Esta é a função de transferência para um sistema básico de segunda ordem conforme já visto em página anterior:
| G(s) = |
Y(s) |
= K |
ωn2 |
|
#A.1#. Onde: |
| X(s) |
s2 + 2ζωns + ωn2 |
ωn : freqüência natural de oscilação (sem amortecimento).
ζ : fator de amortecimento.
Se, em vez do degrau unitário, a entrada é a
função delta (ou função impulso),
x(t) = δ(t), ocorrendo
X(s) = 1 e a saída (considerando K unitário) é dada por:
| Y(s) = G(s) 1 |
= |
ωn2 |
|
#A.2# |
| s2 + 2ζωns + ωn2 |
Sem menção da demonstração matemática, a resposta temporal para o impulso na condição subamortecida é:
| y(t) = |
ωn |
e−ζωnt sen(βωnt) |
#B.1#. Onde: |
| β |
β = √(1 − ζ2) #B.2#.
0 < ζ < 1 #B.3# (sistema subamortecido).
A semelhança desse resultado com a resposta ao degrau vista em página anterior é evidente. As diferenças mais visíveis são a ausência do ângulo de defasagem θ e o valor final zero e não um.
|
| Figura 01 |
Conforme já mencionado, a localização dos pólos no plano complexo dá uma clara idéia do comportamento do sistema.
A Figura 01 faz uma comparação ilustrativa, sem nenhuma correspondência com escalas numéricas nos eixos.
Todos os gráficos referem-se a respostas ao impulso.
Os círculos com ponto central indicam as localizações de um dos pólos (são pares para sistemas de segunda ordem).
Sistemas com pólos à direita do eixo jω são instáveis. Se os pólos estão sobre o eixo jω (parte real nula), não há amortecimento. Sistemas com pólos à esquerda de jω (parte real negativa) são amortecidos, podendo oscilar ou não oscilar, a depender de pólos complexos ou não. O amortecimento aumenta com o aumento da distância em relação a jω.
Repetindo a relação #B.1#, em determinado instante t, a resposta ao impulso é:
y(t) = (ωn/β) e−ζωnt sen(βωnt) #C.1#.
O ciclo seguinte terá início num tempo t' tal que:
βωnt' = βωnt + 2π . Portanto,
t' = t + 2π/(βωn) #C.2#.
Portanto,
y(t') = (ωn/β) e−ζωn[t + 2π/(βωn)] sen(βωnt + 2π) #C.3#.
y(t') = (ωn/β) e−ζωnt − 2πζ/β sen(βωnt + 2π) #C.4#.
Considerando a identidade trigonométrica
sen(βωnt) = sen(βωnt + 2π), a divisão de #C.1# por #C.4# dá o resultado:
| y(t) |
= e2πζ/β |
|
#C.5# |
| y(t') |
Usando o logaritmo e substituindo o valor de β segundo #B.2#,
| ln( |
y(t) |
) = |
2πζ |
|
#C.6# |
| y(t') |
√(1 − ζ2) |
Esse parâmetro é denominado
fator de redução de amplitude.
|
| Figura 02 |
Exemplo: no circuito RLC da Figura 02 são dados:
R = 0,02 Ω.
L = 5 µH.
C = 20 mF.
Determinar a freqüência natural de oscilação e o fator de amortecimento.
Para a solução, consideram-se as impedâncias de cada elemento conforme página
Transformada de Laplace II-10.
ZR(s) = R. Portanto,
VR(s) = R I(s).
ZL(s) = Ls. Portanto,
VL(s) = Ls I(s).
ZC(s) = 1/Cs. Portanto,
VC(s) = (1/Cs) I(s).
A entrada é supostamente v
i(t) e a saída v
C(t). Aplicando a lei das tensões de Kirchhoff e a transformada de Laplace,
Vi(s) = VR(s) + VL(s) + VC(s) = R I(s) + Ls I(s) + VC(s).
Mas
I(s) = Cs VC(s). Substituindo,
Vi(s) = R Cs VC(s) + LC s2 VC(s) + VC(s). Isolando V
C(s) e dividindo tudo por LC,
Vi(s) (1/LC) = [(R/L) s + s2 + 1/LC] VC(s).
E a função de transferência é dada por:
| G(s) = |
VC(s) |
= |
1/LC |
| Vi(s) |
s2 + (R/L) s + 1/LC |
Comparando essa igualdade com #A.1#, conclui-se que:
ωn2 = 1/LC.
2ζωn = R/L. Resolvendo,
ζ = R / √(4L/C).
Calculando os valores,
ωn2 = 1/(5 10−6 20 10−3). Ou
ωn ≈ 3162 rad/s.
ζ = 0,02 / √(4 5 10−6/20 10−3) ≈ 0,632.
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Última revisão ou atualização: Mai/2008