de forma genérica, o número de nós de tensão desconhecida é n − 1 − m, onde n é o número total e m é o número de fontes de tensão independentes conectadas ao nó de referência.
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| Fig 03 |
Uma vez identificados os nós de tensão desconhecida, o próximo passo é indicar as correntes entre nós, lembrando que os seus sentidos e os lados de maior (+) e de menor (−) potencial devem estar de acordo com a convenção já vista para elementos passivos e ativos. Ver Figura 03.
Para facilitar a formulação das equações, é usada condutância no lugar de resistência. Assim,
G
1 = 1/R
1, G
2 = 1/R
2, etc.
As correntes indicadas podem ser calculadas em função de diferenças de tensões e condutâncias.
| i1 = G1 (vs1 − v2) |
i2 = G2 v2 |
i3 = G3 (v2 − v3) |
i3 = G4 v3 |
A lei das correntes de Kirchhoff (LCK) no nó n
2 implica
i
1 = i
2 + i
3. Substituindo, G
1 (v
s1 − v
2) = G
2 v
2 + G
3 (v
2 − v
3). Ou, reagrupando,
G
1 v
2 + G
2 v
2 + G
3 v
2 − G
3 v
3 = G
1 v
s1. Simplificando, (G
1 + G
2 + G
3) v
2 − G
3 v
3 = G
1 v
s1 #A.1#.
Aplica-se agora a LCK no nó n
3:
i
3 = i
3. Ou G
3 (v
2 − v
3) = G
4 v
3. Reagrupando, − G
3 v
2 + (G
3 + G
4) v
3 = 0
#A.2#.
As igualdades #A.1# e #A.2# formam um sistema de equações lineares, que pode ser representado em forma de matrizes segundo #B.1# ao lado.
Desde que as condutâncias G
1 a G
4 e a tensão v
s1 são supostamente conhecidas, o sistema pode ser resolvido e a sua solução, v
2 e v
3, é a solução do circuito.
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| Fig 04 |
O primeiro elemento da matriz direita de #B.1# é igual a
v
s1 / R
1.
No circuito, a fonte v
s1 está em série com R
1. Segundo a conversão já vista de fontes, isso equivale a uma fonte de corrente v
s1 / R
1 em paralelo com uma resistência R
1.
Então, o circuito é equivalente ao apresentado na Figura 04 ao lado.
Pode-se dizer, portanto, que os elementos da matriz de coluna da direita são as fontes de corrente que entram no nó. O valor é nulo no segundo elemento porque não há fonte para o nó n
3 do circuito em estudo.
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G11 −G12 … −G1N
−G21 G22 … −G2N
: : :
−GN1 −GN2 … GNN
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×
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=
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| #D.1# |
O sistema anterior pode então ser generalizado para o caso de N nós de tensão desconhecida:
[G] [v] = [is] #C.1#. Onde:
[G]: matriz de condutância. Conforme #D.1#, é uma matriz N×N simétrica tal que
G
ii = soma das condutâncias conectadas ao nó i.
G
ij = soma das condutâncias entre os nós i e j.
[v]: matriz das tensões. De coluna N×1 tal que v
i1 = tensão no nó i.
[i
s]: matriz de correntes. De coluna N×1 tal que i
si1 = soma das fontes de corrente que entram no nó i.