Máxima transferência de potência |
Topo | Fim |
Seja, conforme Figura 01, uma fonte de tensão de resistência interna R
s que alimenta uma carga de resistência R
L.
A corrente é dada por i = v
s / (R
s + R
L). E a potência dissipada pela carga é
 |
| Fig 01 |
P
L = R
L i
2 = R
L [ v
s / (R
s + R
L) ]
2.
Considerando constantes os parâmetros da fonte, o valor de R
L que maximiza a potência acima é dado pela derivada nula.
dP
L / dR
L = 0.
Omitindo o desenvolvimento matemático, o resultado é R
L = R
s. Ou seja, a máxima potência é transferida quando a resistência da carga é igual à resistência interna da fonte de tensão.
Se as resistências são iguais, as potências dissipadas em cada são também idênticas porque são percorridas pela mesma corrente. Deduz-se então que, na condição de máxima potência transferida, a eficiência é 50%.
Princípio da superposição |
Topo | Fim |
Se um sistema físico é linear, o seu comportamento pode ser considerado a soma dos comportamentos individuais de cada componente desse sistema. Esse é o princípio da superposição, que pode ser usado para resolver circuitos elétricos lineares, de forma simples e rápida em muitos casos.
Em geral, o cálculo é feito com uma fonte independente de cada vez. As demais fontes independentes são removidas segundo os critérios:
 |
| Fig 01 |
• Fonte independente de
tensão suprimida =
curto circuito.
• Fonte independente de
corrente suprimida =
circuito aberto.
• Fonte
dependente de tensão ou corrente
não é suprimida.
No exemplo da Figura 01 (a), que tem apenas fontes independentes, deseja-se saber a corrente através do resistor R
3, isto é, i
R3. As etapas estão indicadas nos outros circuitos.
(b) Mantida a fonte S
1 e suprimidas S
2 e S
3. Desde que estas últimas são fontes de corrente, os terminais são deixados em aberto.
A corrente em R
3 nessa condição é facilmente calculada i
R3b = 30/(6+4+2) = 2,5 A.
(c) Mantida S
3 e suprimidas S
1 e S
2. Notar o curto na ausência de S
1. Nessa situação, o resistor de 4 Ω e a série (6+2) Ω formam um divisor de corrente de dois elementos para a fonte de corrente de 3 A. Segundo fórmula já vista, i
R3c = 3 × 4 / [4 + (6+2)] = 1 A.
(d) Mantida S
2 e suprimidas S
1 e S
3. Ocorre também um divisor de corrente de dois elementos para a fonte de 8 A. Os resistores são 6 Ω e 4+2 = 6 Ω. Desde que são idênticos não há necessidade de fórmula. A corrente é dividida igualmente, mas notar que o sentido é oposto ao das anteriores i
R3d = −8/2 = −4 A.
E o resultado final é dado pela soma i
R3 = i
R3b + i
R3c + i
R3d = 2,5 + 1 − 4 = − 0,5 A.
 |
| Fig 02 |
O exemplo da
Figura 02 (a) é semelhante ao anterior, mas a fonte S
2 é dependente, fornecendo uma corrente igual a oito vezes a corrente de R
3. Por ser dependente, ela não é suprimida.
(b) Mantida S
1 e suprimida S
3. Segundo a lei das correntes de Kirchhoff, a corrente que sai do nó n
3 é 8 i
R3b + i
R3b = 9 i
R3b. Aplicando-se a lei das tensões de Kirchhoff no laço indicado,
− 30 + 6 9 i
R3b + (4+2) i
R3b = 0. Ou i
R3b = 0,5 A.
(c) Mantida S
3 e suprimida S
1. A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff (LCK) no nó n
3 dá resultado similar ao anterior, 9 i
R3c para a corrente que sai. E a mesma lei no nó n
1 implica
9 i
R3c − 8 i
R3c − 3 − i
R4c = 0.
Portanto, i
R4c = i
R3c − 3.
Agora é usada a lei das tensões de Kirchhoff (LTK) no laço indicado.
6 9 i
R3c + 4 (i
R3c − 3) + 2 i
R3c = 0.
A solução dessa equação é i
R3c = 0,2 A. E o resultado final, i
R3 = i
R3b + i
R3c = 0,5 + 0,2 = 0,7 A.