Associação de resistores |
Topo | Fim |
Na Figura 01, uma fonte de tensão v é conectada a três resistores em série. Pode-se aplicar a lei das tensões de Kirchhoff para o laço único do circuito.
 |
| Fig 01 |
− v + R
1 i + R
2 i + R
3 i = 0.
Reagrupando a igualdade,
( R
1 + R
2 + R
3 ) i = v.
A expressão entre parênteses é a resistência equivalente, que faz o mesmo efeito dessa combinação.
Generalizando, pode-se dizer que a resistência equivalente de uma
combinação de n resistências em série é dada pela soma:
Req = R1 + R2 + … + Rn #A.1#.
No exemplo da Figura 02, uma fonte de tensão v é conectada a três resistores em paralelo. A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff nos nós a e b permite o resultado:
 |
| Fig 02 |
i = i
1 + i
2 + i
3.
Desde que cada resistor está sob a mesma tensão v, a corrente é a relação entre essa tensão e o valor da sua resistência.
i = v / R
1 + v / R
2 v / R
3. Reagrupando,
v = [ 1 / ( 1/R
1 + 1/R
2 + 1/R
3 ) ] i.
O termo entre colchetes é a resistência equivalente dessa associação. Generalizando, a resistência equivalente para uma
associação de n resistências em paralelo é dada por:
1 / Req = 1 / R1 + 1 / R2 + … + 1 / Rn #B.1#.
Para o caso particular de dois resistores em paralelo, a fórmula abaixo pode ser facilmente deduzida:
R
eq = R
1 R
2 / (R
1 + R
2)
#B.2#.
Em várias referências, são usadas duas barras verticais para indicar o resultado aritmético da associação em paralelo. Portanto, na fórmula anterior,
R1 || R2 = Req = R1 R2 / (R1 + R2) #B.3#.
 |
| Fig 03 |
Associações mistas de resistores podem ser, em vários casos, resolvidas em partes.
No exemplo da Figura 03, as etapas são:
R
fg = R
5 || R
6 (conforme #B.3#).
R
eg = R
4 + R
fg.
E o resultado final é R
ab = R
1 + (R
3 || R
eg) + R
2.
Divisor de tensão e divisor de corrente |
Topo | Fim |
Divisor de tensão é um arranjo simples de resistores em série, bastante utilizado em circuitos eletrônicos, para fornecer tensões contínuas inferiores ao valor da tensão da fonte.
 |
| Fig 01 |
No exemplo da Figura 01, a resistência equivalente entre 0 e 3 é dada por:
R
eq = R
1 + R
2 + R
3.
Portanto, a corrente i é calculada por:
i = v / (R
1 + R
2 + R
3).
Tensão v
1 = i R
1 = v R
1 / (R
1 + R
2 + R
3).
Tensão v
2 = i (R
1 + R
2) = v (R
1 + R
2) / (R
1 + R
2 + R
3).
Tensão v
3 = i (R
1 + R
2 + R
3) = v (R
1 + R
2 + R
3) / (R
1 + R
2 + R
3) = v.
Procedimento similar pode ser feito para qualquer número de resistores. Se o conjunto de resistores em série for substituído por um variável, a saída será ajustável de 0 a v.
Os cálculos acima não consideram a corrente do circuito a alimentar. Assim, os valores reais serão menores que os indicados. Devido à dissipação de energia nos resistores, o arranjo não é adequado para altas potências.
 |
| Fig 02 |
Um
divisor de corrente usa uma fonte de corrente e resistores em paralelo conforme exemplo de três resistores da Figura 02 (a).
Conforme visto em tópico anterior, a resistência equivalente dessa associação é
1/R
eq = 1/R
1 + 1/R
2 + 1/R
3.
Ou, simbolicamente,
R
eq = R
1 || R
2 || R
3.
A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff permite a fácil dedução da corrente em cada:
i
1 = (R
eq / R
1) i. E de forma similar para as demais. Naturalmente, o cálculo pode ser estendido para qualquer número de resistores.
No caso particular de 2 resistores conforme (b) da Figura 02, a resistência equivalente é R
eq = R
1 R
2 / (R
1 + R
2). Substituindo e simplificando na fórmula anterior,
i
1 = i R
2 / (R
1 + R
2) para a primeira corrente e i
2 = i R
1 / (R
1 + R
2) para a segunda.
Exemplos de associação de resistores |
Topo | Fim |
No exemplo da
Figura 01, é suposto que a formação do circuito se repete continuamente. Considerando o valor de cada resistor 1 Ω, determinar a resistência equivalente entre os pontos a e b.
 |
| Fig 01 |
Seja R a resistência entre a e b. Se o circuito for cortado em CC', a resistência do restante é também R, uma vez que a formação é repetida até o infinito.
Então, a resistência entre a e b (R) é igual à associação de uma resistência de 1 Ω em série com uma associação paralela de 1 Ω com R.
R = 1 + (1 || R) = 1 + 1 × R / (1 + R). Reagrupando e simplificando a igualdade,
R
2 − R − 1 = 0. O resultado é a solução positiva dessa equação do segundo grau, R ≈ 1,618 Ω.
 |
| Fig 02 |
Na
Figura 02, resistores de 1 Ω são dispostos em um arranjo espacial, nas arestas de um cubo. Determinar a resistência entre vértices opostos (exemplo: a e g).
Provavelmente, o problema pode ser resolvido com a planificação do circuito e a aplicação das leis de Kirchhoff. Mas a simetria do caso sugere um meio mais simples e imediato.
Seja uma corrente de 6 A aplicada entre os vértices a e g.
Desde que os resistores têm o mesmo valor, ela é dividida igualmente nas três arestas que partem de cada vértice: i
ab = i
ad = i
ae = i
hg = i
fg = i
cg = 2 A.
Em vértices intermediários (por exemplo, d) a corrente é dividida por dois: i
dc = i
dh = i
ad / 2 = 1 A.
Escolhe-se agora um caminho qualquer entre a e g. Exemplo: ad, dh e hg. E as respectivas correntes já foram deduzidas: i
ad = 2 A, i
dh = 1 A e i
hg = 2 A.
A queda de tensão entre a e g é a soma das quedas de cada parte:
v
ag = v
ad + v
dh + v
hg = 1 × 2 + 1 × 1 + 1 × 2 = 5 V. Desde que i
ag = 6 A conforme premissa,
R
ag = v
ag / i
ag = 5/6 Ω.