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Memórias II


Blocos lógicos elementares |
Memórias estáticas - Introdução |
Porta E como elemento de habilitação |
Memória estática elementar |
Memória de vários bits |
Exemplo de memória de 16 bits |

Blocos lógicos elementares - Tabelas para consulta

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Nome E (AND) OU (OR) NÃO (NOT) OU exclusivo (XOR) NÃO E (NAND) NÃO OU (NOR) Flip-Flop JK Flip-Flop D Flip-Flop T
Símbolo AND OR NOT XOR NAND NOR JK FLIP-FLOP D FLIP-FLOP T FLIP-FLOP
Notação S = A . B S = A + B S = A S = A XOR B S = (A . B) S = (A + B) - - -
Tabela de
verdade
A B S
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
A   S
0   1
1   0
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 0
A B S
0 0 1
0 1 1
1 0 1
1 1 0
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 0
J K Q
0 0 Qa
0 1 0
1 0 1
1 1 Qa
D   Q
0   0
1   1
T   Q
0   Qa
1   Qa
Alguns blocos lógicos citados são formados por combinações de blocos elementares, mas são assim considerados pela importância de suas funções. O bloco NÃO, se junto de outros, pode ser indicado apenas por um pequeno círculo. Alguns símbolos podem diferir um pouco dos apresentados na página devido a diferenças de softwares gráficos. A operação de flip-flops depende também das entradas CK, PR e CL. Ver páginas correspondentes.

Memórias estáticas - Introdução

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Na página Eletrônica digital II, pode ser visto que o valor da saída de um flip-flop (bloco básico da lógica seqüencial) pode ser mantido fixo ou ter alteração permitida pela entrada de clock. Isto sugere o uso de flip-flops em memórias, que são denominadas memórias estáticas.

Memórias estáticas são de acesso aleatório, mas não são em geral as conhecidas "RAM" encaixáveis nas placas-mãe dos computadores. São mais usadas como cache (armazenamento temporário) interno dos microprocessadores.

São provavelmente as memórias de menor tempo de acesso, mas a implementação exige um número relativamente elevado de componentes por bit armazenado. Nesta página, algumas informações básicas.

Porta E como elemento de habilitação

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Este arranjo já existe em vários circuitos de páginas anteriores, mas aqui é dado um destaque por fazer parte importante dos circuitos das memórias estáticas.

Porta E como elemento de habilitação
Fig 01
Seja um circuito conforme (a) da Figura 01: uma entrada E, uma saída S e uma entrada de "liberação" ou "habilitação" H.

Pela tabela de verdade do bloco E, podemos facilmente concluir que, se a entrada H é 1, S=0 se E=0 e S=1 se E=1. Ou seja S = E. Em termos lógicos, é como se a entrada estivesse diretamente conectada à saída, como em (b) da figura.

Se H=0, S é sempre 0, independente do valor da entrada E.

Em termos lógicos, é como se tivéssemos a entrada E aberta e a saída S ligada a um potencial de nível lógico zero. Ver (c) da referida figura.

Resumindo, o circuito funciona como uma chave liga-desliga, com a particularidade de manter a saída nula na condição desligada.

Memória estática elementar

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A Figura 01 dá o arranjo de um circuito de memória estática do mais elementar possível: memoriza apenas um bit de informação em um flip-flop tipo RS.

A entrada END é para endereçamento. Para um bloco só, ela não faz muito sentido. Mas num circuito real, com mais de um bloco, ela "conecta" ou "desconecta" logicamente as entradas e saída do flip-flop com uso das portas ES, ER e EQ conforme tópico anterior.

Memória estática elementar
Fig 01
D é a entrada do bit de informação. O inversor faz com que as entradas S e R do flip-flop só possam ser inversas, evitando estado impossível do flip-flop RS (S=1 e R=1. Ver página Eletrônica digital II para mais informações).

L/E é a entrada que define a operação da memória (leitura ou escrita). Usa a entrada de clock do flip-flop.

A tabela abaixo dá um resumo da operação do circuito. É basicamente a operação de um flip-flop, que mantém ou muda o seu valor de acordo com o nível da entrada de clock.

END

Status L/E Operação Descrição
1 Habilitado 0 Leitura Se a entrada de clock do flip-flop é zero, o valor da saída não muda, quaisquer sejam os valores das entradas. Portanto, a saída O tem o valor memorizado.
1 Habilitado 1 Escrita Se a entrada de clock é um, o flip-flop pode mudar de estado. Portanto, a saída Q será o valor que for aplicado em D.
0 Desabilitado Ø Não há As portas E "isolam" o flip-flop e a saída O será sempre 0 para quaisquer valores das entradas.
Tab 01

Para simplificar os esquemas dos circuitos, simbolizamos o circuito da Figura 01 como um único bloco, de forma similar a outros blocos lógicos.

Célula básica de memória estática
Fig 01
A Figura 02 ao lado exibe a disposição do bloco, isto é, uma "célula" básica de memória estática, que armazena um único bit de informação.

Memória de vários bits

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Uma memória de apenas um bit teria certamente pouca utilidade prática. A natural evolução é a associação de vários blocos elementares do tópico anterior para formar dispositivos de maior capacidade. Evidentemente, o número de bits que podem ser armazenados é igual ao número de blocos elementares.

Memória estática de 4 bits
Fig 01
Por exemplo: para armazenar 4 bits, podemos imaginar um circuito com 4 blocos elementares, uma saída para leitura, uma entrada de dado, uma entrada de controle leitura/escrita.

Mas isso não é tudo. Precisamos ainda de um meio para selecionar (ou endereçar) o bloco elementar (ou posição de memória) que desejamos operar (ler ou escrever).

Esta seleção pode ser perfeitamente executada com um circuito gerador de produtos canônicos, do tipo usado em multiplex e demultiplex (ver página Eletrônica Digital IV e seguintes para mais detalhes).

A Figura 01 dá o diagrama básico da memória estática de 4 bits.

Entrada A Entrada B Célula ativa
0 0 0
0 1 1
1 0 2
1 1 3
Tab 01
Para cada combinação das entradas de endereço A e B, há somente uma única saída de valor 1 no gerador de produtos canônicos. Isso ativa a respectiva célula ou posição de memória e mantém as demais inativas.

Assim, as entradas de endereço selecionam a posição de memória desejada e, para cada posição, as operações de leitura e escrita ocorrem conforme tópico anterior. A porta OU na saída é o elemento de união das saídas de cada posição de memória. Desde que apenas a posição selecionada pode ser 0 ou 1 e as demais são sempre 0 (inativas), a saída da porta OU acompanha o valor da saída da posição selecionada (ou endereçada).

Exemplo de memória de 16 bits

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O circuito do tópico anterior permite construir memórias com quaisquer números de bits, mas é um arranjo em linha, que, no aspecto construtivo e elétrico, pode não ser o melhor.

Memória estática de 16 bits
Fig 01
O circuito da Figura 01 usa um gerador de produtos canônicos em forma de matriz, já visto na página Eletrônica Digital IV.

Por razões de simplicidade, o circuito é apresentado em duas partes e as linhas de interligação não são indicadas:

(a) é a matriz de produtos canônicos mencionada, de 16 saídas. (b) é a correspondente matriz de 16 blocos elementares de memória.

Subentende-se que cada saída (1, 2, 3,..., 15) da matriz (a) está ligada a cada entrada (1, 2, 3, ..., 15) de endereço END da matriz (b).

As saídas O de cada bloco elementar são ligadas à entrada da porta OU para formar a saída única, de modo idêntico ao do circuito do tópico anterior.

Também de forma similar, as entradas de leitura/escrita e de dados são unidas conforme indicado.

Portanto, o circuito opera da mesma forma do circuito anterior, com 16 e não 4 bits. Apenas o arranjo físico é diferente.

Exemplo: se A=1, B=1, C=1, D=0, o bloco 14 é ativado, permitindo operações de leitura ou escrita no mesmo.
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