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Circuitos elétricos II-10: Correntes contínuas


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Análise nodal de circuitos - Introdução |
 

Análise nodal de circuitos - Introdução

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A análise nodal é um meio sistemático para a solução de circuitos resistivos com fundamento na lei das correntes de Kirchhoff.

Circuito para análise nodal
Fig 01
O circuito simples da Figura 01 pode ser resolvido com auxílio das fórmulas já vistas para associação de resistores, mas aqui será usado para estudo do método.


O primeiro passo é identificar todos os nós do circuito, que são os pontos de conexão de dois ou mais elementos.

Circuito para análise nodal
Fig 02
Na praxe dos diagramas, nós de dois elementos não são destacados. A Figura 02 mostra todos eles.

A próxima etapa é a escolha de um nó de referência, que será considerado de potencial nulo, como se fosse ligado à terra.

O nó de referência deve ter o maior número de elementos conectados e, principalmente, o maior número de fontes independentes de tensão.

Todas as tensões serão consideradas relativas ao nó de referência. No circuito em questão, o nó n4 é a escolha natural para a referência conforme indicado na Figura 02.

O problema é resolvido se as tensões nos nós são conhecidas. O nó n4 tem tensão nula por ser referência. O nó n1, por ser de uma fonte de tensão conectada à referência, tem a própria tensão da fonte. Restam então os nós n2 e n3, de tensões desconhecidas v2 e v3, destacados com (*) na Figura 03.

O raciocínio acima permite deduzir que, de forma genérica, o número de nós de tensão desconhecida é n − 1 − m, onde n é o número total e m é o número de fontes de tensão independentes conectadas ao nó de referência.

Circuito para análise nodal
Fig 03
Uma vez identificados os nós de tensão desconhecida, o próximo passo é indicar as correntes entre nós, lembrando que os seus sentidos e os lados de maior (+) e de menor (−) potencial devem estar de acordo com a convenção já vista para elementos passivos e ativos. Ver Figura 03.

Para facilitar a formulação das equações, é usada condutância no lugar de resistência. Assim,

G1 = 1/R1, G2 = 1/R2, etc.

As correntes indicadas podem ser calculadas em função de diferenças de tensões e condutâncias.

i1 = G1 (vs1 − v2) i2 = G2 v2 i3 = G3 (v2 − v3) i3 = G4 v3

A lei das correntes de Kirchhoff (LCK) no nó n2 implica

i1 = i2 + i3. Substituindo, G1 (vs1 − v2) = G2 v2 + G3 (v2 − v3). Ou, reagrupando,

G1 v2 + G2 v2 + G3 v2 − G3 v3 = G1 vs1. Simplificando, (G1 + G2 + G3) v2 − G3 v3 = G1 vs1 #A.1#.

Aplica-se agora a LCK no nó n3:

i3 = i3. Ou G3 (v2 − v3) = G4 v3. Reagrupando, − G3 v2 + (G3 + G4) v3 = 0 #A.2#.

 
G1+G2+G3  −G3
−G3       G3+G4
 
 × 
 
v2
v3
 
 = 
 
G1 vs1
0
 
#B.1#
As igualdades #A.1# e #A.2# formam um sistema de equações lineares, que pode ser representado em forma de matrizes segundo #B.1# ao lado.


Desde que as condutâncias G1 a G4 e a tensão vs1 são supostamente conhecidas, o sistema pode ser resolvido e a sua solução, v2 e v3, é a solução do circuito.

Circuito para análise nodal
Fig 04
O primeiro elemento da matriz direita de #B.1# é igual a

vs1 / R1.

No circuito, a fonte vs1 está em série com R1. Segundo a conversão já vista de fontes, isso equivale a uma fonte de corrente vs1 / R1 em paralelo com uma resistência R1.

Então, o circuito é equivalente ao apresentado na Figura 04 ao lado.

Pode-se dizer, portanto, que os elementos da matriz de coluna da direita são as fontes de corrente que entram no nó. O valor é nulo no segundo elemento porque não há fonte para o nó n3 do circuito em estudo.

 
 G11 −G12 … −G1N
−G21  G22 … −G2N
 :    :      :
−GN1 −GN2 …  GNN
 
 × 
 
v11
v21
:
vN1
 
 = 
 
is11
is21
:
isN1
 
#D.1#
O sistema anterior pode então ser generalizado para o caso de N nós de tensão desconhecida:

[G] [v] = [is] #C.1#. Onde:

[G]: matriz de condutância. Conforme #D.1#, é uma matriz N×N simétrica tal que

Gii = soma das condutâncias conectadas ao nó i.

Gij = soma das condutâncias entre os nós i e j.

[v]: matriz das tensões. De coluna N×1 tal que vi1 = tensão no nó i.

[is]: matriz de correntes. De coluna N×1 tal que isi1 = soma das fontes de corrente que entram no nó i.

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