Máxima transferência de potência |
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No tópico anterior, foi dado um exemplo de cálculo da potência ativa transmitida da fonte para a carga. Neste tópico, considera-se uma situação genérica conforme Figura 01:
Uma fonte ideal
Vs em série com uma impedância
Zs, que alimenta uma carga de impedância
Z.
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| Fig 01 |
Em módulo, a corrente é dada por
I
ef = V
s ef / |
Zs +
Z|.
A potência ativa na carga é
P = I
ef2 R = R V
s ef2 / |
Zs +
Z|
2 #A.1#.
As impedâncias complexas são,
Zs = R
s + j X
s #A.2#.
Z = R + j X
#A.3#.
A soma delas é dada por
Zs +
Z = (R
s + R) + j (X
s + X).
E o módulo da soma é
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Zs +
Z|
2 = (R
s + R)
2 + (X
s + X)
2.
Substituindo na igualdade #A.1#,
P = R V
s ef2 / [ (R
s + R)
2 + (X
s + X )
2]
#B.1#.
Para determinar o máximo valor dessa potência em relação aos parâmetros de resistências e reatâncias, deve-se usar derivadas parciais para cada e igualar a zero. Mas, no caso das reatâncias, desde que elas podem ser negativas, nota-se facilmente que o valor máximo ocorre com
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| Fig 02 |
(X
s + X) = 0 ou
X
s = − X
#B.2#.
No caso das resistências, precisa-se desenvolver as derivadas porque elas não podem ser negativas.
A igualdade #B.1# pode ser reagrupada para
P = V
s ef2 / [ (1/R) (R
s + R)
2 + (1/R) (X
s + X )
2].
Desde que o valor máximo é procurado, pode-se considerar a condição #B.2# e a relação fica reduzida a
P' = V
s ef2 / [R
s2/R + 2 R
s + R], que deve ser máximo.
Pode-se derivar toda a expressão acima. Entretanto, é mais fácil usar apenas o denominador, que deve ser mínimo para valor máximo de P, isto é,
[R
s2/R + 2 R
s + R]
#C.1# deve ser mínimo.
Neste caso, a derivada deve ser nula.
∂ [R
s2/R + 2 R
s + R] / ∂R = −R
s2/R
2 + 1 = 0.
A solução dessa equação é
R = ± R
s.
Para saber qual solução indica valor mínimo, deve-se usar a segunda derivada
∂
2 [R
s2/R + 2 R
s + R] / ∂R
2 = 2 R
s2/R
3.
Ela deve ser positiva para valor mínimo, o que confirma a realidade física, porque resistências não são negativas.
Se #C.1# é mínimo, a potência é máxima com
R = R
s #C.2#.
Aplicando as condições #B.2# e #C.2# às igualdades #A.2# e #A.3#, conclui-se facilmente que, para
máxima transferência de potência, a impedância da carga deve ser igual ao
conjugado complexo da impedância da fonte:
Z = Zs* #D.1#.
Aplicando essa condição a #A.1#, o valor da potência máxima transferida é
Pmax = Vs ef2 / (4 R) #D.2#. Com R = R
s.
Na prática pode-se dizer que, na condição de máxima transferência de potência, o circuito da Figura 01 deve ser equivalente ao da Figura 02 com R
s = R e X
s = − X. Uma reatância deve ser capacitiva e a outra, indutiva devido à oposição de sinais. E isso forma um circuito ressonante em série, tema que é tratado em páginas posteriores.